domingo, 29 de março de 2009

TUDO SOBRE ÓLEO DO MOTOR - DIESEL


Essa semana recebi um e-mail de um leitor que tinha dúvidas sobre o tipo de óleo utilizado no motor de seu veículo utilitário. Seu questionamento foi tão interessante que resolvi escrever esse Post sobre as características do óleo lubrificante para motores a Diesel.

A principal diferença em relação a outros lubrificantes está na classificação API. Segundo a Norma, a letra C, de Comercial, é utilizada para designar lubrificantes utilizados em motores à combustão por compressão. A classificação segue o padrão dos veículos de passeio onde uma letra padrão é acompanhada por outra letra que indica o nível tecnológico do lubrificante. Ou seja, iniciando no código CA, passando pelo CB, CC e CD. A partir desse ponto o lubrificante é subclassificado em categorias distintas.

Isso é necessário para distinguir o óleo utilizado em motores a diesel de dois tempos, que utilizam os códigos CD-II, por exemplo, cujos mais avançados recebem a denominação CF-2. Já para os de quatro tempos, são utilizados lubrificantes mais avançados, do tipo CE, CF-4, CG-4, CH-4 e CI-4.

Mas, o lubrificante para motores Diesel, por trabalhar em condições mais severas, deve atender a algumas especificações, o que os diferencia dos utilizados em motores a gasolina e álcool. É que as temperaturas na câmara de combustão são muito mais elevadas, e, portanto, o óleo deve conseguir manter uma película lubrificante, auxiliando na redução da formação de fuligem e material particulado, além da redução de consumo de óleo.

Os lubrificantes têm conseguido acompanhar o desenvolvimento dos motores Diesel, resultando em uma geração de óleo tecnologicamente avançados, adotando base sintética e aditivação concentrada. É o caso dos lubrificantes CI-4, utilizados nos novos motores eletrônicos, comparáveis aos de classificação SL utilizados em carros de passeio.

Até o próximo Post.

Alexandre

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sábado, 28 de março de 2009

TECNOLOGIA POR TRÁS DA ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL – PARTE II


Na busca pela eficiência energética, as montadoras nacionais tem buscado inspiração em modelos europeus. O mais novo lançamento promete uma redução de 15% no consumo de combustível e emissões de poluentes.

É importante entender que tamanha economia não é resultado de uma ação isolada, mas sim, o somatório de modificações que ampliou em 1,5km a distância percorrida para cada litro de álcool, o que é bastante significativo!!!

Entenda quais foram as principais alterações realizadas:

Aerodinâmica
Foram adotados apêndices aerodinâmicos por toda a extensão da carroceria, com o objetivo de reduzir o coeficiente de atrito aerodinâmico, ou Cx. O que pelo jeito deu muito resultado, já que o uso de um spoiler dianteiro sob o pára-choque, grade dianteira mais fechada, saias laterais, e um aerofólio traseiro resultou em uma redução significativa do Cx, que passou de 0,34 para 0,31 !! Tradução disso tudo – uma redução no consumo de 2% !!!

Transmissão
As alterações ao nível da transmissão foram as mais significativas, proporcionando uma economia de quase 4,0% no consumo de combustível. Isso mesmo quase 4,0% !!! Para tanto, os engenheiros alteraram as relações de marcha, tornando-as mais longas, principalmente na última marcha. A relação do diferencial também foi modificada em relação ao modelo atual.

Suspensão
O trabalho na suspensão teve como objetivo rebaixar o veículo, favorecendo assim a aerodinâmica. O resultado é uma distância do solo menor em 12,00mm.

Pneus e Rodas
Os novos pneus e rodas adotam a medida de 14", em vez do aro 15 utilizado na versão convencional. Ou seja, pneus menores e de medidas mais estreitas aliviam 26 quilos no peso total do carro. O composto da borracha utilizado nos pneus, por sua vez, reduz a resistência ao rolamento, possuindo um banda de rodagem mais dura, sendo calibrados com 42 libras – 13 libras a mais que os pneus convencionais!!! Isso garante uma redução de 3,8% no consumo.

Até o próximo Post.

Alexandre
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quarta-feira, 25 de março de 2009

TECNOLOGIA POR TRÁS DA ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL – PARTE I


Recentemente, uma montadora nacional se utilizou de diversos artifícios técnicos de modo a obter um carro com o título de “ Mais econômico do Pais “. O que poderia ser modificado, melhorado e aplicado com o objetivo de reduzir consistentemente o consumo de combustível?

Foram realizadas alterações no motor, sistema de injeção de combustível, geometria de suspensão, pneus e especificação do óleo lubrificante. Tudo isso, somado a um medidor de consumo no painel para obter uma redução de 10% no consumo de combustível em relação à versão anterior do modelo. Pode parecer pouco, mais é extremamente significativo.

Observe que atingir a meta de redução de consumo não é o resultado de uma única ação, mas sim um conjunto de alterações, que somadas, permitem atingir patamares mais baixos de consumo de combustível.

Motor
Quanto menos energia é utilizada para mover os componentes internos do motor, menor será o nível de consumo. Daí as alterações realizadas em componentes internos do motor. Muitas peças tiveram seu peso reduzido, como o comando de válvulas que passou a ser oco. Os pistões foram aliviados em peso e as bielas deixaram de ser fundidas e passaram a ser forjadas (como nos carros de competição), tornando-as mais leves e resistentes.

A carga das molas das válvulas foi reduzida em 25%, reduzindo o esforço para acioná-las. Os dutos de admissão e escape foram retrabalhados, assim como o catalisador a fim de reduzir a restrição à passagem dos gases.

Óleo do motor
O óleo lubrificante do motor foi alterado, passando a especificação SAE 5W30. Isso significa menor atrito entre os componentes internos do motor. E, quanto menor o atrito, menos energia desperdiçada, e portanto menor consumo.

Sistema de Injeção de combustível
O Software da central eletrônica foi recalibrado, adequando o sistema de injeção de combustível as alterações mecânicas do motor.

Geometria da suspensão
A suspensão dianteira recebeu modificações na geometria, alterando os ângulos de Cáster e camber. O arraste do pneus é reduzido aliviando inclusive o peso ao girar o volante.

Pneus
A montadora encomendou ao fabricante de pneus um modelo de baixa resistência ao rolamento. O novo Pneu é elaborado com um composto especial de borracha e sílica cuja função é reduzir a resistência ao rolamento, mantendo a aderência.
Até o próximo Post.
Alexandre

domingo, 15 de março de 2009

COMO FUNCIONA O AIR BAG - PARTE II


No Post anterior sobre o Air Bag, vimos que existem bolsas para o Mercado Europeu e brasileiro, e bolsa para os EUA. Hoje, vamos entender em que situações o Air Bag dispara.

É importante compreender que o Air Bag é projetado para ser acionado apenas em algumas condições pré-determinadas, ou, falando mais especificamente, numa colisão frontal com ângulo inferior a 60°. Isso significa dizer que em caso de capotamento, colisão lateral ou traseira o dispositivo não será acionado, pois nestas condições seu disparo poderia representar risco de lesão nos passageiros.

Esse ângulo é determinado considerando uma linha imaginária que cruza o veículo longitudinalmente numa vista superior. Os 60° são o somatório de dois ângulos de 30° para cada lado, partindo da dianteira do veículo. Isso quer dizer que uma colisão entre dois veículos, num cruzamento, formando um ângulo 90°, não acionando as bolsas.

Além da posição da colisão, o valor da desaceleração é determinante para o acionamento da bolsa. Ele deve inflar quando a força de colisão for equivalente a uma batida contra uma superfície indeformável, algo como um muro de tijolos, a uma velocidade entre 15 e 25 km/h. Esse valor de desaceleração também é obtido quando a diferença de velocidade entre dois veículos que colidem for superior a 25 Km/h.

Quando temos essas duas condições, ângulo de colisão e desaceleração, o Air Bag é acionado num tempo inferior a oito décimos de segundo - isso é um tempo menor que um piscar de olhos !!! Tamanha velocidade de abertura da bolsa torna-se necessário, pois o objetivo é evitar o choque dos passageiros contra o painel do veículo, formando uma barreira entre eles num espaço físico contido, de aproximadamente vinte e cinco centímetros.

Nos próximos Posts saberemos um pouco mais sobre esse importante elemento de segurança.

Alexandre

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quarta-feira, 11 de março de 2009

DAR "CAVALO-DE-PAU" NUM CARRO COM ABS TRAVA AS RODAS?


Como já sabemos, a função do ABS ou Sistema Anti-travamento das rodas é impedir que em condições de frenagem pânica, uma ou mais rodas travem, prejudicando a dirigibilidade do veículo. Até aí tudo bem.

Mas imagine um carro com ABS realizando uma manobra, tipo “cavalo-de-pau”. Nessa manobra as rodas do carro irão travar? Antes de responder, lembre-se que numa situação como essa o volante é esterçado bruscamente, jogando o carro de lado com as rodas traseiras...travadas!!! Isso mesmo, travadas. Mas, se o carro tem ABS, como pode ocorrer travamento?

A resposta é simples. Observe que ao realizar um “cavalo-de-pau” o motorista não utiliza o sistema hidráulico dos freios, mas sim o freio de mão que é um sistema mecânico acionado através de cabos metálicos ligados às rodas traseiras. Nestas condições, o ABS não atua, apesar da leitura da velocidade das rodas estar sendo realizada pelos sensores. E, além do mais, para que o ABS atue é preciso que o motorista pressione o pedal de freio, o que não acontece durante este tipo de manobra.

Até o próximo Post.

Alexandre

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sábado, 7 de março de 2009

COMO FUNCIONA O AIR BAG - PARTE I


Com a obrigatoriedade do air bag sendo discutida no Congresso, surgiu um interesse repentino pelo dispositivo de segurança. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, o Air bag, ou Bolsa de Ar, não é um projeto recente. Sua Patente data de 1951, sendo desenvolvido pelo alemão Walter Linderer, morador da cidade de Munique. Seu Projeto, cujo conceito se baseava em uma Bolsa de ar, inflada em milésimos de segundos com o objetivo de proteger os ocupantes do veículo, poderia parecer ridículo. Esta cena, que apenas poderia ser possível nos filmes de ficção científica, tornou-se realidade na década de 80, com o avanço da eletrônica e o desenvolvimento de um tecido mais resistente para a Bolsa. A partir daí o Air Bag não parou mais de desenvolver, conquistando credibilidade junto aos principais Fabricantes do Mundo.

Basicamente, o Air Bag atual é constituído por uma bolsa, inflada através da expansão de um gás gerado pela ignição de um propelente sólido. O material da bolsa é composto por fibras entrelaçadas, altamente resistentes, sendo capaz de suportar o choque dos passageiros em caso de colisão. Após o enchimento, o Air Bag perde rapidamente a pressão interna, facilitando a remoção dos passageiros.

Os Air Bags disponíveis nos veículos nacionais são, na verdade, denominados Eurobags, pois atenderem às Normas vigentes na Europa. Esta bolsa, com capacidade entre 40 e 60 litros para motorista e 120 litros para passageiro, deve obrigatoriamente ser utilizada em conjunto com o cinto de segurança que conta com o auxílio do pré-tensionador. Já, os modelos norte-americanos, conhecidos apenas por Air Bag, apresentam volumes próximos de 80 litros para motorista, e 170 litros para passageiro, não sendo necessário sua utilização em conjunto com o cinto de segurança. Uma observação: Ao contrário do Brasil, nos Estados Unidos o uso do cinto de segurança não é obrigatório. Os motoristas utilizam por educação!!

Nos próximos Posts veremos em que condições os Air Bags disparam

Alexandre


Dicas AutoServiço
  • O AirBag nacional é conhecido como Euro Bag, e deve ser usado em conjunto com o cinto de segurança.
  • O Air Bag americano possui um volume até 40% maior que o Euro Bag.

  • Por segurança, o Air Bag apenas dispara em condições específicas.
  • quinta-feira, 5 de março de 2009

    MISTURAR ÁLCOOL E GASOLINA PREJUDICA O CARRO FLEX?


    Esse Post teve origem na pergunta de uma leitora do Blog que questionava o fato da água do álcool hidratado se separar quando adicionado à gasolina. Sua dúvida era se a separação do combustível poderia danificar a bomba, já que aspiraria primeiramente a água, podendo danificar até o motor.

    Bem, para explicar melhor assunto é preciso voltar um pouco no tempo, mais precisamente à década de 80. Naquela época, a gasolina nacional utilizava chumbo tetraetila como agente anti-detonante. Mas, por ser cancerígeno, esse produto foi substituído pela adição de álcool à composição da gasolina. Mas não foi qualquer álcool, o escolhido foi o anidro, ou seja, que não contém água. Isso garante que ao ser misturado com a gasolina não forme um sistema de duas fases. ( Lembre-se: gasolina e água são líquidos imiscíveis ).

    Desde então, o percentual de álcool anidro na gasolina só aumentou, passando aos atuais 26 %. Só para efeito de conhecimento, a gasolina padrão de testes é conhecida como E22, ou seja, possui 22% de álcool na sua composição. E, devido à mistura com álcool o nome dado à gasolina nacional é, na verdade, Gasohol. Já álcool de bomba ou hidratado possui 5% de água em sua composição, sendo conhecido pelo código E100, ou 100% de etanol.

    Agora, quando misturamos gasohol e álcool hidratado percebemos que a água presente no álcool se combina com o álcool anidro da gasolina, formando duas fases distintas: a gasolina pura por cima, e a mistura de álcool e água embaixo. O que não é motivo para sustos, pois o percentual de água presente na mistura é bem pequeno, ou seja, o que a bomba aspira é na realidade uma mistura com maior percentual de álcool.

    Outro detalhe interessante é que todos os componentes expostos ao combustível "verde" estão preparados para suportar sua oxidação e acidez. A bomba, por exemplo, está preparada para isso, não apresentando defeito mesmo trabalhando com álcool puro. O mesmo podemos dizer dos injetores de combustível, que por serem de aço inox estão aptos a trabalhar com álcool.

    Até o próximo Post

    Alexandre

    Para saber maissobre o assunto:

    domingo, 1 de março de 2009

    PORQUE É PRECISO FAZER A LIMPEZA DOS INJETORES - PARTE II


    O último Post que publiquei sobre a necessidade de realizar a limpeza de injetores gerou grande polêmica. Participo de alguns Fóruns sobre mecânica na internet e as questões levantadas foram as mais diversas: “Injetores não precisam ser limpos”, “ os injetores são auto limpantes”...Aproveito esse Post para esclarecer algumas dúvidas.

    O primeiro ponto a ser esclarecido é se os injetores sujam ou não. Algumas pessoas não acreditam na necessidade de realizar uma limpeza por afirmarem que os injetores não acumulam sujeira. Mas, afirmo, por experiência própria, que qualquer injetor está sujeito a obstrução causada por detritos e impurezas.

    Isso ocorre porque a gasolina é composta por partes leves e pesadas. Ao se desligar o carro, a maior temperatura do motor é atingida, já que a bomba d´água não está mais funcionando, muito menos a bomba de óleo. Uma pequena quantidade de combustível fica alojada entre a sede do injetor e a agulha. Em função da temperatura elevada, a parte leve da gasolina evapora restando a parte pesada, que é composta pela Goma. Ou seja, cada vez que você desliga o carro, uma pequena quantidade de resíduo está se acumulando no interior do injetor.

    Se você ainda tem dúvidas, faça a seguinte experiência: em uma oficina especializada solicite o serviço de limpeza dos injetores utilizando ultra-som. Antes da limpeza propriamente dita, os injetores são retirados do motor e instalados em buretas de vidro que permitem a verificação da vazão, estanqueidade e direcionamento do jato. Desse modo é possível aferir a diferença no volume de líquido entre cada um dos injetores.

    Em seguida os injetores são imersos em uma cuba ultra sônica, estando parcialmente imersos em um solvente específico, durante aproximadamente 20 minutos. Ao final da limpeza a verificação nas buretas pode ser repetida e o ganho em vazão e o melhor direcionamento do jato tornas-e visível !!

    Nos próximos Posts falaremos sobre os injetores auto-limpantes.

    Alexandre

    Para saber mais sobre o assunto:

    Cuidado com os injetores do seu carro.

    terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

    COMO FUNCIONA O SISTEMA DE FREIOS - PARTE II


    Meu objetivo com esse Blog não é torná-lo uma referência em Física na internet. Muito pelo contrário, o que procuro é ajudar as pessoas a entenderem melhor de seus carros, para que assim, possam cuidar melhor deles. Mas, para que eu possa dar continuidade a série sobre o funcionamento do sistema de freios, veremos alguns dos princípios físicos por trás de uma frenagem.

    Isso é necessário para termos uma noção do esforço no qual é exposto um sistema de freios. Para tanto, basta considerar que a energia cinética acumulada pelo veículo durante seu deslocamento aumenta com o quadrado da velocidade. Isso quer dizer que se a velocidade de um carro dobra, ele possui quatro vezes mais energia cinética !!!! Os freios terão, portanto que dissipar quatro vezes mais energia para conseguir parar o veículo!!!

    Agora, vamos transformar isso em números... Imagine um carro esportivo, pesando aproximadamente 1.400 Kg, que acelera de zero a cem quilômetros por hora em apenas seis segundos. Parece muita coisa, não? Considere agora a situação inversa, ou seja, uma frenagem à mesma velocidade até a imobilidade. Nesse caso serão necessários ínfimos dois segundos e meio e um potência térmica dissipada correspondente a mil cavalos !!!! É no mínimo impressionante!!

    Mas tudo bem, você pode afirmar que estamos falando de um carro esporte, por isso os números tão exagerados. Mas fique sabendo que mesmo seu carro popular é capaz de gerar potência térmica suficiente para Impressionar até o seu vizinho! É isso mesmo. A partir de agora você já pode se orgulhar, afinal de contas seu carro gera a potência de um motor de Ferrari. Pelo menos no freios !!

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Para saber mais sobre o assunto:

    sábado, 21 de fevereiro de 2009

    PORQUE RODAR COM O AR CONDICIONADO LIGADO AUMENTA O CONSUMO?


    Que rodar com o ar condicionado ligado consome mais combustível todos nós sabemos. O objetivo desse Post é explicar exatamente por que isso acontece...

    O fato do consumo de combustível aumentar está relacionado ao acionamento do compressor do ar condicionado. Esse componente tem a função de comprimir o gás refrigerante ( por isso o nome de compressor ), fazendo-o circular por todo o sistema. É como comprimir o ar dentro de uma seringa...Trabalho aparentemente fácil, não? Mas experimente fazer isso centenas de vezes por minuto, ininterruptamente...

    E é isso que o compressor faz - comprime o gás constantemente. O que é bem diferente de um ar condicionado residencial, onde o compressor liga e desliga, controlando a pressão e a temperatura do gás. No sistema automotivo, uma vez acionado o compressor, o mesmo é mantido ligado permanentemente, e o controle da temperatura e pressão é feito acionando o eletroventilador do radiador.

    Então tá...se o compressor fica ligado constantemente o consumo é maior....correto? E se for criado um ar condicionado que liga e desliga o compressor teremos economia, não é mesmo? Bem...não é tão fácil assim...pois um sistema assim prejudicaria a dirigibilidade, porque a cada entrada e saída do compressor, sentiríamos um pequeno tranco, tornando o ato de dirigir uma situação enervante.

    O que precisamos entender é que o consumo torna-se maior, pois o compressor precisa de força para comprimir o gás, e essa potencia é retirada do motor através de uma correia. Se a potencia do motor diminui, uma maior quantidade de combustível é injetada para compensar a perda, fato esse mais perceptível em veículos de baixa cilindrada, como nos motores 1.0 dos veículos populares.

    O aumento no consumo pode chegar a até 10%, dependendo do veículo, mas pode ter certeza de uma coisa: O conforto proporcionado pelo ar condicionado compensa, com certeza !!

    Até o Próximo Post

    Alexandre
    Dicas AutoServico
    • Ligar o ar condicionado pode aumentar o consumo em até 10%, mas vale a pena.
    • O compressor ligar e desligar repetidas vezes é sinal de falta de gás.
    • Um segundo é o tempo que leva para o compressor ligar após apertarmos o botão no painel.
    Para saber mais sobre o assunto:

    quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

    É VANTAGEM CALIBRAR OS PNEUS COM NITROGÊNIO?



    Certa vez me perguntaram por que calibrar um pneu com nitrogênio se quando enchemos com ar comprimido já estamos inflando o pneu com 78% do gás? Foi um questionamento no mínimo inteligente.

    O Nitrogênio é o gás mais abundante na atmosfera, tendo diversas aplicações na indústria devido as suas características. No segmento automotivo é bastante utilizado em substituição ao ar comprimido para calibrar os pneus, uma solução que é muito utilizada por frotistas.

    Mas será que é realmente vantajoso pagar por um serviço quando temos um similar gratuito? Afirmo, sem dúvida, que sim !! ( Desde que você rode bastante com o carro.)

    O Nitrogênio à temperatura ambiente encontra-se no estado gasoso, e possui uma estrutura molecular muito simples (N2), sendo estável quimicamente. É insípido, inodoro e incolor. E justamente por estas características não sofre alterações mesmo quando expostos à variações de temperatura. É um gás puro e inerte, que não reage com outras substâncias. Ou seja, se o Nitrogênio fosse uma pessoa, seria aquele cara que se dá bem com todo mundo, não mexendo com ninguém.

    A principal vantagem do Nitrogênio é sua estabilidade quando submetido a variações de temperatura, o que não ocorre com o ar comprimido. Considere que quando rodamos com um carro no asfalto os pneus tendem a se aquecer pelo atrito com o piso e o calor da estrada. O Nitrogênio, por ser um gás frio, mantém a pressão interna do pneu estável, e se a pressão não varia tanto durante um trajeto o desgaste da banda de rodagem será mais uniforme, aumentando a vida útil do pneu.

    Mais esse resultado apenas é obtido quando o pneu é cheio completamente com o gás. Para tanto, no primeiro enchimento é preciso esvaziar completamente o pneu para em seguida encher com o Nitrogênio.

    Pelo custo, torna-se mais viável para quem roda muito diariamente ou trafega por estragas. Por isso é muito usado por pequenos e grandes frotistas, com o objetivo de para aumentar a vida útil dos pneus e reduzir os custos com manutenção. Quando utilizado corretamente, os benefícios são a redução em até 20% do desgaste dos pneus além de proporcionar menor consumo de combustível por quilometro rodado.

    Até o próximo Post

    Alexandre

    Para saber mais sobre o assunto:

    sábado, 14 de fevereiro de 2009

    CONCEITO POR TRÁS DO AR CONDICIONADO - TEMPERATURA

     No Ensino Médio aprendemos conceitos físicos que imaginamos não terem nenhuma aplicação em nossa vida cotidiana. Definições de Física e Química parecem pertencer apenas as páginas dos livros. Pensando nisso, elaborei esse Post com o objetivo de fazer com que um usuário comum tenha uma noção dos conceitos físico-químicos por trás de um sistema de ar condicionado.

    Primeiramente, vamos tentar distinguir a diferença entre calor e temperatura. Observe que há uma diferença sutil entre os dois conceitos. Daí ocorre um erro muito comum que é afirmar que no Nordeste faz muito calor. Na verdade o correto é afirmar que no Nordeste as temperaturas são elevadas.

    É comum cometer esse lapso já que Calor e Temperatura são propriedades interligadas. Tão interligadas que não existe calor sem temperatura.

    Por definição, Temperatura é a quantidade de energia interna de um corpo. Explicando melhor, quanto mais agitadas as moléculas de uma substância, maior sua energia interna e consequentemente mais elevada é a temperatura. Já o Calor, como veremos nos próximos Posts, é a energia que circula de um corpo com maior temperatura para o de menor temperatura.

    Dos estados Físicos da matéria o estado de maior energia interna, ou seja, o que possui maior temperatura é o gasoso. Já o sólido é o estado da matéria com menor energia interna.

    Mas após essa pequena revisão sobre o Ensino Médio vem a pergunta - Onde entra o Ar Condicionado nessa história? Explico. Dentro do painel do carro, mais precisamente na caixa de ar, um ventilador aspira o ar externo e lança em direção ao interior do veículo. Como esse ar possui uma certa temperatura será preciso resfriá-lo de modo a climatizar o habitáculo. Mas como isso é feito?

    A maneira mais eficiente é fazer com que o ar externo tenha contato com um conjunto de pequenos dutos por onde circula o fluido refrigerante sob baixas temperaturas. Ao passar envolta desses tubos o ar externo cede calor ao fluido, baixando sua temperatura. É esse ar resfriado que sentimos saindo pelas aletas de ventilação do painel.

    Interessante, não? Mais interessante ainda é saber que alguns conceitos que estudamos no colégio, com a Temperatura, são aplicados em nossas vidas.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

    EXISTE LIMITAÇÃO QUANTO A VELOCIDADE DE UM PNEU?

     Todo pneu comercializado segue Normas e Padrões internacionais quanto a suas dimensões, pressões de trabalho, nível de desgaste, e valores máximos de carga e velocidade, determinados em função do tipo de veículo na qual será montado e a condição de rodagem.

    Estes valores encontram-se gravados na borda do pneu com o objetivo de informar ao condutor os limites físicos de cada pneumático e, garantir que no momento da troca dos pneus serão respeitadas as indicações de Carga e Velocidade máxima.

    O Índice de Carga é um valor tabelado descrito por dois números com o objetivo de indicar a capacidade de carga que cada pneu suporta, em Kg. Já o Índice de velocidade determina a velocidade máxima suportada pelo pneu, sendo descrito por letras maiúsculas.

    Observe, por exemplo, um pneu com Índice de Carga 88 e Velocidade T. Estes valores indicam que o pneu pode suportar uma carga de 437Kg e uma velocidade máxima de até 190 Km/h. Como este valores indicam limites físicos e estruturais do pneu devem obrigatoriamente ser respeitados por uma questão de segurança.

    Nesse caso, se a velocidade limite for ultrapassada, as fibras da carcaça do pneu podem romper em função da força centrífuga, deformando a banda de rodagem.

    Portanto, antes de comprar um pneu é importante não apenas seguir as dimensões descritas no manual do proprietário, mas também obedecer aos índices de carga e velocidade.

    Até o próximo Post

    Alexandre
    Para saber mais sobre o assunto

    quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

    QUAL A LIMPEZA DE INJETORES INDICADA?


    Muita gente afirma que existem três tipos de limpeza de injetores...na verdade, existe apenas uma.. as outras devem ser consideradas como descarbonizantes.

    Existe uma limpeza química feita com um produto pressurizado que é ligado ao motor, substituindo o combustível. O carro fica alguns minutos queimando esse produto. O solvente existente nessa limpeza retira as incrustações de carbono dos injetores lançando diretamente no motor. O nome desse serviço não é limpeza de bicos, mas sim, limpeza química pressurizada ou descarbonização pressurizada.

    A desvantagem é que toda impureza retirada dos injetores é lançada diretamente no motor, além do solvente retirar incrustações e borras das paredes dos cilindros e cabeça do pistão lançando no diretamente no catalisador e sensor de oxigênio, danificando-os.

    Apesar de rápido e prático não recomendo esse tipo de serviço. Além do que, caso haja um problema em um dos injetores não podemos identificar, pois os mesmos estão montados no motor.Há também a "limpeza de bicos" com produtos no tanque. Esse tipo de limpeza possui solventes e detergentes que começam a agir ainda no tanque de combustível, removendo os resíduos de suas paredes internas. O problema é que a sujeira será aspirada pela bomba de combustível, e lançada para o filtro de combustível, obstruíndo-o.

    E assim como a descarbonização pressurizada todas as impurezas são lançadas no motor, afetando o sensor de oxigênio e catalisador.

    Já na limpeza por ultra-som os injetores são retirados do carro e montados em buretas de vidro utilizando um solvente. Essa situação simula o funcionamento dos injetores no veículo permitindo uma análise do leque formado pela injeção de combustível e a vazão, em mililitros, de cada injetor. Esse teste permite ainda verificar se há gotejamento dos injetores. Após essa análise, os injetores são instalados em uma cuba onde ficam pulsando, estando parcialmente cobertos por um detergente. No fundo da cuba um cristal piezo-elétrico que gera uma certa frequência de vibração, produzindo um ultra-som que quebra os resíduos de carbono no interior dos injetores.

    A vantagem desse serviço é que além de limpar realmente, lança os resíduos no interior da cuba e não no motor. Esse eu recomendo !!

    Alexandre
    Saiba mais sobre o assunto:

    sábado, 31 de janeiro de 2009

    COMO FUNCIONA O SISTEMA DE FREIOS - PARTE I


    Em 1770,Nicolas Joshep Cugnot, inventor francês, estava tão obcecado pela idéia de colocar o primeiro veículo a vapor do mundo para andar que acabou esquecendo de um pequeno detalhe – como fazê-lo parar !!! O colosso de metal e madeira que pesava quatro toneladas e se deslocava a 3,6 Km/h sobre três rodas se chocou contra um muro em sua estréia.

    Desde então, credita-se a Cugnot, não somente a criação do que viria a ser o tataravô dos carros modernos, mas também a criação do primeiro acidente automobilístico de que se tem notícia !! E, foi graças a esse fato histórico que a indústria dos freios ganhou impulso...

    O princípio que rege um sistema de freio está ligado à capacidade de converter energia cinética em energia térmica. Isso que dizer que quando nos deslocamos com um veículo acumulamos energia cinética, que é a energia do movimento, e que para pará-lo é preciso converter essa energia em outra forma de energia. No caso, energia térmica em forma de calor.

    Portanto, quanto mais calor gerado pelo sistema de freios mais eficiente será a frenagem. Só que não é tão simples assim...surge aí a limitação dos materiais utilizados no sistema. É que grande maioria dos matériais metálicos apresentam perda de eficiência causada pelo excesso de temperatura, fenômeno conhecido como Fading.

    O material mais utilizado é o ferro fundido, que apesar de muito pesado, possui custo reduzido de produção, boa resistência mecânica e é um excelente condutor de calor. Esse material é utilizado na confecção dos discos e tambores de freio. Já em veículos de competição e em alguns carros esportivos estão sendo utilizados discos de freio de compostos cerâmicos por serem mais leves e mais resistentes à fadiga.

    Nos próximos Posts veremos como surgiram os discos de freio, porque as pastilhas de freio não utilizam mais amianto na sua composição, além de dicas de manutenção.

    Alexandre

    Dicas AutoServico


    • O ferro fundido é utilizado nos discos de freio e tambor.
    • Quanto mais calor um sistema de freios gera, mais eficiente é.
    • Fading provoca a perda de eficiência dos freios.
    Saiba mais sobre o assunto:

    quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

    PORQUE É PRECISO LIMPAR OS INJETORES?


    Os eletroinjetores, também conhecidos como bicos, são pequenos componentes de acionamento elétrico responsáveis pela dosagem do combustível. E, apesar de pequenos, são de grande importância para o correto funcionamento do motor.

    Mas para que o motor funcione realmente bem, é preciso que o combustível seja injetado no formato de minúsculas gotículas. Isso exige que os orifícios na extremidade do injetor sejam muito pequenos. Tão pequenos que uma simples sujeira, da espessura de um fio de cabelo, pode obstruí-los.

    Essas impurezas entopem, total ou parcialmente, os injetores prejudicando a vazão do combustível para o motor. Isso acarreta aumento no consumo, falhas na aceleração e perda de potência.

    Mas afinal, de onde vêm as impurezas? A resposta é: do próprio combustível !! Isso mesmo, o maior inimigo do injetor é o combustível que você usa no seu carro. Não. Não estamos falando de combustível adulterado. Estamos na verdade nos referindo a um resíduo existente na composição da gasolina nacional conhecido como Goma é o principal responsável pelo problema.

    A Goma é resultante de deficiências no processo de destilação da Gasolina, e quando exposto às altas temperaturas no interior do motor transforma-se em Borra, que é aquela incrustação escura que você observa na extremidade do injetor.

    Observe que a Goma está presente tanto na Gasolina Comum, quanto na Aditivada. Portanto, o correto é realizar, de forma preventiva, a limpeza dos injetores por ultra-som a cada 10 ou 15 mil quilômetros. Não podendo esquecer também do cuidado com a qualidade da Gasolina utilizada, além de substituir o filtro de combustível regularmente.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Ao limpar os injetores troque também o filtro de combustível.
    • Alternar um tanque de gasolina comum com um tanque de aditivada solta a sujeira do tanque, obstruindo os injetores.
    • A limpeza mais eficiente de injetores é por ultra-som.
    Para saber mais sobre o assunto:

    domingo, 25 de janeiro de 2009

    COMO FUNCIONA O CARRO FLEX - PARTE IV



    Antes de darmos continuidade à série de Posts sobre o Funcionamento do Carro Flex devemos relembrar alguns conceitos. Primeiramente, lembre-se que “Aprendizado” é termo dado a estratégia adotada pela Central de injeção para identificar o combustível que está no tanque. Em segundo lugar, apenas é possível “aprender” o novo combustível após determinar quando ocorreu um abastecimento.

    Tendo esses dois conceitos em mente fica fácil entender que a estratégia de Aprendizado não ocorre constantemente, mas sim, em condições pré-determinadas. Ao todo são cinco condições na qual o aprendizado deve ocorrer. E, de modo a facilitar o entendimento, vou tratar cada uma dessas condições separadamente.

    A primeira condição é também a mais importante, pois determina que na primeira partida após um abastecimento, o Aprendizado deve ser realizado. Isso significa que a Central de injeção irá “ler” os gases expelidos pelo escapamento nos primeiros segundos de funcionamento do motor logo após um abastecimento.

    O interessante em tudo isso é que enquanto o Aprendizado é realizado a mistura de combustíveis no tanque ainda não foi determinada, e o motor está funcionando com os dados do aprendizado anterior.

    Parece complicado? Vou tentar explicar de forma mais clara. Imagine que o tanque do seu carro está com um pouco de gasolina e você abastece com álcool. Nos primeiros instantes de funcionamento, o motor estará funcionando com os parâmetros de funcionamento da gasolina até que o sistema aprenda o novo combustível presente no tanque, no caso o álcool, e altere esses parâmetros. Fácil não?

    Nem tanto... Nos próximos Posts daremos continuidade ao assunto.

    Alexandre
    Dicas AutoServico
    • O Aprendizado demora em média 15 segundos
    • Após um abastecimento é realizado o Aprendizado para determinar o combustível presente no tanque.
    • Carros Flex são mais sensíveis a combustíveis adulterados.
    Saiba mais sobre o assunto

    quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

    RUIDO COM O MOTOR FRIO É NORMAL?


    A maioria dos motores possui um componente pouco conhecido - o Tucho. E é esse ilustre desconhecido que possui a nobre missão de transmitir o movimento do comando de válvulas para as válvulas do motor. Além disso, possui a função de limitar a folga entre o comando de válvulas e as válvulas.

    Basicamente, há dois tipos de tucho: o “mecânico” e hidráulico”, mas todos eles possuem a mesma função. A diferença é que o tucho mecânico utiliza uma pastilha metálica enquanto que o hidráulico utiliza óleo para movimentar o tucho

    Com o motor frio, o óleo está completamente acumulado na parte inferior do motor chamado de cárter. Isso inclui também o óleo que preenche os tuchos hidráulicos. Ocorre que ao dar partida nessa condição, o óleo, ainda muito viscoso em função da temperatura, tem dificuldade de circular pelo motor e atingir o cabeçote para realizar a lubrificação. Os tuchos, por estarem descarregados, aumentam a folga entre o comando de válvulas.

    O barulho no motor, nessa situação, assemelha-se a uma seqüência de pequenos batidos, lembrando um pouco uma máquina de escrever. Na verdade é o ruído causado pela folga excessiva entre o tucho e o comando de válvulas. Mas não há o que temer pois à medida que o óleo aquece e a lubrificação é retomada, o óleo consegue circular por entre as canaletas, preenchendo os tuchos e reduzindo a folga.

    Portanto, se escutamos um ruído com o motor frio, semelhante a batidos, por alguns breves minutos, podemos considerar normal. Mas, se o ruído permanece, mesmo com o motor aquecido, é preciso ir a uma oficina. O problema pode estar na bomba de óleo ou na viscosidade do óleo lubrificante.


    Até o próximo Post.
    Alexandre
    Dicas Auto Serviço
    • Escutar leves batidos com o motor frio em um carro multiválvulas é normal.
    • O período de troca do óleo de um motor multiválvulas deves ser de 5.000Km.
    • Ruído constante, mesmo com o motor quente, é indício de problemas de lubrificação.
    Saiba mais sobre o assunto:

    sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

    SAIBA MAIS SOBRE O NOVO EXTINTOR DO TIPO ABC.


    Equipamento obrigatório em automóveis desde 1968, o extintor de incêndio portátil é um dispositivo de segurança capaz de retardar a propagação das chamas, ou até mesmo, extinguir um pequeno foco de incêndio.

    Desde então, a classificação para esse tipo de aplicação atendia pelas letras “B”, para líquidos inflamáveis e “C”, para equipamentos elétricos. Mas, a resolução número 157, de 22 de abril de 2004 do COTRAN, alterou significativamente os padrões para utilização de extintores, estendendo a aplicação para um nível mais elevado de segurança – a classificação ABC. Isso significa maior eficiência no combate ao fogo.

    Essa regulamentação, vigente desde 1° de janeiro de 2005, obriga a substituição dos extintores do Tipo “BC” por novos modelos do tipo “ABC” até 2009. Mas o que muda afinal?

    Bem, basicamente, o que muda é o tipo de pó utilizado. No modelo anterior era utilizado um pó químico seco feito à base de Bicarbonato de sódio, enquanto que o novo modelo utiliza base de fosfato monoamônico, que apesar do nome complicado, não é prejudicial à saúde.

    Mas a principal vantagem reside no fato do novo extintor ser capaz de extinguir a chama em incêndios de Classificação “A”, provocados em materiais como madeira, papel e borracha. Isso amplia a capacidade do extintor e aumenta a segurança do motorista. Outra vantagem é que o extintor possui cinco anos de validade contra 03 anos do modelo convencional.

    Alguns podem afirmar que a substituição pelo novo extintor é bastante cara, já que o preço praticado para o modelo anterior, à base de troca, era em torno de R$ 10,00 contra os R$ 100,00 pedidos pelo do Tipo ABC. Isso é explicado pelo fato de não ser reaproveitado, sendo descartado após o uso ou expiração do prazo de validade.

    É bom lembrar que caro mesmo é a multa de R$ 127,69, somados a perda de cinco pontos na carteira, para aqueles que não portarem o extintor no veículo, ou que apresentem prazo de validade vencido, carga de pó baixa, ou sem o lacre de proteção da trava.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • A data de validade deve estar visível e assim com o selo do INMETRO.
    • O indicador de carga não pode estar na escala vermelha, indicando carga baixa.
    • É obrigatória a presença do extintor de incêndio no veículo sob pena de multa de R$ 127,69.

    DAR "CHUPETA" NA BATERIA PREJUDICA A INJEÇÃO ELETRÔNICA?


    Quem nunca ficou com o carro parado por causa de uma bateria descarregada? É no mínimo constrangedor tentar funcionar o carro e perceber que o motor de partida não dá sinal de vida...

    Há um tempo atrás escrevi um Post que fala sobre
    problemas que podem surgir ao colocar o carro para pegar no tranco. Mas, quando a carga da bateria está muito baixa empurrar o carro não adianta nada. Nesse caso, é necessário utilizar um cabo auxiliar para recarregar a bateria.

    Esse procedimento, mais conhecido como “Chupeta”, utiliza um cabo de cobre com garras para ligar a bateria descarregada em uma outra bateria. Mas não basta simplesmente ligar o cabo e dar partida no motor. É importante respeitar a seqüência de ligação de modo a evitar centelhas e faíscas, que podem provocar curtos ou princípio de incêndio.

    O correto é funcionar primeiramente o veículo que servirá como “doador”, ligando o cabo no pólo positivo da bateria e em seguida no pólo negativo. Uma vez ligado o cabo no carro em funcionamento devemos realizar a ligação no carro parado, obedecendo à mesma seqüência.

    NOTA IMPORTANTE: Com o cabo ligado ao veículo em funcionamento não podemos encostar a garra positiva com a negativa, sob o risco de provocar curto-circuito que pode danificar seriamente a central de injeção eletrônica.

    Uma vez feita a ligação do cabo não devemos funcionar o motor de imediato. É preciso que a bateria acumule uma certa carga que será utilizada para acionar o motor de partida. Para facilitar a carga da bateria, a dica é manter o carro doador acelerado em cerca de 2/3 da capacidade do alternador, ou seja, em tono de 2.000 rpm. Assim a tensão aumenta otimizando a recarga.

    Após alguns minutos dê a partida no motor, desconectando os cabos da bateria, retirando primeira a garra do borne negativo e em seguida o positivo.

    Até o próximo Post.

    Alexandre
    Dicas AutoServiço
    • Antes de dar a partida, mantenha o carro "doador" em torno de 2000 rpm.
    • Evite por um carro com injeção eletrônica para pegar no tranco.

    • Siga a sequência correta para ligação dos cabos da bateria. Isso evita centelhas e curtos.

    Saiba mais sobre o assunto: