sábado, 25 de outubro de 2008

COMO FUNCIONA O CARRO FLEX – PARTE I

Posso afirmar que o sistema Flex foi a primeira grande evolução do sistema de injeção desde que foi lançada no País em 1988. E, que desde o final da década de 80 o sistema de injeção havia passado por diversas melhorias e ajustes, mas nenhuma modificação causou tanto impacto quanto o surgimento dos carros Flex em 2003, fato este que considero um marco para a indústria automobilística nacional.

Mas, passado cinco anos, percebo que muitas pessoas ainda têm dúvidas quanto ao funcionamento do Sistema. Daí a minha iniciativa de fazer Posts abordando temas como partida a frio, mistura de combustíveis e uso de álccol. Mas qual a tecnologia por trás do sistema Flex? Como é possível um mesmo motor utilizar dois combustíveis com características tão distintas? Essas e outras questões serão apresentadas a partir de hoje aqui no Blog.

Mas antes de entendermos como funciona, é preciso entender o que muda em relação a um veículo similar movido à gasolina. Primeiramente preciso esclarecer que um motor Flex não é um motor a Álcool que pode utilizar Gasolina. Mas sim, um motor originalmente movido à Gasolina que foi adaptado para trabalhar também com Álcool, e isso faz muita diferença.

O maior desafio dos engenheiros foi adequar o motor ao uso do Álcool hidratado tornando necessário substituir diversos componentes que têm contato direto com o combustível como tubulações, bomba de combustível, material dos pistões, catalisador, injetores entre outros.

Principais modificações
  • A Central de Injeção sofreu mudanças, passando a utilizar um processador de maior capacidade. Apenas para se ter uma idéia, a capacidade de processamento foi aumentada em mais de 4 vezes.

  • Os injetores passaram a contar com uma vazão 40% maior em relação aos originais a gasolina, de modo a atender a maior necessidade de combustível do motor Flex.

  • A bomba de combustível recebe um tratamento químico a fim de suportar a oxidação causada pela água presente no álcool. Seus componentes internos são protegidos evitando o contato com o combustível.

  • O catalisador assume uma posição mais próxima do motor, de modo a tornar mais eficiente a conversão dos gases de escape.

  • Como o motor Flex precisa funcionar como dois combustíveis, a taxa de compressão nem é a do álcool, em torno de 12:1, nem a da gasolina, próximo de 9,5:1, mas sim intermediária, na faixa de 11,5:1.

    Nos Próximos Posts continuaremos a falar sobre o funcionamento do sistema Flex.

    Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

2 comentários:

Anônimo disse...

Pela taxa de compressao, nota-se nitidamente que o motor flex esta mais para um motor a alcool que tambem pode rodar com gasolina.

Alexandre Costa disse...

Exatamente.

Ao contrário do que muitos acham, o motor Flex é, na verdade, um motor a álcool preparado para receber gasolina.

Alexandre