sábado, 15 de novembro de 2008

COMO FUNCIONA O CARRO FLEX - PARTE II


No primeiro Post da Série “ Como funciona o carro Flex” vimos quais as principais alterações técnicas em relação a um modelo a gasolina. A seguir, veremos como o sistema funciona.

Basicamente, precisamos entender que o coração do Sistema Flex é um Software instalado na Central de Injeção. Esse software permite que a Central seja capaz de aprender. Isso mesmo, aprender. Essa condição é necessária para permitir ao Sistema poder aprender a mistura de álcool e gasolina presente no tanque, para em seguida, ajustar a quantidade de combustível a ser injetado no motor.

Em primeiro lugar, o sistema de injeção precisa identificar se houve abastecimento. Isso é muito importante, pois é no abastecimento que pode ocorrer mudança no combustível. Mas como a Central eletrônica sabe quando houve abastecimento? Simples, através do Sensor de Nível.

Esse sensor é uma espécie de bóia montada dentro do tanque, que informa ao painel de instrumentos o nível de combustível. Nos carros Flex, a informação desse Sensor é compartilhada também com a Central de injeção.

Sempre que desligamos o carro para abastecer, a central memoriza a última informação do sensor, ou seja, o nível do combustível no tanque. Ao girar a chave após o abastecimento, o sensor de nível irá informar que houve variação, para mais, no nível do tanque.

Sempre que houver abastecimento maior que três litros no tanque, a central irá utilizar a estratégia de aprendizado para identificar a mistura presente no tanque, podendo ser álcool puro, gasolina pura, ou a mistura dos dois em qualquer proporção.

E é sobre a estratégia de aprendizado que falaremos nos próximos Posts.

Alexandre

Dicas AutoServiço


  • O Sensor de nível de combustível é fundamental para o funcionamento do sistema Flex.
  • O veículo Flex pode rodar com álcool, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis.
  • Cuidado ao abastecer, pois os veículos Flex são mais sensíveis a combustível de má qualidade.
Para saber mais sobre o assunto:

2 comentários:

Anônimo disse...

muito bom!
agora espero para saber como é feito a aprendizagem do combustível.
joão alberto

Anônimo disse...

Se a central já recebe informação da sonda lâmbda "identificando" a mistura que tem no tanque, qual a necessidade de se adotar uma estratégia de aprendizado também à cada abastecimento?