domingo, 7 de fevereiro de 2010
TUDO SOBRE RODAS ESPORTIVAS – PARTE II
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
É CORRETO DIRIGIR USANDO O 1-3-5?

Esse Post foi criado para esclarecer a dúvida de um leitor, que utiliza o método conhecido como 1-3-5 para dirigir, usando somente as marchas ímpares, evitando engatar, a segunda e quarta marchas. Mas será que isso compensa?
Antes de responder a questão devemos esclarecer a função das marchas. A caixa de marchas existe, seja ela automática ou manual, para multiplicar o torque produzido pelo motor permitindo que o carro vença a inércia e possa acelerar.
A quantidade de marchas depende do tipo de veículo e do ouso ao qual se destina. Por exemplo, um dragster, carro de corrida de curta distância, tem que despejar toda sua potencia, um percurso de
No dia-a-dia, usamos as marchas para arrancar com o carro e gradativamente ganhar velocidade. Quanto maior o número de marchas melhor, pois temos mais condição de manter o motor no regime de rotação correto.
Ao usar a estratégia do 1-3-5, estamos saindo da marcha de maior força, que é a primeira, para uma macha de força intermediária, que é a terceira. Isso faz com que a rotação do motor caia. E aí o que você faz para manter a rotação? Acelera ainda mais. E aí é claro, o consumo aumenta exponecialmente !!
Essa estratégia pode até ser usada em motores de grande cilindrada, como os V8 americanos, pois o elevado torque produzido compensa a perda de rotação. Mas tentar repetir isso em um carro 1.0 é suicídio !!! Quer saber por quê?
Simplesmente porque nessas condições o motor irá trabalhar com rotações muito baixas, exigindo que se pise mais no acelerador, injetando mais combustível no motor. A combinação de pouca rotação com excesso de combustível é igual a motor carbonizado no futuro. Pode ficar certo disso.
Até o próximo Post.
Alexandre
Saiba mais sobre o assunto:
domingo, 17 de janeiro de 2010
MESMO MAIS CARO, AINDA VALE A PENA ABASTECER COM ÁLCOOL?
domingo, 10 de janeiro de 2010
QUAL O LIMITE PARA ULTRAPASSAR UMA RUA ALAGADA?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
QUAL A DIFERENÇA ENTRE O AR CONDICIONADO AUTOMATICO E O MANUAL?
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
PNEUS NOVOS DEVEM SER COLOCADOS NA TRASEIRA OU NA DIANTEIRA?
Os pneus que desgastam primeiro são os dianteiros ou os traseiros? São os dianteiros, mas por quê? Bem, simplesmente porque durante uma frenagem 70% do esforço se concentra no eixo dianteiro, devido a transferência de peso para a frente do veículo. Então, se eles se desgastam primeiro, devem ser substituídos primeiro, não concorda?
É importante lembrar que a única parte do carro em contato com o solo são os pneus, e que não só tem função de garantir a estabilidade do carro, como mostrado no video, mas também garantir a frenagem. Então, imagine colocar pneus novos na traseira e manter pneus mais desgastados na dianteira...agora experimente frear bruscamente...é batida na certa...
O ideal, na verdade, é que você tenha no veículo pneus com mesma quilometragem. Isso só será possível trocando os quatro pneus de uma vez. Portanto, na hora de trocar os pneus, vale mais a pena pedir um desconto adicional ou um prazo maior e levar os quatro...Sai um pouco mais caro, mais é o ideal...
Se o dinheiro tá curto, e só é possível levar dois pneus, considere o tipo de percurso que você faz diariamente. Se roda mais na cidade, opte por colocar os pneus novos na dianteira, sem dúvida. Se anda mais na estrada, e sua região chove muito, não pense duas vezes e coloque os pneus novos na traseira...
Há, outra coisa a ser considerada no video, é que se os pneus traseiros estão dentro do limite de desgaste a perda de controle em uma curva não irá acontecer...( dependendo da velocidade, é claro ).
Até o próximo Post.
domingo, 27 de dezembro de 2009
PORQUE O ÁLCOOL POLUI MENOS QUE A GASOLINA? PARTE II
Se considerarmos apenas um desses poluentes, por exemplo, o Dióxido de Carbono, também conhecido como Gás Carbônico, a vantagem do Álcool é percebida. É que parte do dióxido de carbono emitido durante sua queima será “absorvido” pelo meio ambiente durante seu processo de produção, criando uma espécie de compensação nas emissões.
Não entendeu? Vou explicar melhor. O Etanol é um combustível de fonte renovável, ou seja, obtido através do plantio da cana-de-açúcar. A Cana, durante seu crescimento, retira o gás carbônico da atmosfera, para juntamente com a luz do Sol, realizar o processo de fotossíntese. E é aí onde está o “pulo do gato” !l. Durante o cultivo, a própria plantação retira o CO2 da atmosfera, devolvendo apenas o oxigênio !!
Isso quer dizer que quando você usa álcool no seu carro Flex uma parte do CO2 emitido durante a queima do combustível será retido pela natureza durante o cultivo da cana de açucar, reduzindo assim, a quantidade de dióxido de Carbono na atmosfera. Ou seja, ao optar pelo álcool você está contribuindo com uma maneira simples e eficiente para a redução dos níveis de Gás Carbônico na atmosfera.
Eu uso álcool no meu carro Flex, e com isso estou dando minha contribuição. E você?
Até o próximo Post.
Alexandre
sábado, 19 de dezembro de 2009
PORQUE O ÁLCOOL POLUI MENOS QUE A GASOLINA? PARTE I
Mas por onde começar? Bem, porque não começar com um estudo realizado pela Embrapa ? Essa pesquisa levou em consideração toda a emissão de Gás Carbônico ( CO2 ) no processo de plantio, cultivo, colheita, processamento, fabricação e o transporte do Etanol ao Posto, assim como o consumo de um veículo realizando um percurso de 100 km. Esses dados foram comparados aos níveis de emissão de gás carbônico da Gasolina, desde o processo de extração do petróleo, passando por todas as etapas de obtenção da gasolina, a entrega do combustível a rede distribuidora e a queima do combustível no veículo.
E você sabe qual foi o resultado? Se considerarmos todas as etapas do processo de produção, distribuição e consumo dos combustíveis temos que o Etanol obtido da cana de açúcar reduz em até 73% as emissões de Gás Carbônico, quando comparado à Gasolina. Isso mesmo, 73 % menos CO2 deixa de ser lançado na atmosfera apenas pela substituição da Gasolina pelo Etanol !!!! Agora imagine isso no período de 10 anos o quanto poderíamos estar contribuindo para a redução do aquecimento Global?
Apenas para comparação, se usarmos como base uma veículo movido à Diesel, essa diferença cai para 68%. Mas ainda sim é uma redução bastante significativa.
Agora, se o processo de queima da cana-de-açúcar fosse substituído por um processo mecanizado, a redução na emissão de CO2 chegaria a 82%.
Mas porque tamanha diferença na emissão de dióxido de Carbono em relação à Gasolina?
Bem, aí só lendo o próximo Post.
Alexandre
domingo, 13 de dezembro de 2009
SELO CONPET AJUDA O CONSUMIDOR A ESCOLHER CARRO MAIS ECONÔMICO.

Esse Selo indica o consumo de combustível no ciclo urbano e rodoviário, em Km/l para álcool e gasolina, ou Km/m3 para carros GNV. A novidade é que essa semana foi divulgado uma nova tabela com mais 35 veículos, em 67 versões diferentes, distribuidos em oito categorias.
Posso dizer que o resultado do trabalho realizado pelo Inmetro é muito sério e bastante próximo da realidade, podendo ser usado como referência na hora de escolher o carro novo. São números reais e não distantes do resultado encontrado por você ao dirigir. Isso derruba por terra alguns anúncios otimistas onde se vende a idéia de carros excepcionalmente econômicos.
Só para se ter uma idéia, o carro Flex mais econômico da lista, que recebe a classificação “A” em consumo faz apenas 8,8 Km/l de álcool na cidade !!! Isso mesmo, menos de 9 Km/l em percurso urbano!! Esses números passam para 9,9 quilômetros por litro de álcool quando em percurso rodoviário. Usando Gasolina, o campeão de economia faz 12,4 Km/l na cidade e quase 15 Km/l na estrada. Não mais do que isso.
Portanto, se você pensa em mudar de carro ou que saber o consumo real do seu modelo atual, consulte a Tabela do Conpet, clicando aqui.
Até o próximo Post.
Alexandre
Para saber mais sobre o assunto:
Por que o carro Flex não é econômico – Parte I
Por que o carro Flex não é econômico – Parte II
Selo Procel para Carros
domingo, 6 de dezembro de 2009
AO PASSAR POR UMA LOMBADA EM ALTA VELOCIDADE O AIR BAG PODE ACIONAR?
Bem, como já sabemos, o Air Bag é o mais eficiente dispositivo de segurança passiva já criado, sendo basicamente constituído por uma bolsa de ar inflada através da expansão de um gás. Um propelente sólido localizado na base do volante entra em ignição através da passagem de uma corrente elétrica gerando um gás a abs de azoto de sódio, que, ao expandir, infla a bolsa em um tempo inferior a 1 segundo, afastando os passageiros do painel e volante, reduzindo assim os riscos de lesão grave.
Mas, para que a Bolsa seja acionada é necessário gerar um elevado valor de desaceleração. O impacto causado pela passagem em um buraco ou lombada, mesmo em alta velocidade, não é o suficiente para acionar o Air Bag, pois a desaceleração deve ser superior a 2g, o que equivale a duas vezes a aceleração da gravidade!! É como se o motorista fosse submetido a uma força equivalente a duas vezes o seu próprio peso. Este nível de desaceleração apenas é obtido no caso de uma colisão.
Além disso, por um motivo de segurança, este dispositivo conta com dois sensores, um inercial e outro eletrônico, no qual a central de comando apenas determina o acionamento da bolsa caso receba a informação dos dois sensores simultaneamente, evitando assim, seu acionamento ao passa por qualquer tipo de irregularidade do solo.
Isso quer dizer que a decolagem em uma lombada não é suficiente para acionar as bolsas de ar. Pode ficar tranqüilo.
Até o próximo Post.
Alexandre
domingo, 29 de novembro de 2009
DICAS PARA SABER SE O SERVIÇO DE RETÍFICA DO MOTOR FOI BEM FEITO.
Na verdade, ninguém gosta de comprar um carro sabendo que o motor foi aberto. Isso diminui um pouco a confiança no conjunto mecânico, não é verdade? Nesse momento, a única certeza que temos é que o serviço do motor já foi feito. Resta agora saber se foi bem feito.
Posso afirmar que hoje em dia, os serviços de retífica são bem precisos e confiáveis. Mas um pouco de cautela sempre é bem vinda. Para ficar tranquilo, siga as dicas apresentadas nesse Post:
a) Procure saber o motivo que levou o motor a "bater"... Se foi por falta de lubrificação ou superaquecimento. Se foi por problema de lubrificação os itens mais atingidos são pistões, anéis de segmento, tuchos, árvore de manivelas ( virabrequim )...Se foi por superaquecimento pode ter ocorrido o empeno do cabeçote.
b) Peça a retífica que realizou o serviço ou a loja que está vendendo o carro uma relação com a descrição do serviço e das peças substituídas, para poder ter uma dimensão do problema. Se por exemplo, foi feita uma retífica no virabrequim, é por que o desgaste foi profundo, e o problema foi bem sério!!
c) Com o capô aberto, verifique o estado geral do motor. O mesmo tem que estar seco, sem presença de vazamento de óleo ou água pelas juntas e conexões.
d) Ligue o motor. Verifique se funciona bem em todas as faixas de rotação, sem falhas ou trancos, principalmente em marcha lenta. Perceba também se há ruídos e barulhos estranhos vindos do motor.
e) Dê uma olhada se sai fumaça pelo escapamento, principalmente com o motor frio. Se sair fumaça branca o motor possui alguma trinca no cabeçote ou bloco que está permitindo a entrada de água no motor. Se a fumaça for preta, é sinal de queima excessiva de óleo, que pode ser provocada pelo mal ajuste dos anéis do pistão no interior do cilindro, ou vazamento pelos retentores de válvulas.
f) Verifique o consumo de óleo do motor. Para isso, meça o nível de óleo, e rode 1.000km com o carro. Depois repita a medição. O nível de óleo não pode baixar muito.Verifique no manual qual o consumo de óleo aceitável.
Se após essas verificações estiver tudo OK, vá curtir o carango...
Até o próximo Post
Alexandre
domingo, 22 de novembro de 2009
É VERDADE QUE UM CARRO ACOSTUMADO A RODAR NA ESTRADA ANDA MAIS?
O assunto pode até virar motivo de intriga entre vizinhos, mas será que tem um fundo de verdade? Bem, se o seu vizinho utiliza o carro em viagens constantes a trabalho, enquanto você se arrasta pelo caótico trânsito das cidades, então temos a explicação para o impasse.
Num circuito urbano, o anda-e-pára do trânsito faz com que o motor trabalhe em condições pouco favoráveis, fazendo-o funcionar em baixas rotações, com pouca circulação de ar, e em marchas curtas como a primeira ou segunda. Para manter o motor funcionando nessas condições a quantidade de combustível é elevada, consumindo mais e formando depósitos de carbono no interior do motor. A bomba de óleo trabalha com baixa circulação de óleo e a circulação de líquido de arrefecimento está em baixa.
Já, em uma estrada, o motor trabalha em um regime de funcionamento constante, com marchas altas como quarta e quinta, com ventilação garantida pelo movimento do carro. As rotações mais elevadas do motor favorecem a queima do combustível, reduzindo o consumo e evitando a carbonização do motor.
Daí o motivo pelo qual o carro do vizinho parece mais ágil e econômico. Com o passar do tempo, a condição de rotações elevadas, combinado com velocidade constante na estrada diminui o acúmulo de carbono no interior do motor, fato que não podemos evitar no trânsito lento da cidade.
Resumindo. Quanto mais tempo você passa no engarrafamento, mais carbonizado fica o motor. E, a cada dia que passa, o motor do seu carro ficará ainda mais carbonizado, aumentando o consumo de combustível, e reduzindo, na mesma proporção, o desempenho.
Portanto, uma coisa é certa – o seu vizinho está com toda razão!!!
Até o próximo Post.
Alexandre
domingo, 15 de novembro de 2009
PORQUE O CARRO FLEX NÃO É ECONÔMICO? PARTE II
Daí vem a pergunta: em vinte anos, apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, os engenheiros não conseguiram melhorar o consumo no álcool? A resposta está na química. Para queimar uma fração de álcool, precisamos em média de oito frações e meia de ar. Comparando com a gasolina que precisa aproximadamente de treze frações de ar para uma de combustível, no caso do álcool precisamos, proporcionalmente, de mais combustível para termos uma queima eficiente.
Resumindo, quando usamos álcool o consumo será sempre, eu disse sempre, maior que no caso do uso da gasolina. Não há como mudar isso!! É a Química!! Portanto, se você quer culpar alguém, culpe a Mãe Natureza !!!
Tudo bem, tudo bem, isso explica, mas não justifica. Pois, não é possível que conseguimos mandar o Homem à Lua e não conseguimos tornar uma carro movido a Álcool econômico!!
Bem, você pode estar certo de que os engenheiros automotivos estão tão dedicados a esse assunto quanto qualquer engenheiro da NASA!!! Qual Montadora não quer oferecer um veículo que possa rodar com um combustível pouco poluente e de fonte renovável como o álcool, e ainda assim, ser extremamente econômico? Seria algo como redescobrir a roda !!!
Várias modificações técnicas são necessária para tornar possível o uso do álcool e gasolina em um único motor, conciliando desempenho, consumo e emissão de poluentes. E é sobre isso que falaremos nos próximos Posts.
Alexandre
domingo, 8 de novembro de 2009
SE UM MOTOR TRABALHA PRÓXIMO DE 100°C, PORQUE A ÁGUA DO RADIADOR NÃO FERVE? - PARTE II
Bem, no Post anterior vimos a importância do uso do aditivo no controle da ebulição da água. Mas o aditivo não faz tudo sozinho. Existe outro fator, ainda mais importante – a pressão. E é a pressão o principal fator no controle da mudança de estado físico.
Se aumentarmos a pressão sobre a superfície da água, será necessário aumentar também a temperatura, fazendo com que a água vença a pressão adicional e mude de estado físico. Isso quer dizer que quanto maior a pressão, maior a temperatura de ebulição. Entendeu agora?
O mais interessante é que esse conceito físico é aplicado tanto em utensílios domésticos, como uma panela de pressão, que você usa para cozinhar mais rápido, quanto no sistema de arrefecimento do seu carro.
Nesse caso, o sistema de arrefecimento é pressurizado. O reservatório por onde é adicionado o líquido de arrefecimento possui uma tampa, que faz a função de válvula de controle da pressão, assim como a válvula da panela de pressão. O segredo do sistema é manter a água sempre sob uma pressão maior que a atmosférica, assim, mesma à temperatura de 100°C a água permanecerá no estado líquido.
Até o próximo Post.
Alexandre
VOCÊ CONHECE O RECALL BRANCO?
A expressão "Recall Branco" parece suavizar a importância desse tipo de ação para o consumidor, mas não se trata de uma ação ilegal, pelo contrário, está totalmente acobertada judicialmente, pois assim como um Recall convencional, é acompanhado de perto pelo Departamento de Proteção e Defesa ao Consumidor, entidade ligada ao Ministério Público Federal, que tem autoridade para instaurar um processo judicial contra o Fabricante caso suas exigências não sejam cumpridas. Trata-se portanto, de uma coisa muito séria.
Portanto, não importa se o Recall é Branco ou não. O direito do Consumidor estará garantido. Isso é o que importa!!
domingo, 1 de novembro de 2009
O FUTURO É DOS AUTOMATIZADOS.
Assim como me justifiquei no Fórum, não estava apenas defendendo o novo tipo de câmbio, mais sim afirmando que na Europa, era mais que uma tendência, sendo, portanto, o câmbio do futuro!! E eu não estava errado. Muito pelo contrário. Na época da discussão, apenas um único modelo no Brasil oferecia o câmbio. Atualmente, nove modelos fabricados no país já adotam o equipamento!!!
O câmbio automatizado ou robotizado utiliza a caixa de câmbio manual convencional, com engrenagens e disco de embreagem. O que o diferencia é a ausência do trambulador, aquele conjunto de articulações que liga a alavanca de marchas ao câmbio, sendo substituído por um conjunto eletrohidráulico com válvulas responsáveis pelo engate das marchas e acionamento da embreagem.
A principal vantagem do novo sistema é o custo. É que em relação ao câmbio automático, que possui um complexo conjunto hidráulico, e uma peça conhecida como conversor de torque, o automatizado usa, exatamente, a mesma caixa de marchas do carro manual, incluindo apenas o conjunto eletrohidráulico e uma central eletrônica.
Apenas para termos uma idéia da redução dos custos, o valor médio de um câmbio automático é de $ 4.000,00, enquanto que o automatizado acrescenta apenas $ 2.400,00 no valor do veículo. Essa redução considerável nos custos tem levado as montadoras a investirem nesse tipo de câmbio, seja num esportivo, com dupla embreagem, ou mesmo em um modelo popular.
Mas e como funciona esse tipo de câmbio? Bem, isso veremos nos próximos Posts.
Alexandre
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
SE UM MOTOR TRABALHA PRÓXIMO DE 100°C, PORQUE A ÁGUA DO RADIADOR NÃO FERVE? - PARTE I
A água é um recurso natural abundante e há muito tempo é utilizada como fluido de arrefecimento por ser eficiente no transporte do calor do motor para o radiador, mas o controle de seu ponto de ebulição sempre foi um grande tormento para os projetistas. Apenas para se ter uma idéia, o carro mais vendido do mundo durante metade do século XX utilizava um motor arrefecido a ar, por ser mais simples.
Atualmente, todos os veículos fabricados no mundo, digo todos mesmo, utilizam a água como elemento para arrefecer o motor, por ser mais eficiente, termicamente falando, quando comparada ao ar. Mas utilizar somente a água não garante a eficiência do sistema de arrefecimento. É aí que entra o Aditivo.
O Aditivo adicionado à água do radiador possui uma composição à base de um composto chamado Etilenoglicol. Esta substância, além de agregar características específicas a água, tem como função alterar seu ponto de ebulição e congelamento. Logo, quando adicionamos o Aditivo à água formamos uma mistura, conhecida como líquido de arrefecimento, cuja principal característica é o ponto de ebulição superior a 100°C, e ponto de congelamento abaixo de 0°C.
Isso quer dizer que, mesmo que a temperatura do motor atinja mais de 100°C, a água presente no fluido de arrefecimento permanecerá no estado líquido. Isso é sensacional !!! Mas para que esse controle da temperatura seja eficiente, é preciso atender a proporção entre água e aditivo que é de 30% de aditivo para 70% de água.
Até o próximo Post.
Alexandre
domingo, 18 de outubro de 2009
PORQUE O CARRO FLEX NÃO É ECONÔMICO? PARTE I
Nossa, estou economizando muito – você pode pensar!!. Mas, sem querer ser chato, isso é pura ilusão. O fato é que rodando com álcool o carro irá consumir muito, muito mais. Ou seja, toda aquela economia na hora de passar um cheque irá se refletir, na verdade, em alguns tanques a mais de álcool. Então pode se preparar para ficar amigo do frentista.
Não. Não estou aqui criticando o álcool. Muito pelo contrário, sou um ferrenho defensor do combustível verde. Quem acompanha o Blog sabe disso. Apenas me sinto na obrigação de esclarecer aos meus leitores que quando comprarem um carro Flex, não pensem em economia. Nesse tipo de carro isso é um fator secundário.
A economia advém justamente do fato de você escolher o combustível que mais lhe convém naquele momento. E isso é o mais importante no carro Flex.
Mas porque então comprar um carro bi-combustível? A resposta é simples: utilizar a tecnologia a seu favor. Isso quer dizer que quando a gasolina estiver mais cara você pode optar pelo álcool, assim como no período da entressafra da cana-de-açucar, quando o preço do álcool aumenta muito, você pode recorrer ao combustível fóssil.
Eu, particularmente, uso 100% de álcool, não me preocupando muito com o consumo. Mas, para aqueles que querem fazer render alguns reais, opte sempre pela gasolina se o valor do álcool for equivalente a mais de 70% do seu preço.
Ou seja. Multiplique o valor da gasolina por 0,7. Se o preço do álcool estiver acima do valor calculado, abasteça com a velha e boa gasolina. Agora, se o preço do álcool estiver abaixo do valor encontrado, encha o tanque com o combustível “verde“ e vá ser feliz !!!
Nos próximos Posts falaremos um pouco mais sobre o consumo dos carros Flex.
Alexandre
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
VALE A PENA COMPRAR UM CARRO COM MAIS DE UM ANO DE GARANTIA?
Bem, Garantia, segundo o código de defesa do consumidor, é um direito que o consumidor tem de ter o seu veículo reparado em caso de defeito de fabricação. Isso quer dizer que se seu carro der um prego dentro desse período, a Montadora assume os custos.
Durante os testes de desenvolvimento de um novo carro, as montadoras fazem um levantamento para determinar quais componentes poderão apresentar algum defeito, e juntamente com o pessoal do departamento comercial, determinam o período de garantia.
Uma curiosidade - das trinta e nove Montadoras e importadoras instaladas no País, ninguém oferece quatro anos de Garantia. Porque será ??? Será que o número quatro dá azar???
Mas, voltando ao assunto, nem todos os componentes de um veículo são cobertos pela Garantia. É o caso dos chamados itens de desgaste natural, como embreagem, pneus, palhetas do limpador, pastilhas e discos de freio, lonas de freio... Esses itens apresentam desgaste pelo uso e possuem intervalo periódico para a troca. Apenas serão repostos em garantia se o desgaste for prematuro.
Durante o período da Garantia, a Montadora exige que todos os Serviços sejam realizados na Concessionária, utilizando peças originais. Até aí tudo bem, não fosse o elevado preço de peças e mão de obra cobrado pelas Concessionárias.
Isso quer dizer que você ficará ligado a Concessionária por um cordão umbilical durante todo o período da Garantia, sob o risco de perder a cobertura caso recorra ao mercado de reposição. Uma simples troca de óleo pode sair bem cara.
Com base nessas informações, e analisando friamente a questão, durante o período de garantia, se tudo correr bem, o que você irá trocar são justamente esses itens de desgaste natural, mais lubrificantes e componentes nas Revisões periódicas. Então, se seu carro for um modelo de grande venda, com boa disponibilidade de peças no Mercado, fique tranqüilo, um ano de garantia é o suficiente.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
CUIDADOS CONTRA A FERRUGEM – PARTE II
Sabendo disso, Fabricantes de todo o Mundo se utilizam de diversos processos anti-corrosivos de forma a reduzir, ou mesmo eliminar tal Fenômeno. Estes tratamentos, realizados sempre a base de produtos químicos, constituem a maior proteção das chapas indefesas e pinturas desprotegidas.
O primeiro passo para a Proteção da Carroceria é o tratamento da chapa através de um processo de Galvanização, que pode ser feita a quente ou eletrolíticamente. Em seguida, a Carroceria é desengraxada e limpa, recebendo uma proteção a base de Fosfato de Zinco. Este processo permite a formação de uma camada cristalina sobre a superfície metálica, preparando a chapa para a aplicação do Primer nas áreas externas da carroceria.
Após este processo, a Carroceria é imersa em um tanque para remoção do excesso de fosfato, estando agora pronta para receber a aplicação do Primer anticorrosivo que garantirá a aderência da pintura. Após dois ou mais estágios de limpeza e secagem, a Carroceria recebe a aplicação do Material de Vedação nas costuras das soldas e na parte inferior, funcionando como isolamento de temperatura e ruído.
É então aplicado um Primer com a função de nivelar a superfície da carroceria eliminando irregularidades, sendo seco a 150° C. Após seu lixamento, são aplicados, através de pulverização automática, os pigmentos que definirão a cor e de efeito metálico ou perolizado do veículo, seguido da aplicação de uma camada transparente de um verniz protetor.
É interessante observar que além do aspecto atrativo, a Pintura garante também a proteção da carroceria contra corrosão, sendo utilizados diversos tratamentos anticorrosivos. Mas não é apenas durante o processo de produção que os Fabricantes se preocupam com a proteção da Carroceria. Em muitos casos torna-se necessário recorrer a novos métodos e materiais alternativos.
É o caso da utilização de Ceras especiais para Proteção de veículos quando expostos por muito tempo em locais desprotegidos e pátios descobertos. Dessa forma é possível evitar processos de corrosão biológica, causados por excrementos de aves e larvas de insetos, os quais provocam manchas e danos irreversíveis à pintura, assim como ataque a chapa.
















