quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É CORRETO DIRIGIR USANDO O 1-3-5?


Esse Post foi criado para esclarecer a dúvida de um leitor, que utiliza o método conhecido como 1-3-5 para dirigir, usando somente as marchas ímpares, evitando engatar, a segunda e quarta marchas. Mas será que isso compensa?


Antes de responder a questão devemos esclarecer a função das marchas. A caixa de marchas existe, seja ela automática ou manual, para multiplicar o torque produzido pelo motor permitindo que o carro vença a inércia e possa acelerar.


A quantidade de marchas depende do tipo de veículo e do ouso ao qual se destina. Por exemplo, um dragster, carro de corrida de curta distância, tem que despejar toda sua potencia, um percurso de 400 metros, em linha reta, no menor tempo possível. Como o traçado da pista é curto o câmbio tem no máximo duas velocidades. A primeira para fazer o veículo arrancar, e a segunda marcha para permitir a aceleração do carro. Já um Fórmula 1 usa uma caixa de sete marchas, mais adequada ao tipo de traçado das pistas que exigem reduções de velocidade bruscas e acelerações imediatas. Isso só é possível utilizando uma caixa de marchas que permita que o motor trabalhe sempre na rotação ideal.


No dia-a-dia, usamos as marchas para arrancar com o carro e gradativamente ganhar velocidade. Quanto maior o número de marchas melhor, pois temos mais condição de manter o motor no regime de rotação correto.


Ao usar a estratégia do 1-3-5, estamos saindo da marcha de maior força, que é a primeira, para uma macha de força intermediária, que é a terceira. Isso faz com que a rotação do motor caia. E aí o que você faz para manter a rotação? Acelera ainda mais. E aí é claro, o consumo aumenta exponecialmente !!


Essa estratégia pode até ser usada em motores de grande cilindrada, como os V8 americanos, pois o elevado torque produzido compensa a perda de rotação. Mas tentar repetir isso em um carro 1.0 é suicídio !!! Quer saber por quê?


Simplesmente porque nessas condições o motor irá trabalhar com rotações muito baixas, exigindo que se pise mais no acelerador, injetando mais combustível no motor. A combinação de pouca rotação com excesso de combustível é igual a motor carbonizado no futuro. Pode ficar certo disso.


Até o próximo Post.


Alexandre


Saiba mais sobre o assunto:


Entenda a transmissão mecânica.

Ruido ao engrenar a ré é normal?

3 comentários:

Marcelo Augusto disse...

O incremento de combustível não tem como parâmetro apenas a carga, mas também o ar admitido. Não existe excesso de combustível, mas sua proporção ao ar admitido, seja motor carburado ou injetado.

Dando a mesma potência usando mais a carga do que as rotações se está admitindo menos ar, e o enriquecimento da mistura vai ser proporcional a este ar. Somado este fato à menor perda por bombeamento, explica o menor consumo do método carga.

Apenas nos motores Diesel deve-se usar o método oposto, pois nestes o motor já trabalha sempre com todo o ar admitido possível.

Ícaro disse...

Se os carros atuais usassem carburadores, isso seria verdade. Mas as injeções eletrônicas (desde as mais simples analógicas), tem como um dos parâmetros principais o sensor de massas de ar, para calcular a quantidade de combustível a ser injetado.

Anônimo disse...

Péssimo site. Informação totalmente incorreta a respeito de um procedimento corretamente usado para diminuir o consumo de combustivel.

O consumo está diretamente relacionado ao regime de rotação na qual o motor funciona. Quanto menor a rotação, menor o consumo, mesmo que pra isso seja necessário pisar mais no acelerador. Isso leva a maior abertura da borboleta de aceleração, diminuindo assim as perdas por bombeamento, fenômeno que obviamente o autor do artigo não tem conhecimento algum...mecânica dos fluidos não deve ter sido sua matéria favorita na faculdade, se é que ele é Engenheiro.