domingo, 5 de julho de 2009

TUDO SOBRE O PAINEL DE INSTRUMENTOS – PARTE III

Hoje vamos falar da mais importante das luzes espia – a lâmpada de emergência do óleo do motor.

Como identificar a luz espia
Essa luz de emergência é a principal dentre todas as demais luzes espia, pois assegura que o motor está em condições de funcionar. A simbologia utilizada para essa luz espia não varia muito de montadora para montadora, assumindo a coloração vermelha para chamar atenção do motorista, e o formato de uma motolia, que mais parece com lâmpada onde mora o Gênio de Aladin, com uma pequena gotinha na ponta.

Como Funciona
A luz de emergência do óleo do motor está ligada diretamente a um pequeno sensor instalado na parte superior do motor. Quando se dá partida no carro, o óleo que está depositado no cárter é bombeado para o cabeçote, garantindo a lubrificação dos componentes interno do motor. A pressão do óleo abre o contato elétrico do sensor, apagando a luz no painel. Se o nível de óleo do motor está baixo, não há pressão suficiente para acionar o sensor, mantendo a luz espia acesa permanentemente no painel.

O que fazer
Caso a luz de emergência do nível de óleo do motor acenda no painel com o veículo em funcionamento, encoste o carro em um local seguro e desligue o motor de imediato. Espere alguns minutos e verifique o nível do óleo com a vareta. Verifique também se há vazamento de óleo por baixo do carro. Caso o nível de óleo esteja baixo evite funcionar o motor e se possível transporte o carro em um reboque até uma Concessionária ou Oficina de confiança.

Resumindo. É bom acreditar nessa luz espia, pois isso pode economizar algumas centenas de reais da sua conta corrente !!

Até o próximo Post.

Alexandre

O QUE É TROPICALIZAÇÃO?


Todo veículo, quando em desenvolvimento, é exigido nas mais adversas condições de clima e solo. Seja sob o calor escaldante do deserto, seja no frio cortante do círculo polar ártico. Este teste ou prova de resistência, é conhecido como “Road Test”, e tem a finalidade de aperfeiçoar os componentes do veículo, monitorando, através de computadores, o nível de desgaste das peças e seu comportamento.

Costumo dizer que o verdadeiro teste é rodar nas estradas brasileiras. Isso sim é que é teste de durabilidade.!! E, para que um veículo produzido no exterior, onde as estradas são lisas como uma mesa de bilhar, possa “sobreviver” as rodovias nacionais é preciso passar por adequações. Este tratamento é conhecido no Brasil como Tropicalização e é um item obrigatório para carros importados para nosso País.

A Tropicalização é caracterizada, principalmente, pelas alterações realizadas no sistema de alimentação de combustível, buscando adequar o motor do veículo à gasolina como 26% de álcool, garantindo sua vida útil e o nível de emissão de poluentes. Neste caso, é realizada a substituição das mangueiras e tubulações, além do tratamento da bomba de combustível e modificações no gerenciamento eletrônico do motor. Estas alterações resultam em uma pequena perda de potência, algo em torno de 5%.

Porém, a Tropicalização não se limita apenas a adequação ao combustível. A suspensão do veículo recebe reforços nas buchas e articulações, tendo as molas e amortecedores sua carga redimensionada para suportar a buraqueira do dia-a-dia. São adotados também, pneus com perfil mais alto preparando o veículo para as condições de rodagem no País.

Por fim, é realizada ainda a melhoria das vedações e guarnições dos vidros e das portas, com o objetivo de impedir a entrada de poeira no habitáculo. Esse trabalho de reengenharia é tão bem feito que, em muitos casos, as alterações realizadas passam a constar nos carros novos na linha de produção.

Até o próximo Post.

Alexandre

segunda-feira, 29 de junho de 2009

COMO FUNCIONA O SENSOR DE CHUVA ?


Cada vez mais os carros vêm recheados de dispositivos e acessórios para tornar a vida a bordo mais agradável. São os chamados itens de conforto e conveniência, que são o supra-sumo em termos da lei do menor esforço.

O Sensor de Chuva é um claro exemplo de dispositivo cuja função é reduzir ao mínimo o esforço do motorista, mesmo que esse esforço seja algo simples como acionar a haste do limpador de pára-brisas. Esse item de conforto nada mais é que um dispositivo eletrônico cujo funcionamento baseia-se na emissão e recepção de luz. Parece complicado? No primeiro instante sim, mas vou procurar explicar da maneira mais fácil possível.

Na base do retrovisor interno está montado o sensor cuja função é medir a intensidade da luminosidade refletida no parabrisa. Para isso, conta com um diodo emissor de luz, que libera um pequeno feixe luminoso que é refletido sobre a superfície do vidro e recebido por um fotodiodo-receptor que funciona dependendo da intensidade da luz por ele absorvida.

Com o pára-brisa seco, toda a luminosidade emitida pelo diodo é recebida pelo fotodiodo do sensor sem desvios, pois o feixe luminoso que incide sobre o para brisa é refletido diretamente para o sensor. Em caso de chuva, as gotículas depositadas sobre a superfície do vidro desviam parte da luz emitida pelo diodo, diminuindo a incidência de luz sobre o sensor. Desta forma, quanto maior for o volume de água, menor será o feixe de luz recebido pelo fotodiodo.

Em função da quantidade de água sobre a superfície do vidro é gerado um sinal elétrico para o relé do temporizador do limpador de pára-brisa, ajustando sua velocidade de acordo com o volume de chuva. Simples, não?

Bem, agora que você já sabe como funciona o sensor de chuva, corra pra concessionária mais próxima e encomende seu carro novo com esse opcional. Vale a pena !!!

Até o próximo Post.

Alexandre

quinta-feira, 25 de junho de 2009

PORQUE O ESCAPAMENTO FURA?


O objetivo desse post é desvendar o motivo pelo qual um escapamento fura, ajudando a esclarecer a causas reais desse fenômeno.

Bem, para aqueles que acham que furo é tudo igual, aí vai um esclarecimento – o furo pode ser de dentro pra fora ou de fora pra dentro. Parece brincadeira, mas é verdade !! Quando o furo é de fora pra dentro concluímos que houve a ação de algum agente externo, como maresia, por exemplo. Já, quando o furo é de dentro pra fora, temos um caso claro de acúmulo de água no interior do escapamento.

Para aqueles que acham que a palavra “furo” não se encaixa em um blog de conhecimento técnico como esse, podemos usar um termo mais elaborado como “corrosão perfurativa”. Mas, seja furo ou corrosão, o que importa é que os dois são o resultado do ataque químico à camada protetora do escapamento, e as causas podem ser as mais diversas.

Dentre tantos, podemos eleger o agente corrosivo responsável pala maioria dos casos de perfuração – a água. Isso mesmo, o acúmulo de água no interior do escape é o maior causador de furos, ( Oh, perdão ), corrosão perfurativa em um sistema de exaustão.

Mas de onde vem essa água toda? A resposta é simples – do combustível que seu motor queima. Isto ocorre porque além dos gases provenientes da queima do combustível, são eliminados também vapores de água saturados. Estes vapores, ao entrarem em contato com a superfície mais fria do escapamento, condensam, acumulando-se no interior da tubulação.

Ou seja, qualquer motor expele vapor de água pelo escapamento, mas somente aqueles veículos com baixa quilometragem diária que apresentam maior incidência de formação de pontos de corrosão, pois, o menor tempo de uso do motor impede a eliminação dos vapores de água, acumulando no interior da tubulação, acelerando ainda mais o processo de degradação do escapamento.

Traduzindo em poucas palavras, quanto menos você anda, e quanto menos você acelera, mais água se acumula no escapamento, e consequentemente maior quantidade de perfurações surgirá.

Até o próximo Post.

Alexandre

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A EVOLUÇÃO DO AIR BAG


O Air Bag é, sem dúvida, um dos mais importantes dispositivos de segurança passiva, e já faz parte do cotidiano daqueles que podem pagar pelo equipamento. Para aqueles que não dispõem de tal quantia, o consolo é aguardar até 2014, ano no qual o item se tornará obrigatório em todos os carros novos.

Tamanha a importância do Air Bag que seu desenvolvimento corre a passos largos, de modo a torna-los cada vez mais eficientes. É o caso do Air Bag de segunda geração. Este novo modelo permite o enchimento da Bolsa em dois estágios, baseado na intensidade da colisão e velocidade do veículo, tornando-o ainda mais seguro.

Neste caso, existe a opção de desligamento do Air Bag do lado do passageiro – o do motorista, logicamente, nunca poderá ser desligado! Este sistema se utiliza de uma chave específica com a função de desabilitar o acionamento da bolsa, possibilitando assim, o transporte de crianças no banco a frente. Alguns modelos possuem sensores sob o assento do banco do passageiro, que utilizando um conjunto de resistências elétricas, permite identificar a presença de crianças, peso inferior a 12kg, desabilitando automaticamente a bolsa de ar.

Mas não foi apenas o Air Bag convencional que foi otimizado. Ocorreram mudanças também na sua forma e função, gerando bolsas de ar com aplicações específicas. É o caso do Side Bag, Window Bag ou Bolsa Tubular, cujo formato assemelhasse a uma lingüiça. Essas bolsas cumprem a nobre função de minimizar os riscos de lesão grave em acidentes laterais, estando instalado na própria estrutura lateral do encosto dos bancos dianteiros ou localizado no forro das portas, próximo ao descanso de braço.

Existe ainda o Air Bag tipo Cortina Inflável que forma uma proteção lateral cobre que cobre toda a extensão da janela do motorista e do passageiro. A diferença em relação ao Side Bag é que a Cortina Inflável evita o choque dos ocupantes do veículo contra os vidros das janelas. Alguns modelos mais avançados adotam cortinas que cobrem toda a extensão do habitáculo do veículo, do motorista aos passageiros do banco de trás.

Alguns carros estão tão sofisticados que oferecem até Bolsas para proteção para os joelhos abaixo do painel !!! Isso mostra que dentro do veículo estaremos relativamente seguros, mas e quanto aos pedestres? Bem, pode até parecer uma brincadeira, mas o projeto já existe e a previsão é entrar no mercado nos próximos cinco anos.

Pois é, daqui a um tempo estaremos muito mais seguros, seja dentro ou fora do carro.

Até o próximo Post.

Alexandre
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sábado, 6 de junho de 2009

PARA QUE SERVE O CÁRTER DO MOTOR?


Esse Post foi elaborado para esclarecer a dúvida de duas leitoras do Blog sobre o Cárter e a viscosidade do óleo. Então, vamos lá.

O Cárter é a parte inferior do motor, e nada mais é que um recipiente metálico onde fica acumulado o óleo lubrificante. Sua função é manter um certo nível de óleo de modo a garantir a lubrificação do motor. Com o carro desligado, o óleo que circulou pelo motor escorre por gravidade até o Cárter onde fica acumulado para a próxima vez em quem o motor for ligado. Esse reservatório ajuda também a resfriar o óleo.

O volume do Cárter varia de acordo com cada motor e veículo, acumulando normalmente algo como quatro litros de óleo em seu interior. Para verificarmos se o nível está correto utilizamos uma vareta que fica parcialmente imersa no lubrificante. Ao verificar o nível, devemos estar com o motor desligado e frio. Assim, garantimos que todo o óleo estará acumulado no Carter. Retire a vareta e limpe sua extremidade, colocando-a no lugar, e esperando alguns segundos. Em seguida retire-a visualizando se o nível do óleo encontra-se entre a marcação de mínimo e máximo.

Lembre-se de que, com o motor frio, a viscosidade do óleo aumenta e o volume ocupado por ele diminui. Logo, o nível tende a ser mais baixo. Já durante o funcionamento, o óleo recebe parte do calor gerado pela queima do combustível, auxiliando na refrigeração do motor. O calor faz com que o volume do óleo aumente, resultando em um nível mais elevado.

O importante é que o nível do óleo esteja entre as marcas de “Mínimo” e ‘Máximo” da vareta, com o motor frio. Se completarmos o óleo até a marca de “Maximo”, com o aquecimento, o volume de óleo irá aumentar, podendo prejudicar o motor.

A viscosidade do óleo também é importante. Quando novo, o óleo apresenta coloração no tom caramelo, com a consistência próxima do mel de abelha. O escurecimento do óleo indica que ele está cumprindo uma de suas funções que é limpar os resíduos do motor – o que é um bom sinal. O que não pode é o óleo tornar-se muito grosso, formando uma pasta escura, semelhante a graxa de sapato. Isso é indício de que ocorreu contaminação do óleo. E, a menos que você tenha algumas centenas de reais disponíveis na conta, é bom substituir o óleo de imediato, sob o risco de danos permanentes ao motor.

Até o próximo Post.

Alexandre

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terça-feira, 2 de junho de 2009

QUAL A FUNÇÃO DO ÓLEO NO SISTEMA DE AR CONDICIONADO?


Pouca gente sabe, mas o sistema de ar condicionado de um veículo também precisa de óleo lubrificante. Isso mesmo, óleo.

Mas não é qualquer óleo. Na verdade chamar de óleo chega a ser até uma ofensa. É que esse lubrificante possui características tão especiais que o fazem único. Só para se ter uma idéia, esse lubrificante possui baixíssima viscosidade, permitindo uma lubrificação adequada. Uma propriedade interessante é a capacidade de se associar ao fluido refrigerante, sem reagir quimicamente. Isso permite que o óleo circule de forma mais eficiente por todo o sistema de refrigeração. Outra característica importante é o fato de não congelar, mesmo em baixas temperaturas. E por último, sua composição química evita reações químicas com os anéis de vedação de borracha. Há, tem mais uma - o lubrificante forma uma película protetora nos dutos internos de alumínio evitando a oxidação, e consequentemente furos que venham a provocar vazamentos.

Depois desse parágrafo você deve ter ficado de boca aberta, tantas são as qualidades desse lubrificante. Mas para que serve mesmo? Bem, no sistema de climatização veicular, o Compressor é o único componente dotado de peças móveis. Internamente é composto por pistões e válvulas que comprimem o fluido refrigerante, aumentando sua pressão e temperatura. Esses componentes, para evitar desgaste, precisam de lubrificação. E é aí, literalmente, onde entra o lubrificante.

Mas existe um lubrificante para cada tipo de sistema. O Sistema R12, por exemplo, utiliza lubrificantes de base mineral, enquanto o sistema que o adota o gás HFC R134 faz uso de óleos de base sintética. Esses lubrificantes, devido a propriedades distintas, não devem ser misturados, ou mesmo terem suas aplicações invertidas, sob o custo de danos irreparáveis ao compressor.

E esse óleo precisa ser trocado?

Aí é assunto para um próximo Post.

Alexandre

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sábado, 30 de maio de 2009

TUDO SOBRE O PAINEL DE INSTRUMENTOS – PARTE III

Esse é o terceiro Post da série que desvenda as funções do Painel de instrumentos. Hoje falaremos da luz de emergência do sistema de freios ABS.

Como identificar a luz espia
A luz espia do ABS, assim como a da injeção eletrônica é uma lâmpada de anomalia. Isto quer dizer que na ocorrência de algum defeito no sistema o led acenderá no painel informando o condutor sobre o problema. Normalmente, essa lâmpada é um círculo vermelho ou laranja, ladeado por duas barras laterais, constando a sigla ABS no centro.

Como Funciona
O Sistema de freios ABS é composto por sensores que medem a velocidade das rodas, informando a central através de pulsos elétricos. Baseado na informação desses sensores a central aciona eletroválvulas que controlam o fluxo de fluido de freio nas rodas, evitando seu travamento. Continuamente a Central eletrônica monitora o funcionamento dos sensores e válvulas, a procura de sinais incoerentes ou mesmo ausência deles, que venha a caracterizar um defeito. Qualquer anomalia identificada resulta no acendimento da luz espia no painel.

O que fazer
Em caso de falha no sistema a estratégia da central eletrônica é inibir o seu funcionamento. Assim, o motorista passa a contar com o sistema convencional de freios, só que sem a assistência eletrônica. Mas não se iluda com isso, pois nem o Jason Button consegue frear melhor que um carro com ABS. Portanto, o recomendado é levar a uma oficina ou concessionária para realizar os reparos, que, normalmente, é identificado como uma falha em alguns dos sensores de roda ou mal contato nos conectores.

Até o próximo Post

Alexandre

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sábado, 23 de maio de 2009

PORQUE A CARROCERIA DE UM CARRO DEFORMA TANTO EM UMA COLISÃO?


Muita gente se espanta ao ver o estrago causado por uma simples colisão entre dois veículos. Os próprios ocupantes, muitas vezes ilesos, olham perplexos para as chapas de metal retorcidas como finas folhas de papel alumínio.

“Bons eram os carros de antigamente que eram feitos para aguentar um impacto sem se desmanchar”- comentam. Bem, se você viveu a uma colisão naquela época, e está aqui para contar, com certeza não terá nenhuma saudade daqueles tempos.

Digo isso porque, a mais de trinta anos atrás, o conceito era de que a carroceria de um veículo deveria oferecer proteção aos seus ocupantes, resistindo bravamente a uma colisão. Para tanto eram utilizadas chapas de aço, grossas como um muro de arrimo, ostentando para-choques dignos do nome. E essa pesada armadura oferecia realmente uma eficiente proteção. Só que para os componentes mecânicos, que permaneciam muitas vezes intactos. Mas o mesmo não se podia dizer dos passageiros.

Esqueça um pouco dos modernos dispositivos de segurança atuais, e concentre-se na capacidade que a carroceria de um veículo tem de proteger seus ocupantes. Essa sim, pode salvar sua vida. Daí advém o termo “célula de sobrevivência “.

A lógica por trás desse conceito define que a carroceria tem a função de absorver a energia do impacto, distribuindo ao logo de toda a estrutura, preservando apenas o habitáculo. Ou seja, quanto mais a carroceria se deforma, mais energia é absorvida pela estrutura metálica, fazendo com que os passageiros tenham mais tempo para desacelerar.

Para facilitar o entendimento vamos considerar que quando um veículo colide a apenas 40km/h, os passageiros em seu interior também estão a 40Km/h !!! E, em uma fração de segundos, essa velocidade é reduzida a zero, fazendo que seus corpos seja submetidos a esforços equivalentes a várias vezes seu próprio peso devido aos efeitos da desaceleração.

Os carros atuais são feitos, sim, para desmancharem em uma colisão, só que utilizam finas chapas de aço que deformam de maneira programada, em pontos específicos da carroceria. E, é essa elevada capacidade de absorver a energia do impacto que faz com que os passageiros tenham mais tempo para desacelerar, reduzindo a fatalidade dos acidentes.

Apenas par que você tenha uma noção da quantidade de energia envolvida em uma colisão, é só reparar no estado do pára-lamas do seu carro após uma batida, simplesmente dobrado como uma lata de refrigerante amassada. Pois é, toda essa energia que deformou esse paralamas poderia ter sido direcionada para seu corpo. Pense nisso.

Até o próximo Post.

Alexandre

sábado, 16 de maio de 2009

TUDO SOBRE O PAINEL DE INSTRUMENTOS – PARTE II

Dando continuidade a série sobre o Painel de instrumentos, falaremos hoje da mais importante de todas as luzes espia – a do sistema de injeção eletrônica.

Como identificar a luz espia ...

A Luz espia do sistema de injeção eletrônica, conhecida como luz de anomalia, é caracterizada pela cor laranja ou vermelha, e normalmente apresenta a forma de um motor, raio ou um triangulo, estando localizada numa região de destaque no painel.

Como Funciona...

Sempre que giramos a chave na ignição, sem ligar o motor, percebemos um pequeno zumbido, que dura breves segundos. Esse ruído é o funcionamento da bomba de combustível no interior do tanque, pressurizando o combustível. Enquanto a bomba funciona, a Central de injeção eletrônica realiza o Check, procedimento onde é verificada a continuidade elétrica de todos os sensores e atuadores do sistema.

Caso haja algum defeito, a luz espia permanece acesa no painel, e o inconveniente é registrado em uma memória permanente dentro da central, chamada de Memory Fault ou memória de Falhas. Isso irá permitir que um técnico, utilizando um scanner, tenha acesso aos principais defeitos apresentados pelo veículo, facilitando o diagnóstico.
E nem tente desligar a bateria, pois isso não apaga o erro registrado na memória da Central !!!

O que fazer...

Durante a condução, caso a luz espia acenda é preciso ter cautela, pois é indício de falha no sistema de injeção. Normalmente, o acendimento da luz espia é acompanhado por uma falha de funcionamento. Caso isso ocorra, o mais indicado é procurar um local seguro e desligar o carro. Após alguns instantes, funcione o motor e veja se o problema persiste. Em muitos casos o problema é intermitente, aparecendo em outra ocasião. Sendo um defeito permanente ou não, para nossa sorte, o sistema de injeção possui estratégias para manter o motor em funcionamento, mesmo com falhas, de modo que você possa procurar uma oficina.

O que pode ocorrer se nada for feito...

A menos que você tenha dinheiro sobrando para gastar com manutenção, o recomendado é levar o carro a uma concessionária ou oficina, afim de evitar que os danos se estendam ao motor ou outros componentes do sistema. E lembre-se, a luz espia apenas irá apagar se o defeito for solucionado e a peça danificada substituida.
Até o Próximo Post

Alexandre

sábado, 9 de maio de 2009

É NORMAL O CARRO FLEX FALHAR AO TROCAR O COMBUSTÍVEL?


A tecnologia dos motores Flex é relativamente recente. O primeiro veículo movido à gasolina e álcool foi lançado em outubro de 2003. Passado quase seis anos, muitas dúvidas assolam os usuários e em poucos sites podemos encontrar informações realmente esclarecedoras.

Alguns leitores do Blog comentam que ao trocar de combustível o carro falha. Eu mesmo já passei por isso. Como já postei aqui, priorizo o uso do álcool ( clique aqui para saber mais ), porém, de vez em quando, mudo para gasolina para ver como o sistema reage. Aí percebo que após utilizar três tanques consecutivos de gasolina para em seguida encher o tanque com álcool, o carro falha por alguns instantes.

Mas porque isso ocorre? Podemos considerar isso normal? Bem, posso afirmar que não é bem um defeito, mas sim, uma característica dos carros Flex. Isso se deve a estratégia de aprendizado, que é o momento em que a central de injeção identifica a mistura presente no tanque e ajusta a injeção de combustível.

É preciso entender que ao mudar de combustível, por exemplo, de gasolina para álcool, o motor funciona nos primeiros instantes com o ajuste do combustível antigo enquanto a central não aprende o novo combustível. Isso ocorre porque, mesmo com combustível novo presente no tanque, uma pequena quantidade do combustível antigo ainda está presente na linha de alimentação.

E, até que o novo combustível seja queimado pelo motor e seus gases cheguem à sonda de oxigênio no escapamento para que seja enviado um sinal elétrico à central, já se passaram alguns segundos – tempo suficiente para fazer o carro falhar.

Alguns fatores contribuem ainda mais para essa falha como qualidade do combustível e baixa temperatura do ambiente. Mas, caso isso ocorra, não há motivo para pânico, basta aguardar alguns segundo para que o sistema reconheça o combustível e seguir acelerando o carro gradativamente.

Até o próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:
Como funciona o carro Flex – Parte IV
Como funciona o carro Flex – Parte III
Misturar álcool e gasolina prejudica o carro Flex?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

TUDO SOBRE PAINEL DE INSTRUMENTOS - PARTE I


A partir de hoje, você poderá acompanhar uma nova série de Posts exclusivos sobre as funções do Painel de instrumentos. Isso mesmo!! Será a primeira vez que um Blog irá esmiuçar cada detalhe, cada funcionalidade por trás de um painel. E, para mostra que estamos falando sério, vamos iniciar nossa “viagem” falando da mais básica e simples das funções – a luz espia.

Mas não vamos apenas falar sobre aquelas pequeninas luzes coloridas que acendem e apagam no painel. Vamos sim explicar a função de cada uma delas, assim como indicar qual ação tomar para cada caso.

Conhecida também como luz de serviço, luz de emergência ou luz de sinalização e alerta, esses pequenos leds, que no início eram minúsculas lâmpadas, são responsáveis por informar ao condutor do veículo quando algo está errado, ou simplesmente indicar uma ação específica.

Sempre que giramos a chave na ignição percebemos que todas as luzes acendem, e após o funcionamento do motor, elas luzes apagam. Esse momento é chamado de checking, ou seja, é uma verificação dos sistemas do veículo. Cada sistema possui uma luz específica, e nos primeiros segundos de funcionamento do motor é feita uma verificação funcional e elétrica. Se tudo está em perfeito funcionamento, a luz apaga. Do contrário, permanece acesa para informar que há uma anomalia ao Condutor.

As funções vitais adotam cores mais chamativas a fim de chamar a atenção. Por exemplo, os leds de cor azul ou verde indicam ações cotidianas como farol alto ligado, enquanto que os de coloração vermelha ou laranja indicam falha no sistema de injeção eletrônica ou problemas no ABS.

E, associado a uma cor está um logotipo. Mas, nem sempre o logotipo utilizado é comum a vários fabricantes, o que normalmente dificulta um pouco a familiarização das funções por parte do condutor. É certo que deveríamos ter uma padronização, como existe na engenharia aeronáutica, afim de facilitar a leitura dos instrumentos. Eu pessoalmente já acompanhei diversos casos onde dados ao motor poderiam ter sido evitados caso o motorista identificasse rapidamente a luz espia.

Nos próximos Posts veremos cada luz espia, sua função e como agir em cada caso.

Alexandre

sexta-feira, 1 de maio de 2009

TUDO SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO ABS


Já comentamos aqui no Blog sobre o amadurecimento das leis que regem o trânsito no País e a nova Regulamentação 11.910 do Cotran. E, para a surpresa de todos, não apenas os Airbags serão itens de segurança obrigatórios, mas também o ABS passará a ser item de série a partir de 2014.

Era justamente o que faltava para que os veículos nacionais se tornassem realmente seguros. É que o Air BAg é um item de segurança passiva, ou seja, atua apenas no momento do acidente. Já o sistema de freios ABS é considerado um elemento de segurança ativa, reduzindo a possibilidade de um acidente.

É uma tecnologia conhecida e confiável, e que já equipa cerca de 15% dos veículos novos vendidos no mercado doméstico, contra 90% dos EUA. E, Apesar da diferença, iremos superar os Estados unidos em 2014, onde 100% dos veículos produzidos no País utilizarão o equipamento.

De acordo com a resolução, o cronograma de implementação utilizado pelas Montadoras para veículos que já estão em linha é o seguinte:

1° de janeiro de 2010 – 8% da produção
1° de janeiro de 2011 – 15% da produção
1° de janeiro de 2012 – 30% da produção
1° de janeiro de 2013 – 60% da produção
1° de janeiro de 2014 – 100% da produção

Essa determinação é válida para veículos com até oito lugares, e os de carga com peso de até 3,5 toneladas. Para micro-ônibus, ônibus e caminhões a obrigatoriedade começa em 2013, para 40% dos veículos, sendo 2014 o prazo final para a instalação em toda a frota nova.

Afinal, daqui a cinco anos teremos carros realmente mais seguros.

Até o próximo Post.

Alexandre

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APRENDA A IDENTIFICAR AS CAUSA DO CONSUMO ELEVADO- PARTE II


Hoje, vamos falar de mais um grande vilão do consumo – o Filtro de Ar, que pode ser considerado um caso clássico de desvio de comportamento. Quando o Filtro de ar está limpo, não há nada que desabone sua conduta. Ele é capaz de realizar o seu trabalho de reter partículas sólidas, impurezas e poeira impedindo que os mesmos cheguem ao interior do motor de forma honesta.
Mas sua face obscura vem à tona quando o elemento filtrante está saturado de impurezas. A restrição causada pela saturação do elemento filtrante é comparado à experiência de respirar colocando um pano grosso sobre o rosto. Em pouco tempo você irá ficar cansado, com o fôlego curto. É mais ou menos o que ocorre no motor.

Quando o período de troca do filtro é extrapolado o acúmulo de impurezas sobre o elemento filtrante é tão grande que a passagem do ar fica restringida. Com menos ar a disposição o motor sua potência será reduzida, exigindo do motorista uma maior pressão sobre o acelerador. Ou seja, mais combustível será injetado, e consequentemente o consumo de combustível irá aumentar consideravelmente.

Há ainda outro agravante. O Filtro de Ar sujo não é apenas vilão do consumo, mas também das emissões. É que com menos ar admitido e mais combustível queimado para compensar a perda de potência, maior será o nível de poluentes lançados na atmosfera.

Agora, fazendo o papel de Advogado do Diabo, posso afirmar que o Filtro de Ar na verdade, é mais vítima que bandido. Afirmo isso porque ele nunca age sozinho. Na verdade é induzido por um comparsa – o proprietário do veículo. Isso mesmo. É ele quem desvia o Filtro de ar de sua nobre função, passando de herói a vilão.

Portanto, para evitar que isso ocorra é preciso respeitar o período de troca do Filtro estabelecido
pelo fabricante do veículo. Agindo assim, você estará protegendo seu próprio bolso.

Até o Próximo Post.

Alexandre

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domingo, 26 de abril de 2009

COMO CALCULAR A EMISSÃO DE CO2 DO SEU CARRO


Que o álcool derivado da cana-de-açucar é uma alternativa ecológica e economicamente viável aos combustíveis derivados do petróleo, isso todos nós já sabemos há décadas. Mas somente de uns cinco anos pra cá é que os estrangeiros têm demonstrado interesse pelo combustível nacional. Mudamos até a denominação de Álcool para Etanol com o objetivo de facilitar a divulgação de nosso combustível verde mundo afora.


O Etanol é o combustível do momento por emitir cerca de 73% menos CO2 que a Gasolina, e ser obtido através de um processo renovável. Mas como podemos constatar os benefícios do Etanol em nossos carros em termos de emissões? Bem, no Site etanolverde.com.br, criado pela UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar ) existe uma ferramenta extremamente interessante - a Calculadora de CO2.

Respondendo a um pequeno questionário é possível ter uma noção da quantidade de gás carbônico que deixou de ser emitido na atmosfera quando adotamos o Etanol como combustível. Eu mesmo fiz uso da ferramenta e verifiquei que contribuo com o planeta evitando a emissão de 396 kg de CO2 por mês, somente pelo fato de utilizar álcool em meu carro Flex !!! Sensacional !!!

O que a Calculadora CO2 faz é mostrar a redução na emissão de Gás Carbônico do Etanol em relação à gasolina. Para realizar os cálculos considera-se que para cada litro de etanol produzido, são emitidos pouco mais de dois quilos de CO2. No cálculo é considerado também o quanto de CO2 foi evitado durante o processo de fabricação do Etanol. A base de consumo é de 12 km/l para gasolina comum, com 25% de álcool anidro, e 9,2 km/l para o Etanol.

Após usarmos a Calculadora CO2 passamos a ter consciência de que a redução do efeito estufa não é apenas uma responsabilidade dos governos e grandes empresas, e que ações simples, como a escolha do combustível, certo podem fazer a diferença.

Click aqui para ter acesso a calculadora de CO2

Até próximo Post

Alexandre

terça-feira, 21 de abril de 2009

TUDO SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO AIR BAG – PARTE II


No Post anterior sobre a Obrigatoriedade do Air BAg comentamos sobre o amadurecimento das normas que regem o trânsito e a produção de veículos no País, assim como os benefícios que a vigência da nova Lei nos trás. No Post de hoje, estaremos focados em esclarecer as dificuldades técnicas por trás da Lei.


Bem, para começar podemos dizer que, ao contrário do que muitos imaginam, a exigência não trará grandes dificuldades técnicas às Montadoras. Digo isso porque vários modelos já trazem o item de série, e mesmo modelos populares oferecem o equipamento como opcional. Traduzindo isso em números, segundo dados do Cesvi, algo como 4% da frota nacional já possui o equipamento.

Apenas em alguns casos onde os projetos dos veículos são antigos é que sua instalação exigirá um trabalho de adequação do painel, volante e habitáculo. E, em pouquíssimos casos a saída de um modelo antiquado de linha será antecipada até a vigência da Lei. A nova Lei é válida para todos os modelos vendidos no País, sejam os produzidos em solo brasileiro ou importados, e apenas estão livres os modelos exportados.

Fala-se também que o custo do equipamento, que é estimado em R$ 2000,00 para um veículo popular, será reduzido em função do aumento da produção. Isso não é bem verdade, pois todos os Air Bags são importados. É que existem no Brasil apenas três empresas responsáveis pelo fornecimento do produto no Brasil, e a maior delas, em função da crise mundial, adiou para o ano que vem o projeto para criação de uma planta industrial para produção de Air Bags com capacidade de produção de até 150 mil peças por ano. Isso quer dizer que para temos um Air Bag mais em conta seria necessário uma redução de impostos por parte do governo.

É importante perceber que foi dado um grande passo para reduzir as mortes no trânsito brasileiro. E que ao tornarmos o Air Bag um item de série estamos nos antecipando as Normas técnicas mais rigorosas que veremos nos próximos anos. Mas lembramos que o Air Bag é um item de segurança passiva, ou seja, atua no momento do acidente. O passo seguinte é tornar obrigatório o uso de equipamentos de segurança ativa, que atuam prevenindo a ocorrência de acidentes, como o ABS, por exemplo.

Mais isso é assunto para um próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

segunda-feira, 20 de abril de 2009

SELO PROCEL PARA CARROS


Você já deve ter visto um selo, semelhante ao mostrado na figura acima, relacionado a algum eletrodoméstico como uma geladeira, por exemplo. Mas se levassem esse conceito aos automóveis? Bem, parece mais uma daquelas boas idéias que nunca sairão do papel. Errado. Desde a última sexta, dia 17, um modelo similar ao Selo Procel será utilizado também para orientar os clientes na hora da compra de um carro.

Isso mesmo, aquele selinho, chamado de Selo Procel de Economia de Energia, foi instituído através de um Decreto Presidencial de 08 de dezembro de 1993, sendo um produto do Programa Nacional de Conservação de Energia elétrica. Só que é utilizado para equipamentos domésticos como geladerias e ar condicionados com o objetivo de orientar o consumidor na hora da compra, indicando os produtos com maior eficiência energética através de uma classificação que varia de A, para o mais econômico, a E, o menos econômico.

Nos automóveis o Selo irá se chamar Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) e é o resultado de uma parceria entre o Inmetro e a Petrobrás através do CONPET, Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural. Serão oito categorias: subcompacto, compacto, médio, grande, esportivo, fora-de-estrada, comercial leve e comercial derivado de carro de passeio. E o Selo indicará o consumo de combustível no ciclo urbano e rodoviário, em Km/l para álcool e gasolina, ou Km/m3 para carros GNV.

Mas, por tratar-se de um assunto polêmico, os testes de consumo são realizados pelo Inmetro, seguindo padrões estabelecidos na Norma Técnica ABNT 7024, utilizando combustível padrão. Nesse teste o veículo funciona sobre um dinamômetro de rolos, simulando diferentes condições de tráfego. Os valores obtidos são médias de consumo e servem como referência para o consumidor.

Portanto, a partir de agora a etiqueta poderá ser utilizada nos Show Rooms das Concessionárias com o objetivo de ajudar o Cliente na escolha do modelo mais econômico. Na Europa existe uma classificação semelhante, mas voltada a emissão de poluentes, onde um selo indica a quantidade de poluentes emitida pelo motor.

A adesão ao Programa é voluntária, e até o momento apenas 05 montadoras participam da classificação. A expectativa é que este ano aproximadamente 30 modelos de cinco categorias sejam etiquetados.

Click aqui e veja a tabela com os carros que já receberam o Selo ENCE.


Alexandre

sábado, 18 de abril de 2009

TUDO SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO AIR BAG – PARTE I

O ano de 2009 é sem dúvidas um marco para a indústria automobilística nacional. No dia 19 de março o presidente Lula sancionou a Lei 11.910 que obriga todos os automóveis a serem equipados com Air Bags Duplos no prazo de até cinco anos.


Explicando melhor, a Lei 11.910 de 18 de março de 2009 altera o artigo 105 da Lei de número 9.503, de 23 de setembro de 1997, do Código de Trânsito Brasileiro, determinando que, até 2014, o uso do equipamento suplementar de retenção, ou seja, Air Bag, torna-se obrigatório para veículos leves.

Quem lembra, no início da década de 90, os automóveis foram obrigados a utilizar espelho retrovisor do lado direito, até então item opcional em carros mais baratos. Se voltarmos um pouco mais no tempo, mas precisamente na década de 80, vamos lembrar que os cintos subabdominais deram lugar gradativamente aos cintos transversais, e seu uso tornou-se obrigatório. Foram decisões importantes, mas que não tiveram grande impacto quando comparado à obrigatoriedade do Air Bag.

Segundo o CESVI, entre 2001 e 2007, mas de três mil mortes poderiam ter sido evitadas caso os veículos acidentados possuíssem Air Bags. Se considerarmos apenas os ferimentos leves, foram mais de setenta mil casos no mesmo período que poderiam ter sido minimizados pelo uso do equipamento. Isso quer dizer que a cada ano, 490 pessoas, ou seja, 1,4% dos 35 mil mortos anuais no trânsito podem ter suas vidas salvas com o uso da bolsa.

Portanto, não há dúvidas. A Bolsa de Ar é o item de segurança mais significativo em um automóvel na atualidade, tendo sido responsável por salvar a vida de milhares de pessoas em todo o mundo. Tudo isso graças ao acionamento de uma bolsa de ar em menos de oito décimos de segundo.

E, além de salvar vidas, o impacto econômico em função da redução de casos de morte e ferimentos graves seria na ordem de R$ 225 milhões por ano, segundo o IPEA.

Nos próximos Posts veremos as questões técnicas por trás da obrigatoriedade do Air Bag.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

quinta-feira, 9 de abril de 2009

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE FREIOS – PARTE III


Em 1902, quando os automóveis apresentavam sistemas mecânicos simples e rudimentares, um engenheiro Inglês, chamado Frederick Lanchester, teve a idéia de utilizar um disco como elemento principal de um sistema de freios.

Apesar do conceito revolucionário para a época, o disco de freio iniciou sua vida apenas quatro décadas depois, na aviação militar. Durante a segunda guerra mundial, os aliados precisavam pousar os aviões cargueiros em pistas curtas na Europa e o sistema de freio a tambor não mostrava eficiência quando submetido a tamanho esforço. Daí a opção pelos discos.

A primeira aplicação em um automóvel ocorreu em 1953 quando um bólido de competição utilizou um sistema de freios a disco na dianteira durante as 24 Horas de Le Mans. Mas foi somente dois anos depois que o sistema entrou em produção.

Desde então, o sistema de freios a disco pouco mudou, e olha que lê já tem mais de de cem anos de existência !! Basicamente, é constituído por um disco metálico, normalmente feito em ferro fundido, que é pressionado por pastilhas de um material de fricção. A opção pelo ferro fundido advém das características de suportar os esforços mecânicos elevados, além de garantir bom coeficiente de atrito e elevada capacidade de dissipação de calor.

E é em relação a essa capacidade de dissipar o calor que está a vantagem sobre o sistema convencional a tambor. É que o sistema a tambor, por ser fechado retém o calor, reduzindo sua eficiência, limitando assim sua aplicação apenas às rodas traseiras. Ao contrário do Sistema a disco que, por estar exposto a passagem do ar, possui refrigeração mais eficiente, reduzindo a possibilidade de fading, e garantindo uma excelente frenagem.

Os discos de freio podem ser sólidos, quando feitos em uma peça maciça de ferro fundido, ou ventilados, quando possui canaletas entre as duas superfícies de atrito, cuja função é direcionar o fluxo de ar e assim, melhorar a dissipação de calor. Alguns discos de alto rendimento ( como os da foto acima ) possuem furos na superfície de atrito e ranhuras que expelem água e impurezas.

Nos próximos Posts veremos um pouco mais sobre o sistema de freios.

Alexandre


Saiba mais sobre o assunto:



quarta-feira, 1 de abril de 2009

APRENDA A IDENTIFICAR AS CAUSAS DO CONSUMO ELEVADO - PARTE I


Recebo sempre e-mails de leitores reclamando de consumo elevado de seus carros. Mas Para tentar esclarecer essas questões preciso desprezar os efeitos causados por vícios de direção, como troca de marchas no tempo incorreto e me concentrar na busca por problemas mecânicos que influenciam diretamente no consumo.


Para isso vamos fazer uma varredura no motor e no sistema de injeção eletrônica na busca pelos principais vilões da “bebedeira“. Mas lembre-se do seguinte: quando uma peça defeituosa provoca a elevação do consumo perceberemos isso com o passar dos dias, ou em alguns casos, de um momento para outro. Mas, se seu carro sempre consumiu muito, lamento informar, mas o problema é a maneira como você dirige!! Bem, esse assunto vamos deixar para um próximo Post...

Agora, o mais procurado entre todos os malfeitores do consumo está o sensor de temperatura do líquido de arrefecimento. Não, não se engane pelo nome pomposo, esse sensor, mais conhecido como sensor de temperatura da água, é um dos maiores causadores do consumo elevado. Quando defeituoso, ele age informando à central um valor incorreto da temperatura em que o líquido de arrefecimento se encontra. Até aí não parece nada de mais, afinal de contas o que é que a temperatura da água que arrefece o motor tem a ver com aumento no consumo? Bem, é aí que está a maldade !!!

Esse ardiloso sensor, quando defeituoso, informa valores de temperatura abaixo do real, ou seja, a lábia do malandro convence a Centra eletrônica que o motor está mais frio do que na verdade está. Partindo desse princípio, a pobre e inocente Central aumenta o tempo de abertura dos injetores, elevando consideravelmente a quantidade de combustível consumido pelo motor.

Portanto, não se deixe enganar por esse sensor. Ele tem o costume de apresentar defeito em sistemas sujos e sem manutenção. Por isso, procure fazer a limpeza do sistema de arrefecimento a cada 10.000 Km, substituindo o aditivo.

Nos próximos Posts continuaremos a busca pelos vilões do consumo.

Alexandre