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terça-feira, 5 de abril de 2016

TUDO QUE VOCE PRECISA SABER SOBRE OS NOVOS MOTORES DE TRES CILINDROS.



Converso com muitas pessoas a respeito das inovações que vem surgindo em nosso mercado automotivo. Motores turbo, novos sistemas Flex...porém, tenho percebido que alguns ainda são reticentes a respeito dos motores de três cilindros. é certo, que pelo tamanho reduzido, eles parecem frágeis e pouco potentes. Até entendo, pois pelo porte eles realmente dão a impressão de que não vão dar conta do trabalho. Muitos inclusive se questionam a respeito da decisão das Montadoras de utilizar esse tipo de motorização.  

Quem acompanha o Blog sabe que sempre procuro desmistificar as questões relacionadas ao uso e manutenção dos carros, e hoje não seria diferente.  Então, caro leitor, mente aberta para o que está chegando. A pergunta certa para se fazer não é porque tiraram um cilindro? Mas sim, e porque não? Portanto, escrevi esse post justamente para que você possa esclarecer todas suas dúvidas a respeito desses pequenos notáveis. Boa leitura.

OS MOTORES DE TRES CILINDROS SÃO UMA NOVIDADE?
Não. O Motor de três cilindros já esteve entre nós. Foi o com o emblemático DKW Vemag e sua versão Perua Vemaguet, que foi fabricado no Brasil entre 1958 e 1967. Eles eram vendidos com um pequeno motor 1.0, de dois tempos, 1000 cm3 arrefecido a liquido, com três bobinas de ignição e mancais roletados. Pelo projeto inovador na época, também nos dias de hoje,  tal veículo conquistou fãs que se mantem por todos esses anos.  Em motos, como a Inglesa Trhyumph os motores de três cilindros são até uma tradição. E na década de 1990, logo após a abertura das importações tivemos o Suzuki Swift, o Dayhatsu Cuore e o Subaru Vivio. Não lembra deles? Sorte sua. Isso mostra que você não é tão velho quanto eu.

PORQUE AS MONTADORAS ESTAO INVESTINDO NESSES MOTORES?
Pela eficiência e economia. Quanto menos componentes móveis tiver um motor, menor as perdas geradas por atrito e maior o seu rendimento geral. Além disso, por ter um cilindro a menos, sua sede por combustível é mais comedida, favorecendo também a emissão de poluentes. Ainda são mais leves, compactos e baratos de serem produzidos. Esses fatores resultam em um motor mais eficiente energeticamente, com baixo índice de emissões. E é justamente por esses Motivos que as Montadoras estão investindo neles. É a maneira que elas encontraram de atenderem as normas de emissões e eficiência exigidas em Lei.( Para saber mais leia o Post sobre o INOVARAUTO )

ENTÃO Os motores de três cilindros vieram pra ficar?
Pode estar certo que sim! Daqui pra frente, todos os motores 1.0 serão três cilindros. É um caminho sem volta! Até o momento, quatro montadoras utilizam esses motores, ( VW, Kia, Hyundai e Ford ), em sete modelos distintos, ( UP!, Fox, Novo Gol, Novo Voyage, Picanto, HB20 e Ka ). Mais três montadoras anunciaram lançamentos até o ano que vem, ( FIAT, Peugeot e Renault ). Essa configuração de três cilindros é ideal para o transito urbano, pois são capazes de produzir mais potencia e o mesmo torque que os motores de quatro cilindros. Além de serem mais leves e econômicos. Então, com tantas vantagens, quem vai querer insistir nos antigos motores 1.0 de quatro cilindros?

COM UM CILINDRO A MENOS, O MOTOR NÃO PERDE POTENCIA?
Não necessariamente. Como a cilindrada é mantida a mesma em relação ao tradicional motor de quatro cilindros não há perda de rendimento. Pelo contrário. O motor de três cilindros tem o mesmo volume interno que o tradicional de quatro, ou seja, ambos são 1.0, então temos uma vantagem para o motor impar, pois ele vai produzir a mesma potencia com um número de peças internas menor. Resumindo, faz o mesmo que o antigo, só que com menos peças.

eles são realmente mais econômicos?
Sim, e muito! Várias publicações especializadas já comprovaram em testes práticos que a configuração de três cilindros traz uma econômica de até 20%!!! Isso é comprovado! Vale lembrar que o modelo Flex mais econômico do País é um três cilindros, com direito a tudo que há de melhor hoje em dia, como turbocompressores e injeção direta de combustível , ( VW UP! TSI ). Vale lembra que ainda anda muito bem!!!

POR TER APENAS TRES CILINDROS O MOTOR VAI VIBRAR MAIS?
Verdade! Diferentemente dos motores pares de quatro, seis, oito ou dozes cilindros, onde o movimento dos pistões aos pares ajuda no equilíbrio do motor, os motores ímpares, de três e cinco cilindros vibram mais, pois não conseguem compensar o movimento de subida e descida dos pistões. Por esse motivo, eles fazem uso de alguns recursos como árvores de balanceamento, calços do motor hidráulicos e volantes com contrapeso. Não são um exemplo de suavidade de funcionamento, mas também não é nada que chegue a incomodar.

ELES SÃO DURÁVEIS?
Sim. Tanto quanto qualquer outro motor atual. Não confunda sua aparência pequena com fragilidade. Sua vida útil é similar ao de qualquer motor moderno, algo previsto pelo fabricante em torno de 250 a 300 mil quilômetros.

E OS CUSTOS DE MANUTENÇÃO DIMINUEM?
Sim. Só pelo fato terem um cilindro a menos eles apresentam menor número de peças móveis o que, consequentemente, reduz a possibilidade de problemas e desgaste. Além do que, pela falta de um cilindro temos uma vela de ignição a menos, o que elimina a necessidade de um cabo e uma bobina. A correia dentada desses carros tem uma razão de troca ampliada. No VW UP!, Por exemplo, o prazo de substituição é de 120 mil quilômetros e o do Ford Ka, 240 mil!!!!! Gostou, né? Com exceção do óleo, ( apesar de pequenos, esses motores utilizam quase a mesma quantidade que um de quatro cilindros convencional ), os custos com manutenção periódica caem consideravelmente.

VALE A PENA COMPRAR UM CARRO COM MOTOR DE TRES CILINDROS?
Se vale! Principalmente para aqueles bolsos que buscam um carro econômico, para uso urbano. Então não pense duas vezes. Saiba que nesse caso dos motores tri cilíndricos, menos é mais! Até o próximo Post.

domingo, 27 de março de 2016

INSTALAR UM KIT GERADOR DE HIDROGENIO NO SEU CARRO VALE A PENA?



Em tempos de combustível caro, surgem sempre alternativas que prometem efeitos milagrosos para o usuário, proporcionando resultados que beiram o extraordinário. A bola da vez é o gerador de hidrogênio. Isso me chamou muito sua atenção. Afinal, os outros métodos tidos como “milagrosos”, se não ofereciam o resultado anunciado, pelo menos não expunham o usuário a risco. Agora a coisa muda de figura. Estamos falando de algo, que se não for bem manuseado, pode ocasionar algum tipo de incidente.  

Não é meu interesse pessoal, nem é o objetivo do Blog, denegrir ou mesmo difamar um produto ou serviço. Mas, sinto-me na obrigação de esclarecer alguns pontos importantes que, por algum motivo, são omitidos dos consumidores. Por isso, meu amigo leitor, vou dar subsídios para que você possa refletir sobre o que é anunciado e possa tirar suas próprias conclusões. 

  • Primeiramente, vamos ao centro da questão – o Hidrogênio.  é o elemento químico mais abundante do Universo. é altamente inflamável, invisível, sem cheiro, além de extremamente leve. Essas características tornam seu armazenamento difícil, devido a complexidade de vedação, e por isso mesmo sujeito a vazamento. Ou seja, se vazar, você não vai perceber e o risco de incêndio é iminente!!
  • Obter Hidrogênio nem é tão difícil assim. Com um pouco de conhecimento de química você mesmo pode fazer a experiência em casa. Estudamos isso no ensino médio e o processo, conhecido como eletrólise, utiliza uma corrente elétrica para obter oxigênio e hidrogênio a partir da água. E é isso que o kit faz: aproveita a corrente da bateria para produzir o hidrogênio de uma porção de água acumulada em um reservatório. O que quero destacar aqui não é como o sistema gera o hidrogênio, isso ele faz. O que considero questionável é o fato de utilizá-lo como combustível.
  • O que chama mais atenção são os benefícios prometidos aos clientes, que vale a pena salientar, não são poucos. Vão desde aumento da potencia do motor a promessa de economia de combustível E que economia!!! Entre 20 e 60%, segundo um dos principais fabricantes!!! Não satisfeito, a empresa ainda garante o aumento da vida útil do motor e redução da emissão de poluentes. Será? Parece bom demais pra ser verdade, não é mesmo? Discurso parecido vemos no horário eleitoral. 
  •  é importante ainda que se diga que ao instalar o kit seu motor não estará queimando apenas Hidrogênio. Isso seria inviável, pois exigiria mudanças radicais no motor, além de um tanto quanto irresponsável pelo risco envolvido. Só pra constar, quem usa hidrogênio como combustível é foguete, ok? E como seu carro está muito distante de levar você a Lua, o que ocorre na realidade é uma mistura de hidrogênio, oxigênio e vapor d´agua que é queimado junto com o combustível original. Segundo o fabricante, isso torna a queima mais eficiente e dai se obtém a redução no consumo. Que fique claro, quem afirma isso é o fabricante e somente ele. Não há nenhuma instituição que homologue o produto. Além do que, o produto não é certificado e sua instalação não segue normas como o kit de GNV, por exemplo.
  • E para encerrar o post, quero deixar bem claro que não existe solução tecnológica que opere milagres quando o assunto é consumo de combustível. Entenda que quando optamos por instalar algum equipamento em nosso carro transferimos para ele a responsabilidade pela redução do consumo, quando na verdade, cabe a nós fazer com que o carro possa consumir menos combustível. Pense nisso.

domingo, 20 de março de 2016

CAMBIO AUTOMÁTICO. QUANTO MAIS MARCHAS MELHOR?




Para quem viveu os anos oitenta como eu, onde carro bom tinha duas portas, porque era mais “seguro” para as crianças e cambio bom era o manual porque permitia o controle do carro pelo motorista, ver o crescimento do cambio automático entre os consumidores é algo que me chama muita atenção. Há trinta anos atrás poucos carros eram equipados com esse sistema, como o Ford landau com seu modelo de três marchas, e alavanca na coluna de direção. Nos dias de hoje, ainda é possível ouvir algumas pessoas chamando o sistema de “hidramático”, que na verdade não é um tipo de transmissão, mas sim uma alusão ao fabricante americano Hydramatic.

Nas décadas seguintes, mesmo com a abertura da importação, a transmissão automática se restringia aos mais sofisticados veículos, limitando o acesso ao sistema pelo grande público. Mas na segunda década dos anos 2000 a comodidade gerada pelo sistema foi ganhando adepto em todas as montadoras e hoje no País, ate mesmo modelos urbanos, com motores pequenos, são equipados com o sistema.

Quanto ao número de marchas as opções são grandes. Quatro, Cinco, seis, sete, oito, nove marchas!!! Há uma diversidade de opções no mercado, para todos os tipos de gostos e bolsos. E justamente essa grande diversidade de sistemas é que causa dúvida entre os consumidores que se perguntam se quanto mais marchas melhor?

Sim, sem sombra de dúvida! Se seu orçamento permitir, opte sempre pelo maior número de marchas, não importando o segmento em que seu carro está inserido. Entenda que, em relação à transmissão automática, mais é sempre melhor.

Quanto maior o número de marchas, melhor o aproveitamento do torque do motor em todas as faixas de rotação. As marchas mais baixas, de primeira a quarta por terem relações mais próximas aproveitarão melhor o torque do motor, melhorando o desempenho na cidade. Já as  marchas altas, ou acima da quinta, possuem relação de transmissão alongada, permitem que o motor trabalhe em rotações mais baixas, beneficiando o consumo e reduzindo o nível de ruído e vibração, principalmente em viagens. Só para efeito de comparação, um cambio com cinco marchas, a 120Km/h o motor estará a 3.000 rpm. No de seis, na mesma velocidade, a rotação se aproxima de 2.700 rpm. Ou seja, desempenho na cidade, economia e conforto na estrada.
Portanto, fuja das Montadoras que insistem em vender modelos com versão automática de quatro marchas.  É uma volta ao passado!!! Além de antiquado o sistema com quatro marchas limita o desempenho, influencia no consumo e prejudica a dirigibilidade. O curioso é que até mesmo os de cinco marchas estão ficando raros. Os melhores resultados são entregues pelos de seis marchas ou mais.

Nesse momento você pode se perguntar se há um limite para o número de marchas? Bem, alguns fabricante afirmam que dez marchas seria a última fronteira tecnologia para o  sistema onde não valeria a pena investir mais em pesquisa. Segundo eles, os benefícios seriam muito pequenos para o montante de dinheiro necessário para seu desenvolvimento. Nesse caso valeria mais a pena apostar na transmissão CVT. Mas isso é assunto para um próximo Post. Até lá.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É CORRETO DIRIGIR USANDO O 1-3-5?


Esse Post foi criado para esclarecer a dúvida de um leitor, que utiliza o método conhecido como 1-3-5 para dirigir, usando somente as marchas ímpares, evitando engatar, a segunda e quarta marchas. Mas será que isso compensa?


Antes de responder a questão devemos esclarecer a função das marchas. A caixa de marchas existe, seja ela automática ou manual, para multiplicar o torque produzido pelo motor permitindo que o carro vença a inércia e possa acelerar.


A quantidade de marchas depende do tipo de veículo e do ouso ao qual se destina. Por exemplo, um dragster, carro de corrida de curta distância, tem que despejar toda sua potencia, um percurso de 400 metros, em linha reta, no menor tempo possível. Como o traçado da pista é curto o câmbio tem no máximo duas velocidades. A primeira para fazer o veículo arrancar, e a segunda marcha para permitir a aceleração do carro. Já um Fórmula 1 usa uma caixa de sete marchas, mais adequada ao tipo de traçado das pistas que exigem reduções de velocidade bruscas e acelerações imediatas. Isso só é possível utilizando uma caixa de marchas que permita que o motor trabalhe sempre na rotação ideal.


No dia-a-dia, usamos as marchas para arrancar com o carro e gradativamente ganhar velocidade. Quanto maior o número de marchas melhor, pois temos mais condição de manter o motor no regime de rotação correto.


Ao usar a estratégia do 1-3-5, estamos saindo da marcha de maior força, que é a primeira, para uma macha de força intermediária, que é a terceira. Isso faz com que a rotação do motor caia. E aí o que você faz para manter a rotação? Acelera ainda mais. E aí é claro, o consumo aumenta exponecialmente !!


Essa estratégia pode até ser usada em motores de grande cilindrada, como os V8 americanos, pois o elevado torque produzido compensa a perda de rotação. Mas tentar repetir isso em um carro 1.0 é suicídio !!! Quer saber por quê?


Simplesmente porque nessas condições o motor irá trabalhar com rotações muito baixas, exigindo que se pise mais no acelerador, injetando mais combustível no motor. A combinação de pouca rotação com excesso de combustível é igual a motor carbonizado no futuro. Pode ficar certo disso.


Até o próximo Post.


Alexandre


Saiba mais sobre o assunto:


Entenda a transmissão mecânica.

Ruido ao engrenar a ré é normal?

domingo, 17 de janeiro de 2010

MESMO MAIS CARO, AINDA VALE A PENA ABASTECER COM ÁLCOOL?


Sempre que o álcool entra na entresafra, período que vai de dezembro a março de cada ano, notícias sobre o aumento do preço nos postos de abastecimento tomam espaço nas manchetes dos jornais e sites de notícia.

Para mim, não há nenhuma surpresa. Isso ocorre há 30 anos !!! Ou seja, desde o final da década de 1970, quando o governo optou pelo uso do Etano derivado de cana de açúcar, que isso se repete, ano a ano. Isso acontece pelo fato do combustível ser derivado de uma planta, e como em qualquer produção agrícola ocorre o aumento de preço no momento da entresafra. Na safra, que vai de abril a novembro, o preço normaliza.

Portanto, retire a palavra economia do seu vocabulário quando falamos de álcool combustível, e esqueça as oscilações de preço provocados pela entresafra. O que torna o Etanol amigável não é sua capacidade de fazer o dinheiro render mais no seu bolso, mais sim os benefícios ao motor e ao meio ambiente.

A explicação para isso está na Química. A molécula do álcool é mais simples que a da Gasolina. Ao ser queimado, esse combustível não libera resíduos de carbono, o que impede que o motor fique carbonizado. A câmara de combustão permanece limpa, assim como as velas de ignição e válvulas do motor. A médio e longo prazo isso é uma grande vantagem, pois reduz a manutenção do motor.

Ao optar pelo Álcool não é apenas o motor que é beneficiado. O óleo mantém sua capacidade lubrificante por um período um pouco maior, pois ao contrário da gasolina, a degradação de sua película lubrificante torna-se menor.

Algumas pessoas dizem que a álcool limpa o motor, mas isso é incorreto. Ele não retira a impureza do motor, pois não é sabão em pó. O álcool apenas evita que impurezas sejam acumuladas.

Não podemos esquecer, é claro, das emissões de gás carbônico. A liberação de carbono na atmosfera é até 40% menor quando optamos pelo Álcool. Só pra ter uma idéia, ao abastecer seu carro flex com quatro tanques por mês, você deixa de emitir 440 Kg de CO2!!!

Então, esqueça um pouco o preço e valorize mais os benefícios do álcool.

Até o próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

domingo, 21 de setembro de 2008

DIMINUIR A VELOCIDADE DO AR CONDICIONADO REDUZ O CONSUMO?


O tema do Post de hoje pode não parecer tão interessante, mas experimente levantar o assunto numa roda de amigos para surgirem as mais diversas teorias. Digo isso porque tenho percebido a algum tempo que muitos motoristas dirigem seus carros, mesmo em dias quentes, com o seletor do ar condicionado na posição “ 1 “ ou “ 2 “. - “É pra economizar combustível” – diz a maioria!!

Nós motoristas sempre associarmos velocidade a consumo. Quanto mais rápido o carro anda, maior será o consumo de combustível. Até aí tudo bem, mas não há relação direta da velocidade do ar condicionado com o consumo. Para o motor é indiferente se você mantém o botão na posição “4” ou na posição “ 1 “.

Explicando melhor, o seletor de velocidade do ar condicionado define apenas a rotação do ventilador da caixa de ar, ou seja, quanto maior a velocidade do ventilador maior o fluxo de ar saindo pelas aletas de ventilação. Portanto, a velocidade do ventilador em nada interfere no consumo.

O aumento do consumo de combustível está diretamente relacionado ao acionamento do compressor do ar condicionado. Uma vez ligado, o sistema aumenta um pouco o consumo de combustível por exigir um esforço maior do motor.

Algumas pessoas defendem a afirmação de que quanto maior a velocidade do ventilador maior a corrente elétrica gerada pelo alternador. Daí o aumento no consumo de combustível. Devo admitir que o raciocínio está correto, mas temos que levar em consideração que o aumento do consumo de corrente elétrica para acionar o ventilador é tão pequeno que pode ser considerada desprezível, não influenciando em nada no consumo.

Até o próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • A velocidade do ventilador não interfere no consumo.
  • Utilizar o ar condiconado na velocidade "1" aumenta o rendimento.
  • Ao entrar no veículo, abra os vidros e ligue o ar na posição "4 " apenas para retirar o ar quente do habitáculo.

sábado, 9 de agosto de 2008

Pôr o carro na banguela economiza combustível ?


Quando publiquei o primeiro enquete do Blog, busquei oferecer aos leitores maior interatividade, já que possibilitei a escolha do tema do próximo Post. Dos assuntos relacionados, o que considero mais polêmico é justamente o que fala sobre consumo de combustível. Era de se esperar, portanto, um grande interesse pelo tema. Cerca de 80% dos votos realizados na enquete elegiam o tema como o assunto a ser abordado.

Mas, comentar sobre consumo de combustível não é muito fácil, pois é um tema bastante subjetivo, já que diversas variáveis como maneira de dirigir, condição do motor e veículo, e ambiente interferem no resultado.

Mesmo assim, é notório que velhos hábitos dos tempos dos carros carburados ainda sejam utilizados nos dias de hoje. E um desses hábitos é a “banguela”. Essa velha conhecida dos motoristas brasileiros faz parte da cultura automotiva de nosso País. O termo é tão enraizado que não conheço um termo técnico mais adequado para defini-lo. Ao menos posso descrever que “dar a Banguela” é o ato de desengrenar as marchas, colocando o câmbio em ponto morto aproveitando o deslocamento do veículo. Essa prática teve início junto aos caminhoneiros, que em busca de um menor consumo para os motores Diesel, optavam por descer um declive com o câmbio no Neutro. Prática essa combatida nos dias de hoje já que compromete a segurança por anular o efeito do freio motor em uma descida.

Mas, aqui no Brasil, é difícil desvincular a “Banguela“, ao ato de dirigir. É quase um ato instintivo. Basta uma leve descida e lá vai o motorista aproveitando o embalo do veículo para por o câmbio em ponto morto. Nessa situação, a rotação do moto cai, e o ruído diminui o que passa a sensação de que o motorista está economizando. Porém o que ocorre é justamente o contrário.

Em um veículo dotado de injeção eletrônica esse costume deve ser evitado sob a pena de aumentar o consumo de combustível. É que ao desengrenar a marcha, a rotação do motor cai rapidamente, e, como o motorista tira o pé do acelerador a borboleta de aceleração fecha. O sistema de injeção interpreta que o motor está em marcha lenta e aumenta consideravelmente a quantidade de combustível injetado. O correto é retirar o pé do acelerador, mantendo a marcha engrenada ao perceber que o sinal a frente fechou ou em uma descida. Nesse caso, o sistema de injeção corta o envio de combustível por alguns instantes, favorecendo a redução do consumo, e mantendo o freio motor.

Numa moto o ato de dar a banguela é mais complicado, já que a seqüência de engates é 1-N-2-3-4-5, ou seja, o piloto da moto não consegue por simplesmente o câmbio em ponto morto, já que terá que obrigatoriamente reduzir as marchas. Alguns pilotos, nesse caso, acionam o manete da embreagem, na tentativa de reproduzir a mesma situação. Lembramos que, assim como nos carros, essa prática anula o efeito do freio motor.

Espero com esse Post estar contribuído para esclarecer esse tema tão polêmico quanto a “Banguela”. E, tenha a certeza que o assunto “Consumo de combustível“ terá sempre um espaço reservado em nosso Blog.

Até o Próximo Post, e feliz Dia dos Pais !!

Alexandre

Post relacionados ao assunto:
“ Diminuir a velocidade do Ar condicionado reduz o consumo?” – Blog Auto Ar
http://autoar.blogspot.com/2008/08/diminuir-velocidade-do-ar-condicionado.html

Dicas AutoServiço


  • Ao perceber que o sinal fechou, apenas retire o pé do acelerador e mantenha o carro engrenado.



  • Substitua a cada 15.000 Km os filtros de combustível e de ar



  • Não utilize a banguela em aclives para não anular o freio motor.