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terça-feira, 5 de abril de 2016

TUDO QUE VOCE PRECISA SABER SOBRE OS NOVOS MOTORES DE TRES CILINDROS.



Converso com muitas pessoas a respeito das inovações que vem surgindo em nosso mercado automotivo. Motores turbo, novos sistemas Flex...porém, tenho percebido que alguns ainda são reticentes a respeito dos motores de três cilindros. é certo, que pelo tamanho reduzido, eles parecem frágeis e pouco potentes. Até entendo, pois pelo porte eles realmente dão a impressão de que não vão dar conta do trabalho. Muitos inclusive se questionam a respeito da decisão das Montadoras de utilizar esse tipo de motorização.  

Quem acompanha o Blog sabe que sempre procuro desmistificar as questões relacionadas ao uso e manutenção dos carros, e hoje não seria diferente.  Então, caro leitor, mente aberta para o que está chegando. A pergunta certa para se fazer não é porque tiraram um cilindro? Mas sim, e porque não? Portanto, escrevi esse post justamente para que você possa esclarecer todas suas dúvidas a respeito desses pequenos notáveis. Boa leitura.

OS MOTORES DE TRES CILINDROS SÃO UMA NOVIDADE?
Não. O Motor de três cilindros já esteve entre nós. Foi o com o emblemático DKW Vemag e sua versão Perua Vemaguet, que foi fabricado no Brasil entre 1958 e 1967. Eles eram vendidos com um pequeno motor 1.0, de dois tempos, 1000 cm3 arrefecido a liquido, com três bobinas de ignição e mancais roletados. Pelo projeto inovador na época, também nos dias de hoje,  tal veículo conquistou fãs que se mantem por todos esses anos.  Em motos, como a Inglesa Trhyumph os motores de três cilindros são até uma tradição. E na década de 1990, logo após a abertura das importações tivemos o Suzuki Swift, o Dayhatsu Cuore e o Subaru Vivio. Não lembra deles? Sorte sua. Isso mostra que você não é tão velho quanto eu.

PORQUE AS MONTADORAS ESTAO INVESTINDO NESSES MOTORES?
Pela eficiência e economia. Quanto menos componentes móveis tiver um motor, menor as perdas geradas por atrito e maior o seu rendimento geral. Além disso, por ter um cilindro a menos, sua sede por combustível é mais comedida, favorecendo também a emissão de poluentes. Ainda são mais leves, compactos e baratos de serem produzidos. Esses fatores resultam em um motor mais eficiente energeticamente, com baixo índice de emissões. E é justamente por esses Motivos que as Montadoras estão investindo neles. É a maneira que elas encontraram de atenderem as normas de emissões e eficiência exigidas em Lei.( Para saber mais leia o Post sobre o INOVARAUTO )

ENTÃO Os motores de três cilindros vieram pra ficar?
Pode estar certo que sim! Daqui pra frente, todos os motores 1.0 serão três cilindros. É um caminho sem volta! Até o momento, quatro montadoras utilizam esses motores, ( VW, Kia, Hyundai e Ford ), em sete modelos distintos, ( UP!, Fox, Novo Gol, Novo Voyage, Picanto, HB20 e Ka ). Mais três montadoras anunciaram lançamentos até o ano que vem, ( FIAT, Peugeot e Renault ). Essa configuração de três cilindros é ideal para o transito urbano, pois são capazes de produzir mais potencia e o mesmo torque que os motores de quatro cilindros. Além de serem mais leves e econômicos. Então, com tantas vantagens, quem vai querer insistir nos antigos motores 1.0 de quatro cilindros?

COM UM CILINDRO A MENOS, O MOTOR NÃO PERDE POTENCIA?
Não necessariamente. Como a cilindrada é mantida a mesma em relação ao tradicional motor de quatro cilindros não há perda de rendimento. Pelo contrário. O motor de três cilindros tem o mesmo volume interno que o tradicional de quatro, ou seja, ambos são 1.0, então temos uma vantagem para o motor impar, pois ele vai produzir a mesma potencia com um número de peças internas menor. Resumindo, faz o mesmo que o antigo, só que com menos peças.

eles são realmente mais econômicos?
Sim, e muito! Várias publicações especializadas já comprovaram em testes práticos que a configuração de três cilindros traz uma econômica de até 20%!!! Isso é comprovado! Vale lembrar que o modelo Flex mais econômico do País é um três cilindros, com direito a tudo que há de melhor hoje em dia, como turbocompressores e injeção direta de combustível , ( VW UP! TSI ). Vale lembra que ainda anda muito bem!!!

POR TER APENAS TRES CILINDROS O MOTOR VAI VIBRAR MAIS?
Verdade! Diferentemente dos motores pares de quatro, seis, oito ou dozes cilindros, onde o movimento dos pistões aos pares ajuda no equilíbrio do motor, os motores ímpares, de três e cinco cilindros vibram mais, pois não conseguem compensar o movimento de subida e descida dos pistões. Por esse motivo, eles fazem uso de alguns recursos como árvores de balanceamento, calços do motor hidráulicos e volantes com contrapeso. Não são um exemplo de suavidade de funcionamento, mas também não é nada que chegue a incomodar.

ELES SÃO DURÁVEIS?
Sim. Tanto quanto qualquer outro motor atual. Não confunda sua aparência pequena com fragilidade. Sua vida útil é similar ao de qualquer motor moderno, algo previsto pelo fabricante em torno de 250 a 300 mil quilômetros.

E OS CUSTOS DE MANUTENÇÃO DIMINUEM?
Sim. Só pelo fato terem um cilindro a menos eles apresentam menor número de peças móveis o que, consequentemente, reduz a possibilidade de problemas e desgaste. Além do que, pela falta de um cilindro temos uma vela de ignição a menos, o que elimina a necessidade de um cabo e uma bobina. A correia dentada desses carros tem uma razão de troca ampliada. No VW UP!, Por exemplo, o prazo de substituição é de 120 mil quilômetros e o do Ford Ka, 240 mil!!!!! Gostou, né? Com exceção do óleo, ( apesar de pequenos, esses motores utilizam quase a mesma quantidade que um de quatro cilindros convencional ), os custos com manutenção periódica caem consideravelmente.

VALE A PENA COMPRAR UM CARRO COM MOTOR DE TRES CILINDROS?
Se vale! Principalmente para aqueles bolsos que buscam um carro econômico, para uso urbano. Então não pense duas vezes. Saiba que nesse caso dos motores tri cilíndricos, menos é mais! Até o próximo Post.

domingo, 27 de março de 2016

INSTALAR UM KIT GERADOR DE HIDROGENIO NO SEU CARRO VALE A PENA?



Em tempos de combustível caro, surgem sempre alternativas que prometem efeitos milagrosos para o usuário, proporcionando resultados que beiram o extraordinário. A bola da vez é o gerador de hidrogênio. Isso me chamou muito sua atenção. Afinal, os outros métodos tidos como “milagrosos”, se não ofereciam o resultado anunciado, pelo menos não expunham o usuário a risco. Agora a coisa muda de figura. Estamos falando de algo, que se não for bem manuseado, pode ocasionar algum tipo de incidente.  

Não é meu interesse pessoal, nem é o objetivo do Blog, denegrir ou mesmo difamar um produto ou serviço. Mas, sinto-me na obrigação de esclarecer alguns pontos importantes que, por algum motivo, são omitidos dos consumidores. Por isso, meu amigo leitor, vou dar subsídios para que você possa refletir sobre o que é anunciado e possa tirar suas próprias conclusões. 

  • Primeiramente, vamos ao centro da questão – o Hidrogênio.  é o elemento químico mais abundante do Universo. é altamente inflamável, invisível, sem cheiro, além de extremamente leve. Essas características tornam seu armazenamento difícil, devido a complexidade de vedação, e por isso mesmo sujeito a vazamento. Ou seja, se vazar, você não vai perceber e o risco de incêndio é iminente!!
  • Obter Hidrogênio nem é tão difícil assim. Com um pouco de conhecimento de química você mesmo pode fazer a experiência em casa. Estudamos isso no ensino médio e o processo, conhecido como eletrólise, utiliza uma corrente elétrica para obter oxigênio e hidrogênio a partir da água. E é isso que o kit faz: aproveita a corrente da bateria para produzir o hidrogênio de uma porção de água acumulada em um reservatório. O que quero destacar aqui não é como o sistema gera o hidrogênio, isso ele faz. O que considero questionável é o fato de utilizá-lo como combustível.
  • O que chama mais atenção são os benefícios prometidos aos clientes, que vale a pena salientar, não são poucos. Vão desde aumento da potencia do motor a promessa de economia de combustível E que economia!!! Entre 20 e 60%, segundo um dos principais fabricantes!!! Não satisfeito, a empresa ainda garante o aumento da vida útil do motor e redução da emissão de poluentes. Será? Parece bom demais pra ser verdade, não é mesmo? Discurso parecido vemos no horário eleitoral. 
  •  é importante ainda que se diga que ao instalar o kit seu motor não estará queimando apenas Hidrogênio. Isso seria inviável, pois exigiria mudanças radicais no motor, além de um tanto quanto irresponsável pelo risco envolvido. Só pra constar, quem usa hidrogênio como combustível é foguete, ok? E como seu carro está muito distante de levar você a Lua, o que ocorre na realidade é uma mistura de hidrogênio, oxigênio e vapor d´agua que é queimado junto com o combustível original. Segundo o fabricante, isso torna a queima mais eficiente e dai se obtém a redução no consumo. Que fique claro, quem afirma isso é o fabricante e somente ele. Não há nenhuma instituição que homologue o produto. Além do que, o produto não é certificado e sua instalação não segue normas como o kit de GNV, por exemplo.
  • E para encerrar o post, quero deixar bem claro que não existe solução tecnológica que opere milagres quando o assunto é consumo de combustível. Entenda que quando optamos por instalar algum equipamento em nosso carro transferimos para ele a responsabilidade pela redução do consumo, quando na verdade, cabe a nós fazer com que o carro possa consumir menos combustível. Pense nisso.

domingo, 13 de dezembro de 2009

SELO CONPET AJUDA O CONSUMIDOR A ESCOLHER CARRO MAIS ECONÔMICO.


Quem acompanha o Blog deve se lembrar da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Esse Selo faz parte do CONPET, Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural é o resultado de uma parceria entre o Inmetro e a Petrobrás e tem como objetivo orientar o consumidor na hora da compra, indicando os produtos com maior eficiência energética através de uma classificação que varia de A, para o mais econômico, a E, o menos econômico.

Esse Selo indica o consumo de combustível no ciclo urbano e rodoviário, em Km/l para álcool e gasolina, ou Km/m3 para carros GNV. A novidade é que essa semana foi divulgado uma nova tabela com mais 35 veículos, em 67 versões diferentes, distribuidos em oito categorias.

Posso dizer que o resultado do trabalho realizado pelo Inmetro é muito sério e bastante próximo da realidade, podendo ser usado como referência na hora de escolher o carro novo. São números reais e não distantes do resultado encontrado por você ao dirigir. Isso derruba por terra alguns anúncios otimistas onde se vende a idéia de carros excepcionalmente econômicos.

Só para se ter uma idéia, o carro Flex mais econômico da lista, que recebe a classificação “A” em consumo faz apenas 8,8 Km/l de álcool na cidade !!! Isso mesmo, menos de 9 Km/l em percurso urbano!! Esses números passam para 9,9 quilômetros por litro de álcool quando em percurso rodoviário. Usando Gasolina, o campeão de economia faz 12,4 Km/l na cidade e quase 15 Km/l na estrada. Não mais do que isso.

Portanto, se você pensa em mudar de carro ou que saber o consumo real do seu modelo atual, consulte a Tabela do Conpet, clicando aqui.

Até o próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

Por que o carro Flex não é econômico – Parte I
Por que o carro Flex não é econômico – Parte II
Selo Procel para Carros

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O QUE É DOWNSIZING?

A cada década, uma nova expressão é adotada no Mundo corporativo, e seus conceitos são seguidos pelas Empresas como dogmas religiosos. Value, Reengeneering, e Core Business são alguns dos termos que fizeram fama. Mas um deles tem tido um sobrevida – o Downsizing.

Essa não é bem uma expressão nova. Foi bastante utilizado na década de 90 na reformulação de fábricas e grades empresas. É um termo derivado do inglês, cujo significado pode ser interpretado como “redução”. É um conceito bastante aplicado à administração, cuja principal característica é a redução dos níveis hierárquicos e do quadro de funcionários com o objetivo de tornar a Empresa mais ágil e eficiente. Alguns sindicalistas sugerem que o termo está associado a demissões, só que escrito de uma forma mais elegante.

Tá, tudo bem, esse Post tá com cara de Blog de Administração. Mas, se você continuar lendo vai entender onde quero chegar. É que desde o início do século XXI esse termo tem assumido grande importância na indústria automotiva. Uma revolução silenciosa tem ocorrido na engenharia, onde o termo tem sido utilizado para batizar projetos de automóveis mais eficientes, e que utilizam sistemas mecânicos mais simples e compactos. Algo como tirar mais de menos !!

A principal vantagem de adotar o Downsizing é utilizar unidades motrizes mais eficientes, com menor consumo de combustível e redução significativa na emissão de poluentes, mantendo os mesmos números de desempenho. Essa prática é um reflexo da pressão exercida pelas exigentes normas de emissões vigentes na Europa. Sem o Downsizing as Montadoras não conseguiram atender tais regulamentações tornando impossível homologar novos veículos.

O maior desafio, portanto, é manter os números de desempenho dos motores de maior capacidade utilizando motores cada vez menores. É perceptível o esforço das Montadoras em todo o Mundo em utilizarem motores de menor cilindrada, muitas vezes turbocomprimidos, em substituição aos antigos motores de maior cilindrada.

Esse fenômeno já se faz presente no Brasil e de forma bastante consistente. O ponta-pé inicial foi dado por uma montadora italiana que lançou um sedan médio dotado de um pequeno, mas valente, motor 1.4 turbo em um segmento até então dominado por motores 1.8 e 2.0.

Essa é a tendência do futuro – motores menores, mais eficientes, econômicos e menos poluentes !! Isso é Downsinzing!!

Alexandre

sexta-feira, 1 de maio de 2009

APRENDA A IDENTIFICAR AS CAUSA DO CONSUMO ELEVADO- PARTE II


Hoje, vamos falar de mais um grande vilão do consumo – o Filtro de Ar, que pode ser considerado um caso clássico de desvio de comportamento. Quando o Filtro de ar está limpo, não há nada que desabone sua conduta. Ele é capaz de realizar o seu trabalho de reter partículas sólidas, impurezas e poeira impedindo que os mesmos cheguem ao interior do motor de forma honesta.
Mas sua face obscura vem à tona quando o elemento filtrante está saturado de impurezas. A restrição causada pela saturação do elemento filtrante é comparado à experiência de respirar colocando um pano grosso sobre o rosto. Em pouco tempo você irá ficar cansado, com o fôlego curto. É mais ou menos o que ocorre no motor.

Quando o período de troca do filtro é extrapolado o acúmulo de impurezas sobre o elemento filtrante é tão grande que a passagem do ar fica restringida. Com menos ar a disposição o motor sua potência será reduzida, exigindo do motorista uma maior pressão sobre o acelerador. Ou seja, mais combustível será injetado, e consequentemente o consumo de combustível irá aumentar consideravelmente.

Há ainda outro agravante. O Filtro de Ar sujo não é apenas vilão do consumo, mas também das emissões. É que com menos ar admitido e mais combustível queimado para compensar a perda de potência, maior será o nível de poluentes lançados na atmosfera.

Agora, fazendo o papel de Advogado do Diabo, posso afirmar que o Filtro de Ar na verdade, é mais vítima que bandido. Afirmo isso porque ele nunca age sozinho. Na verdade é induzido por um comparsa – o proprietário do veículo. Isso mesmo. É ele quem desvia o Filtro de ar de sua nobre função, passando de herói a vilão.

Portanto, para evitar que isso ocorra é preciso respeitar o período de troca do Filtro estabelecido
pelo fabricante do veículo. Agindo assim, você estará protegendo seu próprio bolso.

Até o Próximo Post.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

domingo, 26 de abril de 2009

COMO CALCULAR A EMISSÃO DE CO2 DO SEU CARRO


Que o álcool derivado da cana-de-açucar é uma alternativa ecológica e economicamente viável aos combustíveis derivados do petróleo, isso todos nós já sabemos há décadas. Mas somente de uns cinco anos pra cá é que os estrangeiros têm demonstrado interesse pelo combustível nacional. Mudamos até a denominação de Álcool para Etanol com o objetivo de facilitar a divulgação de nosso combustível verde mundo afora.


O Etanol é o combustível do momento por emitir cerca de 73% menos CO2 que a Gasolina, e ser obtido através de um processo renovável. Mas como podemos constatar os benefícios do Etanol em nossos carros em termos de emissões? Bem, no Site etanolverde.com.br, criado pela UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar ) existe uma ferramenta extremamente interessante - a Calculadora de CO2.

Respondendo a um pequeno questionário é possível ter uma noção da quantidade de gás carbônico que deixou de ser emitido na atmosfera quando adotamos o Etanol como combustível. Eu mesmo fiz uso da ferramenta e verifiquei que contribuo com o planeta evitando a emissão de 396 kg de CO2 por mês, somente pelo fato de utilizar álcool em meu carro Flex !!! Sensacional !!!

O que a Calculadora CO2 faz é mostrar a redução na emissão de Gás Carbônico do Etanol em relação à gasolina. Para realizar os cálculos considera-se que para cada litro de etanol produzido, são emitidos pouco mais de dois quilos de CO2. No cálculo é considerado também o quanto de CO2 foi evitado durante o processo de fabricação do Etanol. A base de consumo é de 12 km/l para gasolina comum, com 25% de álcool anidro, e 9,2 km/l para o Etanol.

Após usarmos a Calculadora CO2 passamos a ter consciência de que a redução do efeito estufa não é apenas uma responsabilidade dos governos e grandes empresas, e que ações simples, como a escolha do combustível, certo podem fazer a diferença.

Click aqui para ter acesso a calculadora de CO2

Até próximo Post

Alexandre

segunda-feira, 20 de abril de 2009

SELO PROCEL PARA CARROS


Você já deve ter visto um selo, semelhante ao mostrado na figura acima, relacionado a algum eletrodoméstico como uma geladeira, por exemplo. Mas se levassem esse conceito aos automóveis? Bem, parece mais uma daquelas boas idéias que nunca sairão do papel. Errado. Desde a última sexta, dia 17, um modelo similar ao Selo Procel será utilizado também para orientar os clientes na hora da compra de um carro.

Isso mesmo, aquele selinho, chamado de Selo Procel de Economia de Energia, foi instituído através de um Decreto Presidencial de 08 de dezembro de 1993, sendo um produto do Programa Nacional de Conservação de Energia elétrica. Só que é utilizado para equipamentos domésticos como geladerias e ar condicionados com o objetivo de orientar o consumidor na hora da compra, indicando os produtos com maior eficiência energética através de uma classificação que varia de A, para o mais econômico, a E, o menos econômico.

Nos automóveis o Selo irá se chamar Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) e é o resultado de uma parceria entre o Inmetro e a Petrobrás através do CONPET, Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural. Serão oito categorias: subcompacto, compacto, médio, grande, esportivo, fora-de-estrada, comercial leve e comercial derivado de carro de passeio. E o Selo indicará o consumo de combustível no ciclo urbano e rodoviário, em Km/l para álcool e gasolina, ou Km/m3 para carros GNV.

Mas, por tratar-se de um assunto polêmico, os testes de consumo são realizados pelo Inmetro, seguindo padrões estabelecidos na Norma Técnica ABNT 7024, utilizando combustível padrão. Nesse teste o veículo funciona sobre um dinamômetro de rolos, simulando diferentes condições de tráfego. Os valores obtidos são médias de consumo e servem como referência para o consumidor.

Portanto, a partir de agora a etiqueta poderá ser utilizada nos Show Rooms das Concessionárias com o objetivo de ajudar o Cliente na escolha do modelo mais econômico. Na Europa existe uma classificação semelhante, mas voltada a emissão de poluentes, onde um selo indica a quantidade de poluentes emitida pelo motor.

A adesão ao Programa é voluntária, e até o momento apenas 05 montadoras participam da classificação. A expectativa é que este ano aproximadamente 30 modelos de cinco categorias sejam etiquetados.

Click aqui e veja a tabela com os carros que já receberam o Selo ENCE.


Alexandre

quarta-feira, 1 de abril de 2009

APRENDA A IDENTIFICAR AS CAUSAS DO CONSUMO ELEVADO - PARTE I


Recebo sempre e-mails de leitores reclamando de consumo elevado de seus carros. Mas Para tentar esclarecer essas questões preciso desprezar os efeitos causados por vícios de direção, como troca de marchas no tempo incorreto e me concentrar na busca por problemas mecânicos que influenciam diretamente no consumo.


Para isso vamos fazer uma varredura no motor e no sistema de injeção eletrônica na busca pelos principais vilões da “bebedeira“. Mas lembre-se do seguinte: quando uma peça defeituosa provoca a elevação do consumo perceberemos isso com o passar dos dias, ou em alguns casos, de um momento para outro. Mas, se seu carro sempre consumiu muito, lamento informar, mas o problema é a maneira como você dirige!! Bem, esse assunto vamos deixar para um próximo Post...

Agora, o mais procurado entre todos os malfeitores do consumo está o sensor de temperatura do líquido de arrefecimento. Não, não se engane pelo nome pomposo, esse sensor, mais conhecido como sensor de temperatura da água, é um dos maiores causadores do consumo elevado. Quando defeituoso, ele age informando à central um valor incorreto da temperatura em que o líquido de arrefecimento se encontra. Até aí não parece nada de mais, afinal de contas o que é que a temperatura da água que arrefece o motor tem a ver com aumento no consumo? Bem, é aí que está a maldade !!!

Esse ardiloso sensor, quando defeituoso, informa valores de temperatura abaixo do real, ou seja, a lábia do malandro convence a Centra eletrônica que o motor está mais frio do que na verdade está. Partindo desse princípio, a pobre e inocente Central aumenta o tempo de abertura dos injetores, elevando consideravelmente a quantidade de combustível consumido pelo motor.

Portanto, não se deixe enganar por esse sensor. Ele tem o costume de apresentar defeito em sistemas sujos e sem manutenção. Por isso, procure fazer a limpeza do sistema de arrefecimento a cada 10.000 Km, substituindo o aditivo.

Nos próximos Posts continuaremos a busca pelos vilões do consumo.

Alexandre

sábado, 28 de março de 2009

TECNOLOGIA POR TRÁS DA ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL – PARTE II


Na busca pela eficiência energética, as montadoras nacionais tem buscado inspiração em modelos europeus. O mais novo lançamento promete uma redução de 15% no consumo de combustível e emissões de poluentes.

É importante entender que tamanha economia não é resultado de uma ação isolada, mas sim, o somatório de modificações que ampliou em 1,5km a distância percorrida para cada litro de álcool, o que é bastante significativo!!!

Entenda quais foram as principais alterações realizadas:

Aerodinâmica
Foram adotados apêndices aerodinâmicos por toda a extensão da carroceria, com o objetivo de reduzir o coeficiente de atrito aerodinâmico, ou Cx. O que pelo jeito deu muito resultado, já que o uso de um spoiler dianteiro sob o pára-choque, grade dianteira mais fechada, saias laterais, e um aerofólio traseiro resultou em uma redução significativa do Cx, que passou de 0,34 para 0,31 !! Tradução disso tudo – uma redução no consumo de 2% !!!

Transmissão
As alterações ao nível da transmissão foram as mais significativas, proporcionando uma economia de quase 4,0% no consumo de combustível. Isso mesmo quase 4,0% !!! Para tanto, os engenheiros alteraram as relações de marcha, tornando-as mais longas, principalmente na última marcha. A relação do diferencial também foi modificada em relação ao modelo atual.

Suspensão
O trabalho na suspensão teve como objetivo rebaixar o veículo, favorecendo assim a aerodinâmica. O resultado é uma distância do solo menor em 12,00mm.

Pneus e Rodas
Os novos pneus e rodas adotam a medida de 14", em vez do aro 15 utilizado na versão convencional. Ou seja, pneus menores e de medidas mais estreitas aliviam 26 quilos no peso total do carro. O composto da borracha utilizado nos pneus, por sua vez, reduz a resistência ao rolamento, possuindo um banda de rodagem mais dura, sendo calibrados com 42 libras – 13 libras a mais que os pneus convencionais!!! Isso garante uma redução de 3,8% no consumo.

Até o próximo Post.

Alexandre
Saiba mais sobre o assunto:

quarta-feira, 25 de março de 2009

TECNOLOGIA POR TRÁS DA ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL – PARTE I


Recentemente, uma montadora nacional se utilizou de diversos artifícios técnicos de modo a obter um carro com o título de “ Mais econômico do Pais “. O que poderia ser modificado, melhorado e aplicado com o objetivo de reduzir consistentemente o consumo de combustível?

Foram realizadas alterações no motor, sistema de injeção de combustível, geometria de suspensão, pneus e especificação do óleo lubrificante. Tudo isso, somado a um medidor de consumo no painel para obter uma redução de 10% no consumo de combustível em relação à versão anterior do modelo. Pode parecer pouco, mais é extremamente significativo.

Observe que atingir a meta de redução de consumo não é o resultado de uma única ação, mas sim um conjunto de alterações, que somadas, permitem atingir patamares mais baixos de consumo de combustível.

Motor
Quanto menos energia é utilizada para mover os componentes internos do motor, menor será o nível de consumo. Daí as alterações realizadas em componentes internos do motor. Muitas peças tiveram seu peso reduzido, como o comando de válvulas que passou a ser oco. Os pistões foram aliviados em peso e as bielas deixaram de ser fundidas e passaram a ser forjadas (como nos carros de competição), tornando-as mais leves e resistentes.

A carga das molas das válvulas foi reduzida em 25%, reduzindo o esforço para acioná-las. Os dutos de admissão e escape foram retrabalhados, assim como o catalisador a fim de reduzir a restrição à passagem dos gases.

Óleo do motor
O óleo lubrificante do motor foi alterado, passando a especificação SAE 5W30. Isso significa menor atrito entre os componentes internos do motor. E, quanto menor o atrito, menos energia desperdiçada, e portanto menor consumo.

Sistema de Injeção de combustível
O Software da central eletrônica foi recalibrado, adequando o sistema de injeção de combustível as alterações mecânicas do motor.

Geometria da suspensão
A suspensão dianteira recebeu modificações na geometria, alterando os ângulos de Cáster e camber. O arraste do pneus é reduzido aliviando inclusive o peso ao girar o volante.

Pneus
A montadora encomendou ao fabricante de pneus um modelo de baixa resistência ao rolamento. O novo Pneu é elaborado com um composto especial de borracha e sílica cuja função é reduzir a resistência ao rolamento, mantendo a aderência.
Até o próximo Post.
Alexandre