sábado, 31 de janeiro de 2009

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE FREIOS - PARTE I


Em 1770,Nicolas Joshep Cugnot, inventor francês, estava tão obcecado pela idéia de colocar o primeiro veículo a vapor do mundo para andar que acabou esquecendo de um pequeno detalhe – como fazê-lo parar !!! O colosso de metal e madeira que pesava quatro toneladas e se deslocava a 3,6 Km/h sobre três rodas se chocou contra um muro em sua estréia.

Desde então, credita-se a Cugnot, não somente a criação do que viria a ser o tataravô dos carros modernos, mas também a criação do primeiro acidente automobilístico de que se tem notícia !! E, foi graças a esse fato histórico que a indústria dos freios ganhou impulso...

O princípio que rege um sistema de freio está ligado à capacidade de converter energia cinética em energia térmica. Isso que dizer que quando nos deslocamos com um veículo acumulamos energia cinética, que é a energia do movimento, e que para pará-lo é preciso converter essa energia em outra forma de energia. No caso, energia térmica em forma de calor.

Portanto, quanto mais calor gerado pelo sistema de freios mais eficiente será a frenagem. Só que não é tão simples assim...surge aí a limitação dos materiais utilizados no sistema. É que grande maioria dos matériais metálicos apresentam perda de eficiência causada pelo excesso de temperatura, fenômeno conhecido como Fading.

O material mais utilizado é o ferro fundido, que apesar de muito pesado, possui custo reduzido de produção, boa resistência mecânica e é um excelente condutor de calor. Esse material é utilizado na confecção dos discos e tambores de freio. Já em veículos de competição e em alguns carros esportivos estão sendo utilizados discos de freio de compostos cerâmicos por serem mais leves e mais resistentes à fadiga.

Nos próximos Posts veremos como surgiram os discos de freio, porque as pastilhas de freio não utilizam mais amianto na sua composição, além de dicas de manutenção.

Alexandre

Dicas AutoServico


  • O ferro fundido é utilizado nos discos de freio e tambor.
  • Quanto mais calor um sistema de freios gera, mais eficiente é.
  • Fading provoca a perda de eficiência dos freios.
Saiba mais sobre o assunto:

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PORQUE É PRECISO LIMPAR OS INJETORES?


Os eletroinjetores, também conhecidos como bicos, são pequenos componentes de acionamento elétrico responsáveis pela dosagem do combustível. E, apesar de pequenos, são de grande importância para o correto funcionamento do motor.

Mas para que o motor funcione realmente bem, é preciso que o combustível seja injetado no formato de minúsculas gotículas. Isso exige que os orifícios na extremidade do injetor sejam muito pequenos. Tão pequenos que uma simples sujeira, da espessura de um fio de cabelo, pode obstruí-los.

Essas impurezas entopem, total ou parcialmente, os injetores prejudicando a vazão do combustível para o motor. Isso acarreta aumento no consumo, falhas na aceleração e perda de potência.

Mas afinal, de onde vêm as impurezas? A resposta é: do próprio combustível !! Isso mesmo, o maior inimigo do injetor é o combustível que você usa no seu carro. Não. Não estamos falando de combustível adulterado. Estamos na verdade nos referindo a um resíduo existente na composição da gasolina nacional conhecido como Goma é o principal responsável pelo problema.

A Goma é resultante de deficiências no processo de destilação da Gasolina, e quando exposto às altas temperaturas no interior do motor transforma-se em Borra, que é aquela incrustação escura que você observa na extremidade do injetor.

Observe que a Goma está presente tanto na Gasolina Comum, quanto na Aditivada. Portanto, o correto é realizar, de forma preventiva, a limpeza dos injetores por ultra-som a cada 10 ou 15 mil quilômetros. Não podendo esquecer também do cuidado com a qualidade da Gasolina utilizada, além de substituir o filtro de combustível regularmente.

Até o próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • Ao limpar os injetores troque também o filtro de combustível.
  • Alternar um tanque de gasolina comum com um tanque de aditivada solta a sujeira do tanque, obstruindo os injetores.
  • A limpeza mais eficiente de injetores é por ultra-som.
Para saber mais sobre o assunto:

domingo, 25 de janeiro de 2009

COMO FUNCIONA O CARRO FLEX - PARTE IV



Antes de darmos continuidade à série de Posts sobre o Funcionamento do Carro Flex devemos relembrar alguns conceitos. Primeiramente, lembre-se que “Aprendizado” é termo dado a estratégia adotada pela Central de injeção para identificar o combustível que está no tanque. Em segundo lugar, apenas é possível “aprender” o novo combustível após determinar quando ocorreu um abastecimento.

Tendo esses dois conceitos em mente fica fácil entender que a estratégia de Aprendizado não ocorre constantemente, mas sim, em condições pré-determinadas. Ao todo são cinco condições na qual o aprendizado deve ocorrer. E, de modo a facilitar o entendimento, vou tratar cada uma dessas condições separadamente.

A primeira condição é também a mais importante, pois determina que na primeira partida após um abastecimento, o Aprendizado deve ser realizado. Isso significa que a Central de injeção irá “ler” os gases expelidos pelo escapamento nos primeiros segundos de funcionamento do motor logo após um abastecimento.

O interessante em tudo isso é que enquanto o Aprendizado é realizado a mistura de combustíveis no tanque ainda não foi determinada, e o motor está funcionando com os dados do aprendizado anterior.

Parece complicado? Vou tentar explicar de forma mais clara. Imagine que o tanque do seu carro está com um pouco de gasolina e você abastece com álcool. Nos primeiros instantes de funcionamento, o motor estará funcionando com os parâmetros de funcionamento da gasolina até que o sistema aprenda o novo combustível presente no tanque, no caso o álcool, e altere esses parâmetros. Fácil não?

Nem tanto... Nos próximos Posts daremos continuidade ao assunto.

Alexandre
Dicas AutoServico
  • O Aprendizado demora em média 15 segundos
  • Após um abastecimento é realizado o Aprendizado para determinar o combustível presente no tanque.
  • Carros Flex são mais sensíveis a combustíveis adulterados.
Saiba mais sobre o assunto

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

RUIDO COM O MOTOR FRIO É NORMAL?


A maioria dos motores possui um componente pouco conhecido - o Tucho. E é esse ilustre desconhecido que possui a nobre missão de transmitir o movimento do comando de válvulas para as válvulas do motor. Além disso, possui a função de limitar a folga entre o comando de válvulas e as válvulas.

Basicamente, há dois tipos de tucho: o “mecânico” e hidráulico”, mas todos eles possuem a mesma função. A diferença é que o tucho mecânico utiliza uma pastilha metálica enquanto que o hidráulico utiliza óleo para movimentar o tucho

Com o motor frio, o óleo está completamente acumulado na parte inferior do motor chamado de cárter. Isso inclui também o óleo que preenche os tuchos hidráulicos. Ocorre que ao dar partida nessa condição, o óleo, ainda muito viscoso em função da temperatura, tem dificuldade de circular pelo motor e atingir o cabeçote para realizar a lubrificação. Os tuchos, por estarem descarregados, aumentam a folga entre o comando de válvulas.

O barulho no motor, nessa situação, assemelha-se a uma seqüência de pequenos batidos, lembrando um pouco uma máquina de escrever. Na verdade é o ruído causado pela folga excessiva entre o tucho e o comando de válvulas. Mas não há o que temer pois à medida que o óleo aquece e a lubrificação é retomada, o óleo consegue circular por entre as canaletas, preenchendo os tuchos e reduzindo a folga.

Portanto, se escutamos um ruído com o motor frio, semelhante a batidos, por alguns breves minutos, podemos considerar normal. Mas, se o ruído permanece, mesmo com o motor aquecido, é preciso ir a uma oficina. O problema pode estar na bomba de óleo ou na viscosidade do óleo lubrificante.


Até o próximo Post.
Alexandre
Dicas Auto Serviço
  • Escutar leves batidos com o motor frio em um carro multiválvulas é normal.
  • O período de troca do óleo de um motor multiválvulas deves ser de 5.000Km.
  • Ruído constante, mesmo com o motor quente, é indício de problemas de lubrificação.
Saiba mais sobre o assunto:

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

SAIBA MAIS SOBRE O NOVO EXTINTOR DO TIPO ABC.


Equipamento obrigatório em automóveis desde 1968, o extintor de incêndio portátil é um dispositivo de segurança capaz de retardar a propagação das chamas, ou até mesmo, extinguir um pequeno foco de incêndio.

Desde então, a classificação para esse tipo de aplicação atendia pelas letras “B”, para líquidos inflamáveis e “C”, para equipamentos elétricos. Mas, a resolução número 157, de 22 de abril de 2004 do COTRAN, alterou significativamente os padrões para utilização de extintores, estendendo a aplicação para um nível mais elevado de segurança – a classificação ABC. Isso significa maior eficiência no combate ao fogo.

Essa regulamentação, vigente desde 1° de janeiro de 2005, obriga a substituição dos extintores do Tipo “BC” por novos modelos do tipo “ABC” até 2009. Mas o que muda afinal?

Bem, basicamente, o que muda é o tipo de pó utilizado. No modelo anterior era utilizado um pó químico seco feito à base de Bicarbonato de sódio, enquanto que o novo modelo utiliza base de fosfato monoamônico, que apesar do nome complicado, não é prejudicial à saúde.

Mas a principal vantagem reside no fato do novo extintor ser capaz de extinguir a chama em incêndios de Classificação “A”, provocados em materiais como madeira, papel e borracha. Isso amplia a capacidade do extintor e aumenta a segurança do motorista. Outra vantagem é que o extintor possui cinco anos de validade contra 03 anos do modelo convencional.

Alguns podem afirmar que a substituição pelo novo extintor é bastante cara, já que o preço praticado para o modelo anterior, à base de troca, era em torno de R$ 10,00 contra os R$ 100,00 pedidos pelo do Tipo ABC. Isso é explicado pelo fato de não ser reaproveitado, sendo descartado após o uso ou expiração do prazo de validade.

É bom lembrar que caro mesmo é a multa de R$ 127,69, somados a perda de cinco pontos na carteira, para aqueles que não portarem o extintor no veículo, ou que apresentem prazo de validade vencido, carga de pó baixa, ou sem o lacre de proteção da trava.

Até o próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • A data de validade deve estar visível e assim com o selo do INMETRO.
  • O indicador de carga não pode estar na escala vermelha, indicando carga baixa.
  • É obrigatória a presença do extintor de incêndio no veículo sob pena de multa de R$ 127,69.

DAR "CHUPETA" NA BATERIA PREJUDICA A INJEÇÃO ELETRÔNICA?


Quem nunca ficou com o carro parado por causa de uma bateria descarregada? É no mínimo constrangedor tentar funcionar o carro e perceber que o motor de partida não dá sinal de vida...

Há um tempo atrás escrevi um Post que fala sobre
problemas que podem surgir ao colocar o carro para pegar no tranco. Mas, quando a carga da bateria está muito baixa empurrar o carro não adianta nada. Nesse caso, é necessário utilizar um cabo auxiliar para recarregar a bateria.

Esse procedimento, mais conhecido como “Chupeta”, utiliza um cabo de cobre com garras para ligar a bateria descarregada em uma outra bateria. Mas não basta simplesmente ligar o cabo e dar partida no motor. É importante respeitar a seqüência de ligação de modo a evitar centelhas e faíscas, que podem provocar curtos ou princípio de incêndio.

O correto é funcionar primeiramente o veículo que servirá como “doador”, ligando o cabo no pólo positivo da bateria e em seguida no pólo negativo. Uma vez ligado o cabo no carro em funcionamento devemos realizar a ligação no carro parado, obedecendo à mesma seqüência.

NOTA IMPORTANTE: Com o cabo ligado ao veículo em funcionamento não podemos encostar a garra positiva com a negativa, sob o risco de provocar curto-circuito que pode danificar seriamente a central de injeção eletrônica.

Uma vez feita a ligação do cabo não devemos funcionar o motor de imediato. É preciso que a bateria acumule uma certa carga que será utilizada para acionar o motor de partida. Para facilitar a carga da bateria, a dica é manter o carro doador acelerado em cerca de 2/3 da capacidade do alternador, ou seja, em tono de 2.000 rpm. Assim a tensão aumenta otimizando a recarga.

Após alguns minutos dê a partida no motor, desconectando os cabos da bateria, retirando primeira a garra do borne negativo e em seguida o positivo.

Até o próximo Post.

Alexandre
Dicas AutoServiço
  • Antes de dar a partida, mantenha o carro "doador" em torno de 2000 rpm.
  • Evite por um carro com injeção eletrônica para pegar no tranco.

  • Siga a sequência correta para ligação dos cabos da bateria. Isso evita centelhas e curtos.

Saiba mais sobre o assunto:

sábado, 10 de janeiro de 2009

CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS DE TRAÇÃO.


O comportamento de qualquer carro está diretamente ligado à maneira como o torque do motor é transmitido às rodas. Para tanto, é preciso dimensionar o tipo de tração de acordo com A utilização ao qual se destina o veículo. Nesse Post veremos as características da tração dianteira, traseira, 4x4 e integral.

A Tração dianteira, por exemplo, é a mais utilizada em carros de passeio de pequeno e médio porte por favorecer o melhor aproveitamento do espaço interno, já que não há árvore de transmissão para o diferencial. Esta configuração está mais adaptada a uma disposição transversal do motor, tornado o conjunto bastante compacto. O curioso, é que durante muitos anos, o carro mais vendido do País adotava uma configuração longitudinal do motor, menos comum, sendo o único modelo compacto do mundo a utilizar essa disposição!

Já a Tração traseira é recomendada para motores de maior capacidade ou veículos de carga, onde o trem dianteiro teria dificuldade em digerir potências acima de 200 cv, afetando a dirigibilidade. Este conceito é bastante utilizado em modelos de alto luxo e esportivos, que desta forma garantem um excelente comportamento dinâmico determinado pela melhor distribuição do peso ( motor dianteiro longitudinal e tração traseira ).

A Tração 4x4, bastante difundida em veículos off-road, permite elevada capacidade de tracionamento nas quatro rodas. Através de um mecanismo conhecido como “roda livre” é possível determinar apenas tração traseira ou nas quatro rodas, de acordo com as condições do piso. Nos veículos mais modernos, esta alteração pode ser realizada através de um botão no painel, sob o comando do motorista, ou automaticamente, através de controle eletrônico. Este tipo de tração exige uma Caixa de redução e um diferencial central que permite a utilização de marchas reduzidas, necessárias em terrenos difíceis.

Diferentemente da Tração 4x4, o objetivo da Tração integral é a distribuição uniforme e permanente do Torque nas quatro rodas, favorecendo o comportamento dinâmico do veículo. Este Sistema é bastante difundido em Provas de Rallye onde a distribuição do Torque é normalmente de 40% na dianteira e 60% na traseira, passando a ser assimilado por alguns veículos de luxo e esportivos de primeira linha.


Até o próximo Post

Alexandre

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

UM CARRO COM HODÔMETRO DIGITAL É MAIS CONFIÁVEL?


O hodômetro é um dispositivo mecânico cuja função é registrar a distância percorrida pelo veículo em metros e quilômetros. E, por tornar possível a identificação da quilometragem do carro, passou a servir como uma espécie de “ atestado de uso” na hora da revenda.

No sistema convencional, o hodômetro é acionado por um cabo que também é utilizado para acionar o velocímetro. Este cabo conta com uma pequena engrenagem ligada ao diferencial do veículo, que através de uma relação de transmissão, converte cada giro do diferencial em metros, sendo a distância indicada em um mostrador do painel. Pela simplicidade do sistema é possível desconectar o cabo e alterar o mostrador no painel.

Alguns carros com injeção eletrônica possuem um hodômetro digital, onde a informação é mostrada em um display no painel de instrumentos. Neste caso, um sensor montado no diferencia produz sinais elétricos reconhecidos por uma central eletrônica que os converte em dados numéricos indicando a quilometragem.

É importante saber que em alguns veículos com hodômetro digital a informação da quilometragem é registrada no próprio painel de instrumentos, o que facilita a adulteração, pois basta substituir o painel completo. Já os carros mais modernos apresentam recursos bastante confiáveis, pois as informações sobre a quilometragem do veículo ficam armazenadas em uma memória na própria central de injeção eletrônica, o que impede qualquer tipo de fraude.

Até o próximo Post

Alexandre


Dicas AutoServiço

  • Adulterar o hodômetro de um veículo é considerado crime.
  • Hodômetros analógicos não são confiáveis por serem adulterados com facilidade.
  • Hodômetros digitais modernos registram a quilometragem real na central de injeção.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O QUE CAUSA O MAU CHEIRO NO AR CONDICIONADO?




Muitas vezes, ao ligarmos o ar condicionado, sentimos um mau cheiro saindo pelas aletas de ventilação. O odor desagradável, semelhante a algo podre, invade o habitáculo, incomodando o motorista e passando uma má impressão aos passsageiros.

Na verdade é difícil fugir desse problema. O mau cheiro ocorre em qualquer sistema de climatização, seja veicular, residencial ou industrial. As causas do problema são as mais diversas...mas, nesse Post vamos nos concentrar nas três principais ocorrências em um automóvel.

Um dos problemas mais comuns é o acúmulo de folhas no interior da caixa de ar. Isso ocorre normalmente em veículos que ficam estacionados embaixo de árvores. Essas folhas caem pelas entradas de ar na parte superior do capô, apodrecendo e liberando odores indesejados.

Outro grande causador de mau cheiro é a formação de colônias de bactérias sobre a superfície do evaporador. Essa região é favorável à proliferação de bactérias, por ser quente e úmida. E, por está relacionado a uma condição do próprio ar condicionado, é difícil de evitar.

Para finalizar, temos o
Filtro de cabine que quando saturado de impurezas apresenta odores que são levados ao interior do veículo. A ocorrência desse problema é maior quando extrapolamos o prazo de troca do elemento filtrante, em torno de 30.000 km.

Mas afinal de contas como evitar o mau cheiro no ar condicionado?
Bem, aí já é assunto para outro Post.

Alexandre

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

COM O MOTOR DESLIGADO É NORMAL O VENTILADOR NÃO FUNCIONAR?


Se o seu carro não mantém o ventilador acionado quando o motor está desligado isso é normal. Desde que seu carro seja relativamente novo e o motor não esteja aquecendo...

É que nos veículos mais atuais, quem comanda o acionamento do eletroventilador do radiador é a Central do sistema de injeção eletrônica, ativando o ventilador apenas no momento correto. Esse sistema utiliza a informação do sensor de temperatura da água para indicar se há ou não necessidade de acionamento do ventilador.

Normalmente, a ativação do ventilador é realizada quando há a necessidade de uma refrigeração mais eficiente do sistema de arrefecimento, como quando o veículo está parado no trânsito, ou quando o ar condicionado é acionado.

Agora, se pensarmos bem, acionar o ventilador com o motor desligado não traz benefício algum. É que estaremos refrigerando apenas a água que está no interior do radiador, o que traz pouco resultado...Além do que, manter o ventilador funcionando com o parado consome a bateria.

Nos Sistemas mais antigos, o acionamento do ventilador é responsabilidade de uma válvula chamada vulgarmente de "Cebolão". Essa válvula utiliza um par bi-metálico que fecha o contato do ventilador sempre que a temperatura chega a um determinado valor. Ou seja, o funcionamento do ventilador independe se o motor está ligado ou desligado...


Até o próximo Post

Alexandre

Dicas Auto Serviço
  • Utilizar apenas água no radiador provoca oxidação e entupimento do sistema de arrefecimento.
  • Utilize sempre aditivo no sistema de arrefecimento, na proporção de 30% de aditivo para 70% de água.
  • Realize a limpeza do sistema de arrefecimento entre 20.000 e 30.000 Km

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

VIDEO - A escolha do combustível na viagem com carro flex

Esse Video mostra uma matéria interessante sobre o uso de Álcool ou Gasolina numa viagem.

Reportagem da Band, publicada no Uol Mais.

Alexandre

Para ver o video, basta clicar no link abaixo:

UOL Mais › A escolha do combustível na viagem com carro flex

TREPIDAÇÃO NO PEDAL DE FREIO NO CARRO COM ABS É NORMAL.


Ao realizar uma frenagem de emergência o motorista pressiona o pedal de freio de forma brusca. A tendência é que a pressão exercida sobre as pinças de freio provoque o travamento das rodas. Ocorrendo isso, o espaço de frenagem é drasticamente ampliado, além da dirigibilidade ficar comprometida nessa situação.

O ABS ( Anti Lock Brake System ) é um Sistema que foi desenvolvido com o objetivo de auxiliar em condições de frenagens bruscas impedindo o travamento das rodas, aumentando assim, consideravelmente a segurança.

O sistema é composto por sensores instalados nas rodas que medem a desaceleração de cada roda individualmente comparando o resultado com as demais. Caso uma delas desacelere mais rápido que as outras, é indício de travamento. Nesse caso, a unidade eletrohidráulica do ABS ativa uma válvula, liberando a pressão sobre a pinça de freio, fazendo com que a roda acelere novamente. Em seguida, a pressão é novamente exercida sobre a pinça. Esse processo é repetido dezenas de vezes por segundo.

O vai-e-vem de fluido de freio pelas tubulações gera uma pequena vibração no pedal, o que pode ser caracterizado como normal. A trepidação do pedal é um indício que o ABS está funcionando, e que portanto não deve ser tratado como defeito.

Mas, alguns motoristas, talvez por não conhecerem o sistema, retiram o pé do pedal de freio, o que é incorreto, pois ao aliviar a pressão sobre o pedal durante uma frenagem estamos comprometend a eficiência dos freios.

Até o próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço

  • A trepidação do pedal numa frenagem de emergência é normal.
  • O Sisteam ABS evita o travamento das rodas e mfrenagesn de emergência.
  • Em um carro com ABS utiliza fluido de freio DOT 5

sábado, 20 de dezembro de 2008

PERDA DE EFICIÊNCIA DO AR CONDICIONADO PODE ESTAR LIGADA AO FILTRO DE CABINE.



A perda de eficiência de um sistema de ar condicionado nem sempre está relacionado a um vazamento. O problema pode estar em um componente que muitos até desconhecem – o Filtro de Cabine.

É que boa parte dos veículos produzidos no País saem de Fábrica com um elemento filtrante cuja função é reter partículas de poeira impedindo que as mesmas cheguem ao habitáculo. Esse Filtro é fabricado em uma fibra especial de poliéster que retém partículas menores que um grão de poeira, como o Pólem, maior causador de alergias. Alguns possuem até tratamento químico para inibir odores.

Localizado por trás do painel, mais precisamente na caixa de ar, esse Filtro é responsável pela qualidade do ar admitido no interior do veículo, funcionando como uma barreira para partículas e impurezas.

E, assim como qualquer filtro, precisa ser substituído dentro de um prazo determinado. Quando esse período é ultrapassado o Filtro fica saturado de impurezas comprometendo sua eficiência. Nessa condição, o fluxo de ar é restringido, reduzindo consideravelmente o rendimento do sistema de Ar Condicionado do veículo.

Portanto, para garantir a qualidade do ar que vai para o habitáculo é preciso substituir o Filtro a cada 30.000 Km. Fazendo isso, você evita mau cheiro ao ligar o ar condicionado, melhora o fluxo de ar que sai pelas aletas de ventilação e elimina impurezas que podem causar alergias.

Até o próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço

  • Mau cheiro ao ligar o Ar Condicionado pode ser causado pelo Filtro sujo.
  • Substituir o Filtro dentro do prazo aumenta a eficiência do Ar Condicionado.
  • O Filtro de Cabine deve ser substituído a cada 30.000 Km.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PORQUE NÃO É RECOMENDADO REPOUSAR A MÃO SOBRE A ALAVANCA DE MARCHAS?

Um hábito muito comum entre os motoristas brasileiros é repousar a mão sobre a alavanca de marchas, e que deve ser combatido por dois motivos. O primeiro, diz respeito à segurança, pois o correto é permanecer sempre com as duas mãos sobre o volante. O Segundo, é que esta postura, além de insegura, prejudica os componentes do câmbio.

Se observarmos, a alavanca de marchas possui uma vibração natural, causada pelo movimento dos componentes do motor e do câmbio. Quando repousamos a mão sobre a alavanca limitamos este movimento, o que pode ocasionar uma folga nas pequenas buchas que compõem as articulações do sistema de mudança de marcha ou o desgaste dos garfos de acionamento do câmbio.

A pressão exercida pelo peso da mão sobre a alavanca pressiona os garfos de acionamento das engrenagens das marchas contra o anel sincronizador, que é o responsável pelo engate. Nessa situação esses componentes são mantidos em uma posição de pré-acionamento. O contato permanente dessas peças resulta no desgaste prematuro do conjunto, podendo ocasionar dificuldades de engrenamento das marchas, vibrações excessivas e ruído durante a troca de marchas.


Até o próximo Post.

Alexandre
Dicas AutoServiço
  • Mantenha sempre as duas mãos sobre o volante.
  • Repousar a mão sobre a alavanca ocasiona folgas e desgaste prematuro dos componentes do câmbio.


  • O desgaste do câmbio provoca dificuldades de engate, vibrações e ruído durante a troca de marchas.
  • sábado, 13 de dezembro de 2008

    COMO FUNCIONA O CARRO FLEX – PARTE III


    No Post segundo Post da Série sobre o funcionamento do carro Flex explicamos como o sistema de injeção eletrônica identifica quando ocorre abastecimento. Hoje, iremos falar como a central sabe que após o abastecimento houve mudança de combustível.

    E esse foi o maior desafio dos engenheiros. Como tornar possível a identificação da mistura presente no tanque? Bem, os primeiros protótipos utilizavam um sensor instalado no tanque que media a densidade do combustível. Daí, pela diferença de densidade entre a gasolina e o álcool era possível identificar a mistura no tanque. Só que isso exigia a instalação de um novo sensor.

    A solução veio através de um software. Um sofisticado programa instalado na Central eletrônica permitiu que utilizando o sinal da sonda de oxigênio presente no escapamento fosse possível identificar a mistura de combustível. Ou seja, sem a necessidade de utilização de novos sensores que resultariam em mais custo, apenas através de cálculos é possível identificar, com precisão, se o tanque está abastecido com álcool hidratado, gasolina, ou a mistura, em qualquer proporção, dos dois combustíveis.

    Explicando melhor. O sensor instalado no escapamento “lê” a quantidade de oxigênio presente nos gases de escape, informando à Central eletrônica através de sinais elétricos. Esses sinais são processados e interpretados pelo Software que determina com precisão o combustível presente no tanque. Essa estratégia conhecida como “Aprendizado”, ocorre sempre que haja abastecimento maior que três litros no tanque, e dura em torno de 15 segundos.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço


    • São necessários em torno de 15 segundos para a Central aprender o novo combustível.
    • Os carros Flex são mais sensíveis a combustíveis adulterados.
    • O reconhecimento do combustível ocorre após o abastecimento.
    Para saber mais sobre o assunto:

    sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

    SAIBA MAIS SOBRE O FAROL DE XENON.


    Há algum tempo atrás os faróis de Xenon eram exclusividade de modelos importados de luxo, e logo tornaram-se sinônimo de exclusividade e sofisticação. Mas, por trás da beleza existe a funcionalidade. E é isso que diferencia a tecnologia de faróis de Xenon de outros sistemas de iluminação convencional por produzirem um feixe luminoso mais consistente e eficiente.

    É que ao contrário das lâmpadas convencionais que utilizam um filamento de tungstênio incandencente para produzir luminosidade, o faróis por descarga de gás utilizam reatores de alta descarga elétrica conhecidos como HID ( Hid Intensity Discharge ). Nele utiliza-se uma lâmpada especial, cujo bulbo é preenchido com uma mistura de gases nobres do qual se sobressai o Xenônio. A luminosidade é produzida pela passagem de uma corrente elétrica nos eletrodos internos, ionizando o gás. Mas para que isso ocorra é necessário gerar uma elevada tensão elétrica, da ordem de 20.000 volts. Por isso a necessidade de um reator e um starter ou ignitor.

    Como não há filamento aquecido, esse tipo de lâmpada possui maior vida útil, pois se torna mais resistente a vibrações e impactos. A durabilidade chega a 3.000 horas de uso, ante apenas 300horas do modelo convencional.

    A luminosidade produzida pelo gás pode ser cinco vezes superior quando comparada ao o sistema Halógeno, com um consumo de corrente elétrica 40 por cento menor.

    A coloração do feixe luminoso produzido pela lâmpada de Xenon é branco azulado diferentemente do facho amarelado dos faróis convencionais. A cor varia em função da temperatura, passando de 3.000K na cor branca a até 6.000K na cor azul.

    Nos próximos Posts falaremos sobre a nova regulamentação do Cotran para uso de faróis de Xenon.


    Até o próximo Post

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • A capacidade de iluminação do Xenon é até cinco vezes maior que uma lâmpada comum.
    • Quanto maior a temperatura, mais azulado é o feixe luminoso.
    • A lâmpada de Xenon dura até 3.000 horas.

    sábado, 6 de dezembro de 2008

    O QUE É CARBONIZAÇÃO?


    Um dos maiores inimigos da saúde de qualquer motor movido a Gasolina é resultado da queima incompleta do combustível. A Carbonização, como é conhecido o problema, é a formação de resíduos de carbono derivados da combustão ineficiente.
    Vou utilizar um exemplo de nosso cotidiano para ilustrar o caso. Imaginem uma dona de casa. Ela consegue saber o momento da troca do botijão de gás apenas pela cor da chama do fogão, que passa do tom azul para assumir uma coloração alaranjada. Ela observa ainda, que o fundo da panela fica escuro pela formação de uma fina camada de pó preto. Essa mancha escura nada mais é que resíduo de carbono que compõe o gás que não foi totalmente queimado, acumulando no fundo da panela. E é exatamente isso que ocorre no motor.

    Quando a combustão da gasolina não é completa, parte do carbono não queimado se acumula nas válvulas, pistões e câmaras do motor. Daí o nome carbonização.

    Fatores como a qualidade do combustível ou deficiências do sistema de ignição, como velas de ignição gastas, influenciam na carbonização do motor. Mas, o principal responsável é, sem dúvida, a maneira de dirigir. É que a troca de marchas no momento errado prejudica a queima do combustível, gerando resíduos que se acumulam no interior do motor.

    O principal sintoma da carbonização do motor é a perda gradativa de potência do motor, e conseqüente aumento do consumo e emissão de poluentes.

    Mas porque a gasolina carboniza mais o motor que o Álcool? Bem isso veremos em um próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Velas de ignição gastas carbonizam o motor.
    • Trocar as marchas no tempo certo reduza tendência de carbonização do motor.
    • Cuidado ao realizar a descarbonização do motor com produtos pressurizados.

    sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

    EM UM CARRO 0KM É PRECISO AMACIAR O MOTOR?


    Há aproximadamente 20 anos atrás, ao se comprar um carro novo, o vendedor recomendava sempre realizar o amaciamento do motor. O Amaciamento, procedimento comum na época, consistia em rodar com o veículo sem acelerações bruscas, evitando manter altas velocidades por um longo período, de forma a acomodar as peças do motor. Era preciso também, esperar aquecer o motor antes de sair com o carro, além de manter a rotação, segundos antes de desligar o motor. A troca de óleo deveria ser realizada inicialmente com 1.000 Km

    Verdade seja dita, naquela época a usinagem do motor era concluída com o motor em funcionamento!! Devido às deficiências nos processos de fabricação, alguns componentes apresentavam pequenas irregularidades no acabamento superficial das peças, o que contribuía para o aumento do desgaste em função do atrito elevado entre as peças. Era possível observar nas primeiras trocas de óleo, entre 2.000 e 3.000 km, a presença de pequenas partículas metálicas resultantes da acomodação das peças.

    Atualmente, o desenvolvimento de novos óleos lubrificantes, e a evolução dos processos de usinagem e fundição dos componentes do motor, tornam esta prática desnecessária, apesar de ainda utilizada por alguns motoristas.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço

    • Em um veículo OK não é preciso amaciar o motor.
    • Trocar o óleo e o filtro regularmente aumentam a vida útil do motor.
    • A vida útil dos motores atuais é de aproximadamente 300.000 Km.

    sábado, 29 de novembro de 2008

    APRENDA A IDENTIFICAR VAZAMENTO DE GÁS NO AR CONDICIONADO.


    Essa semana recebi alguns e-mails relatando problemas com ar condicionado. Mais especificamente, sobre vazamento. Resolvi então, elaborar um Post sobre o assunto com o objetivo de ajudar os leitores do Blog. São dicas que podem esclarecer a perda de eficiência do sistema de ar condicionado.

    - Funcione o motor e ligue o botão do ar condicionado. Após um ou dois segundos devemos escutar o acoplamento da embreagem magnética do compressor. Um ruído semelhante a um " plac". O não atracamento do compressor é um forte indício de quantidade insuficiente de gás refrigerante.

    - Ainda com o motor funcionando, verifique se o compressor entra e sai, repetidas vezes. O acoplamento e desacoplamento da embreagem do compressor também é um forte indício de gás em excesso ou em falta.

    - Agora, se ao ligar o ar condicionado você percebe um cheiro diferente no interior do carro, isso é vazamento na certa. Principalmente, pelo evaporador, que é um componente do sistema que fica por trás do painel. É que o gás possui um odor característico, sendo percebido nos primeiros instantes de funcionamento. É difícil descrever o odor, mais um técnico especializado com certeza é capaz de identificar.

    - Para ser caracterizado o vazamento é preciso que a perda de eficiência seja gradativa, deixando aos poucos de resfriar. Pois quando há vazamento, a perda de gás é lenta...reduzindo a eficiência gradativamente. Já no caso de um problema elétrico, a perda de eficiência é instantânea.

    Se o seu carro se encaixa em uma das questões acima é indício de vazamento. Nesse caso, o recomendado é dar uma nova carga de gás, acompanhada por um líquido especial chamado contraste. Esse líquido permite identificar vazamentos quando exposto à luz ultravioleta.
    Mas afinal de contas, porque ocorrem os vazamentos? Bem, isso já é assunto para um próximo Post.

    Alexandre

    quarta-feira, 26 de novembro de 2008

    É NORMAL O AIR BAG NÃO ACIONAR EM UMA COLISÃO?


    O Air Bag, é um dispositivo de segurança passiva, ou seja, entra em ação no momento do acidente. Seu objetivo é proteger os passageiros, formando uma proteção que reduz o impacto contra o interior do veículo em caso de colisão.

    Mas para que esse dispositivo possa realmente proteger, é necessário que certas condições sejam atendidas. A primeira exigência é que a colisão seja frontal. Em caso de colisão lateral, traseira, ou mesmo um capotamento, os air bags não são ativados. É que nesses casos, o acionamento das bolsas poderia provocar graves lesões aos passageiros.

    A segunda condição é que a desaceleração provocada pela colisão atinja um valor mínimo, justificando a abertura das bolsas. Para tanto, sensores de desaceleração instalados dentro de uma central eletrônica realizam constantes medições, a fim de determinar o momento exato do acionamento.

    A terceira condição é que os cintos estejam atados. É que, diferentemente do modelo americano onde o cinto não é obrigatório, no Brasil, seguimos o padrão europeu conhecido como Euro Bag, onde o Air bag apenas torna-se eficiente atuando em conjunto com o cinto de segurança.

    Entendemos então, que para que haja o disparo dos Air Bags é preciso atender a determinadas condições. Isso irá garantir a máxima eficiência do sistema e a melhor proteção dos ocupantes do veículo.

    Apenas no caso de um defeito é que o acionamento das bolsas será inibido. Nesse caso uma luz espia permacerá acesa no painel de instrumentos informando ao condutor sobre a anomalia.