sábado, 1 de novembro de 2008

RETIRAR O CATALISADOR AUMENTA A POTÊNCIA DO MOTOR?


A preparação de motores é uma das áreas mais instigantes da mecânica. Conseguir extrair alguns cavalos a mais de potência é um desafio para qualquer preparador experiente. Para conseguir esse feito é preciso seguir uma receita básica - Aumentar a entrada de ar e combustível no motor e facilitar a saída dos gases de escape.

E quando falamos em facilitar a saída dos gases de escape muitos entendem como retirar o catalisador. E aí está um grande erro. É que ao contrário do que muitos pensam, o conceito de retirar o Catalisador para que o motor “respire” melhor é distorcido. Esta prática, ainda bastante difundida, não traz benefício algum ao motor. Pelo contrário, resulta em aumento do consumo e perda de desempenho, além, é claro, do risco de Multa e apreensão do veículo.

O que ocorre na verdade, é que, devido à constituição interna em forma de Colméia, o Catalisador restringe o fluxo de gases, dificultando sua saída. Porém, como isto é determinado ainda na fase de projeto, esta perda de carga é compensada pela programação do Sistema de Injeção e Ignição.

Portanto, a simples remoção do catalisador, além de proibida por lei, exige alterações profundas no Sistema de Admissão e descarga, através do retrabalho nos coletores ou substituição por um conjunto dimensionado, além da necessidade de remapeamento do Sistema de Gerenciamento Eletrônico do motor para compensar esta alteração.

Até o próximo Post.

Dicas AutoServiço
  • Retirar o catalisador aumenta o consumode combustível
  • A vida útil de um catalisador é de 80.000 Km
  • Velas de ignição gastas prejudicam o Catalisador.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

GÁS DO AR CONDICIONADO TEM PRAZO DE VALIDADE?


Qualquer automóvel possui um Manual do proprietário com um plano de manutenção onde a montadora recomenda o momento da substituição de alguns componentes. Há indicação de período de troca do óleo, correias, filtros, velas... Mas e o fluido do ar condicionado? Não existe recomendação de troca?

Bem, essa informação nunca será encontrada no manual de um veículo, pois o fluido refrigerante não tem prazo de validade! É que no interior do sistema de ar condicionado o fluido sofre apenas transformações físicas, de líquido para gás, e de gás para líquido. Nesse caso, as propriedades do fluido são mantidas, eliminando a necessidade de troca.

Explicando melhor. Quando queimamos uma folha de papel o estamos transformado em cinzas. Mas das cinzas não posso obter papel. Esse é um exemplo de transformação química, onde as características de um material são alteradas permanentemente. Já numa transformação física, essas características e propriedades são mantidas. A água, por exemplo, quando colocada no congelador muda do estado líquido para sólido. Mas continua sendo água. Se derretermos o gelo obtemos novamente água no estado líquido.

E é exatamente isso que ocorre como o fluido refrigerante. Dependendo da pressão no sistema, o fluido irá se tornar líquido ou gasoso, infinitas vezes, sem alterar suas características.

Observe ainda que é incorreto chamar o fluido refrigerante de Gás, pois, como vimos o seu estado físico muda de acordo com a pressão do sistema. E, antes que alguém pergunte, apenas utilizei o termo “Gás” no título do Post por ser mais popular.

Vimos então que não há prazo para troca do fluido refrigerante. Esse período é indeterminado. Se não houver vazamentos ou contaminação do fluido, pode ter certeza que irá durar mais que o próprio veículo !! Porém, é recomendado, ao menos uma vez ao ano, reciclar o “gás” para eliminar umidade e impurezas do sistema. Esse assunto podemos explicar melhor em um próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço

  • O fluido refrigerante utilizado atualmente é o R 134A.
  • Redução da quantidade de fluido refrigerante é indício de vazamento.
  • Não há prazo para troca do fluido. Esse período é indeterminado.

sábado, 25 de outubro de 2008

COMO FUNCIONA O CARRO FLEX – PARTE I

 Posso afirmar que o sistema Flex foi a primeira grande evolução do sistema de injeção desde que foi lançada no País em 1988. E, que desde o final da década de 80 o sistema de injeção havia passado por diversas melhorias e ajustes, mas nenhuma modificação causou tanto impacto quanto o surgimento dos carros Flex em 2003, fato este que considero um marco para a indústria automobilística nacional.

Mas, passado cinco anos, percebo que muitas pessoas ainda têm dúvidas quanto ao funcionamento do Sistema. Daí a minha iniciativa de fazer Posts abordando temas como partida a frio, mistura de combustíveis e uso de álccol. Mas qual a tecnologia por trás do sistema Flex? Como é possível um mesmo motor utilizar dois combustíveis com características tão distintas? Essas e outras questões serão apresentadas a partir de hoje aqui no Blog.

Mas antes de entendermos como funciona, é preciso entender o que muda em relação a um veículo similar movido à gasolina. Primeiramente preciso esclarecer que um motor Flex não é um motor a Álcool que pode utilizar Gasolina. Mas sim, um motor originalmente movido à Gasolina que foi adaptado para trabalhar também com Álcool, e isso faz muita diferença.

O maior desafio dos engenheiros foi adequar o motor ao uso do Álcool hidratado tornando necessário substituir diversos componentes que têm contato direto com o combustível como tubulações, bomba de combustível, material dos pistões, catalisador, injetores entre outros.

Principais modificações

  • A Central de Injeção sofreu mudanças, passando a utilizar um processador de maior capacidade. Apenas para se ter uma idéia, a capacidade de processamento foi aumentada em mais de 4 vezes.

  • Os injetores passaram a contar com uma vazão 40% maior em relação aos originais a gasolina, de modo a atender a maior necessidade de combustível do motor Flex.

  • A bomba de combustível recebe um tratamento químico a fim de suportar a oxidação causada pela água presente no álcool. Seus componentes internos são protegidos evitando o contato com o combustível.

  • O catalisador assume uma posição mais próxima do motor, de modo a tornar mais eficiente a conversão dos gases de escape.

  • Como o motor Flex precisa funcionar como dois combustíveis, a taxa de compressão nem é a do álcool, em torno de 12:1, nem a da gasolina, próximo de 9,5:1, mas sim intermediária, na faixa de 11,5:1.

    Nos Próximos Posts continuaremos a falar sobre o funcionamento do sistema Flex.

    Alexandre
Saiba mais sobre o assunto:

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

COMO FUNCIONA O IMOBILIZADOR? PARTE II


No primeiro Post Como funciona o imobilizador vimos, de uma forma geral, o funcionamento do sistema. Nesse e nos próximos Posts vamos comparar a primeira e a segunda geração de imobilizadores. Mas para isso, é preciso voltar um pouco no tempo, mas precisamente até o final dos anos 90.

Nessa época presenciamos o nascimento da primeira geração de imobilizadores, caracterizada pela presença de uma pequena central eletrônica, normalmente instalada na coluna de direção, e um conjunto de chaves, das quais se destacava uma de cor diferenciada conhecida como Chave Mestra.

Nesse sistema uma pequena antena envolvia o cilindro de ignição e tinha a função de amplificar o sinal emitido por um pequeno chip montado dentro da chave, conhecido como transponder. O sinal gerado pela chave e amplificado pela antena era recebido pela central do imobilizador que tratava de verificar junto a central de injeção a veracidade do código. Uma vez reconhecido o código, a partida do motor era habilitada.

De funcionamento aparentemente simples, a primeira geração de imobilizadores apresentava algumas deficiências, alem de terem apresentado uma série de problemas com veículos ainda pouco rodados. ( Falo isso com propriedade, pois na época acompanhei de perto algumas brocas !! ). Mas foi o fato de utilizar um único código para habilitar a partida que tornou o imobilizador vulnerável a ação de “hackers”.

E é justamente em relação ao nível de confiabilidade do sistema que a segunda geração se destaca. Mas aí é assunto para um próximo Post.

Alexandre
  • Em caso de quebra da chave codificada um chaveiro especializado pode resolver o problema.
  • A primeira geração utilizava uma chave mestra para tornar possível a programação de outras chaves.
  • A luz espia do imobilizador acesa permanentemente no painel é sinal de defeito no sistema.
Saiba mais sobre o assunto:

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

RUÍDO AO ENGRENAR A RÉ É NORMAL?


Muitas pessoas se perguntam o porquê do ruído quando se engrena a marcha ré. Aquele barulhinho, semelhante a um zumbido que o carro produz quando se desloca para trás incomoda muita gente. Alguns motoristas chegam até a perguntar ao mecânico se aquele barulho é normal. Posso tranqüilizar a todos, pois o tal “ronco” é absolutamente normal.

É que a Caixa de Marchas mecânica é composta basicamente por um conjunto de engrenagens montadas sobre dois eixos paralelos, que combinadas resultam na relação de marchas do veículo. O Torque produzido pelo motor é repassado para o eixo de entrada ( Primário ), sendo transmitido ao eixo de saída ( Secundário ) através de engrenagens helicoidais.

Estas engrenagens, utilizadas nas relações de primeira a quinta marcha, possuem dentes curvos e inclinados que proporcionam uma maior área de contato, reduzindo os esforços e conseqüentemente o nível de ruído.

No caso específico da Marcha–ré, o engrenamento é realizado através de engrenagens de dentes retos, e não dentes curvos, de forma a facilitar o engate. Porém, apesar desse tipo de engrenagem possuir maior capacidade de transmissão de força, apresenta uma menor suavidade de funcionamento, resultando em um ruído característico quando engatada. Observe ainda que como este tipo de engrenagem não possui anel sincronizador o que exige a parada completa do veículo antes do engate.

Mesmo com algumas desvantagens esse tipo de engrenagem é o preferido em competições esportivas. É que por serem mais robustas e duráveis as engrenagens de dentes retos são mais utilizadas em corridas. Mais você não precisa ser piloto para tirar proveito. A marcha ré possui a mesma relação de marchas da primeira produzindo, teoricamente, a mesma força. Só que a ré tem a vantagem de conseguir transmitir mais força, justamente pelo uso de engrenagens de dentes retos. Ou seja, se você precisa de tração para sair de um atoleiro ou puxar outro veículo, por exemplo, utilize a marcha ré !!

Até o próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço


  • Pare totalmente o veículo antes de engatar a ré.
  • Se for sair de um atoleiro use a marcha ré.
  • Complete o óleo da caixa de marchas a cada 60.000Km

sábado, 18 de outubro de 2008

COMO FUNCIONA A PARTIDA A FRIO NO CARRO FLEX – PARTE II


No Post Como funciona a partida a frio no carro flex – Parte I, entendemos o porquê da necessidade de utilizar um sistema auxiliar nos carros Flex. O objetivo do Post de hoje é explicar melhor o funcionamento desse sistema, apresentando seus principais componentes.

Basicamente esse sistema auxiliar é composto por um reservatório plástico, com capacidade para aproximadamente 1,0 litro de combustível. Por questões de segurança, o acesso a esse reservatório é normalmente feito através do vão do motor, abrindo-se o capô. A localização desse recipiente é na parte interna do pára-lamas dianteiro, do lado esquerdo ou direito.

Uma tampa plástica dá acesso ao reservatório que deve ser preenchido com gasolina aditivada. É que como a quantidade de combustível injetado na partida a frio é muito pequena, a gasolina terá que manter suas propriedades por um bom tempo. Aí entram os aditivos ajudando a gasolina a suportar por mais tempo no reservatório sem envelhecer.

Mas cuidado na hora de abastecimento. É que já acompanhei vários casos onde o motor do carro falhava quando frio. O motivo? O frentista se confundiu e colocou água em vez de gasolina, pensando estar enchendo o reservatório do limpador de pára-brisa !!

Alguns motoristas reclamam ainda de cheiro forte de gasolina ao abastecer. Isso é característico de usuários que não o abastecem o reservatório com freqüência. É que a gasolina protege as borrachas de vedação. A ausência de combustível provoca o ressecamento dessas borrachas ocasionando vazamentos. Por isso, abastecer frequentemente o reservatório de partida a frio além de renovar o combustível no interior do recipiente, retardando o envelhecimento, evita o problema de vazamentos no futuro.

Nos próximos Posts falaremos um pouco mais sobre os componentes do Sistema de partida a frio.

Alexandre

Dicas AutoServiço


  • Frequentemente abasteça o reservatório de partida a frio para evitar o envelhecimento do combustível.
  • Cheiro forte de gasolina é indício de vazamento no reservatório.
  • Abasteça sempre o reservatório de partida a frio com gasolina aditivada.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

COMO FUNCIONA O IMOBILIZADOR? PARTE I


Ha muito tempo atrás, travas de direção, correntes e cadeados deixaram de representar a segurança do motorista quanto ao seu patrimônio sobre rodas. O carro, considerado símbolo de status e conquistas pessoais, sempre despertou o interesse dos “amigos do alheio”. E apesar da velocidade com que a tecnologia desenvolve novos sistemas de segurança estamos sendo rapidamente acompanhados pelos gatunos e oportunistas de plantão.

Desde então, os Alarmes deixaram de ser meros elementos de efeito sonoro, passando a contar com sofisticados sensores de presença. Estes Sensores utilizam sistemas de ultra-som para detectar a violação do habitáculo, caracterizado como arrombamento. A carroceria passou a ser protegida pela presença de interruptores de pressão nas portas, capô do motor e tampa de mala.

Mesmo assim, os veículos continuavam vulneráveis àqueles mais ousados, que não se importam com luzes de alerta piscando e sirenes ligadas. Existia ainda a necessidade de impedir ou evitar que o veículo fosse roubado. Para a felicidade de muitos proprietários e infelicidade dos gatunos, foi desenvolvido o Imobilizador eletrônico.

Este dispositivo antifurto é codificado eletronicamente com o objetivo de habilitar ou não a partida do motor do veículo. O sistema é constituído por um Módulo de Comando ligado diretamente a Central de Injeção Eletrônica do motor. Ao girar a chave na ignição, um pequeno chip instalado na chave ( Transponder ), emite um sinal codificado, amplificado por uma antena localizada no cilindro, sendo reconhecido pelo Módulo. Neste momento, a Central de Injeção eletrônica recebe a informação confirmando o reconhecimento da chave, liberando assim a partida do motor.

Este sistema impede que na tentativa de partida direta ou utilização de uma chave desconhecida seja possível ligar o veículo. Nestas condições, o Módulo de Comando não recebe nenhum código, eliminando sua comunicação com a Central de Injeção Eletrônica, impossibilitando a partida do veículo. Por motivo de segurança, os imobilizadores possuem códigos criptografados o que impede sua cópia ou reprodução dificultando ainda mais a vida dos ladrões.

Nos próximos Posts falaremos mais sobre imobilizadores.

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • Em caso de perda das chaves é necessário chamar um profissional especializado.
  • Caso a chave não seja reconhecida a partida do motor é inibida.
  • O imobilizador não impede que o carro seja arrombado. Essa função cabe ao alarme.
Saiba mais sobre o assunto:

domingo, 12 de outubro de 2008

É correto pisar na embreagem antes de dar a partida no motor?


Esse Post é relativo a um assunto muito polêmico - É correto pisar na embreagem antes de dar a partida no motor?

Bem, no momento do funcionamento do motor, quem sofre a maior carga é o motor de partida que tem a função de movimentar os componentes internos do motor do veículo fazendo com que ele pegue. Somado ao peso do motor está o câmbio que encontra-se acoplado ao motor aumentando ainda mais o peso do conjunto.

No momento da partida, quando pressionamos o pedal de embreagem estamos desacoplando o motor da caixa de câmbio, aliviando assim a carga imposta sobre motor de partida.

Como podemos ver, a Embreagem além de sua função de desacoplar o motor da caixa de mudanças permitindo o engate das marchas, pode ser utilizada também para facilitar a partida do veículo.

Esta prática, além de segura, pois evita a possibilidade de trancos ao dar partida no veículo, em nada prejudica o funcionamento da embreagem, pois a carga imposta ao sistema é pequena.

Apesar do motor de partida ser dimensionado para suportar o esforço de movimentar o motor mesmo quando acoplado ao câmbio, podemos citar como benefícios o menor desgaste dos componentes mecânicos do motor de partida, além de exigir uma menor carga da bateria no momento da partida.

Até o próximo Post.
Alexandre
Dicas AutoServiço
  • Dar a partida com o pé no pedal de embreagem aumenta a vida útil da bateria.
  • Evite repousar o pé sobre pedal de embreagem com o motor funcionando.

  • Funcionar o motor pressioando o pedal de embreagem reduz o desgaste do motor de partida.
  • terça-feira, 7 de outubro de 2008

    TUDO SOBRE ÓLEO DO MOTOR – PERÍODO DE TROCA


    Na década de 70 e 80 os manuais de uso e manutenção dos veículos alertava para a primeira troca de óleo, com 1.000 Km e as demais a cada 3000 a 5.000 Km. Com o passar do tempo, o desenvolvimento dos motores exigiu lubrificantes mais avançados. Vimos o período de troca se expandir até 20.000 Km no final da década de 90. Então, porque hoje em dia devemos nos preocupar tanto com o período de troca de óleo?

    Explico. O problema não está na qualidade do óleo, mais sim nas condições ao qual está exposto. Temperaturas elevadas, qualidade do combustível e trânsito intenso são fatores que aceleram a degradação do óleo.

    O óleo lubrificante tem a função básica de reduzir o atrito entre os componentes internos do motor, formando uma fina película que adere às superfícies das peças, reduzindo o desgaste. O filme lubrificante possui características detergentes e anti-espumantes que com o passar do tempo perdem seus efeitos exigindo a troca do óleo.

    As montadoras estimam hoje um período de troca que varia entre 10.000 a 15.000 Km, em média. Mas, como a função principal desse Blog é esclarecer temas sobre a manutenção do seu carro recomendamos reduzir pela metade o período de troca do óleo do motor, substituindo sempre o filtro.

    É que longos períodos em marcha lenta no trânsito urbano acelera a degradação o óleo, pois nessas condições o excesso de combustível injetado no motor se acumula no lubrificante. Somado a isso, está o aumento da temperatura provocado pela deficiência de ventilação.

    É importante lembrar que a troca de óleo depende não apenas da condição de uso do veículo, mas também do tipo de motor. È isso que veremos nos próximos Posts.

    Até o próximo Post

    Alexandre

    Dicas AutoServiço

    • Se utiliza o carro na cidade substitua o óleo a cada 5.000Km ou 6 meses.
    • Utilizar o carro em estradas estende o período de troca de óleo.
    • Sempre trocar o filtro de óleo junto com o lubrificante.

    domingo, 5 de outubro de 2008

    PORQUE NÃO DEVEMOS ABASTECER O TANQUE ATÉ A " BOCA " ?


    Com o preço dos combustíveis, é tentador aproveitar uma promoção e abastecer o tanque, literalmente, até a boca. Por diversas vezes presenciei motoristas que inclinavam o carro para garantir uns litrinhos a mais... Um exagero!! Essa prática deve ser evitada, sob o risco de prejudicar o motor.

    É que dependendo do veículo, essa coluna de líquido adicional pode chegar a mais de dois litros, resultando no aumento da pressão interna do tanque de combustível. Essa elevação de pressão prejudica o Filtro do canister que é um sistema que recupera os vapores formados no tanque evitando que os mesmos sejam lançados a atmosfera.

    Esse filtro possui pequenos grãos de carvão ativado, cuja função é reter os vapores de combustível. Quando a pressão do tanque aumenta, partículas de combustível líquido chegam até o filtro aumentando o tamanho dos grãos de carvão. Com o passar do tempo os grãos incham e estouram o filtro liberando pequenas partículas diretamente para o motor, provocando cheiro forte de combustível e falhas de funcionamento.

    Para evitar isso, devemos interromper o abastecimento sempre que a mangueira da bomba do Posto der o estalo indicando o nível de tanque cheio.

    Até o Próximo Post

    Alexandre

    Dicas Auto Serviço
    • Deve-se interromper o abastecimento sempre que houver a indicação de tanque cheio.
    • Evite rodar muito tempo com o tanque vazio.
    • Encher o tanque até a boca prejudica o Filtro Canister.

    COMO FUNCIONA O AR CONDICIONADO VEICULAR ?


    Neste Post vamos explicar o funcionamento de um ar condicionado veicular partindo do princípio de que o fluido refrigerante utilizado apresenta características físico-químicas específicas, tendo sua aplicação limitada a sistemas de refrigeração e climatização. Esse fluido, erroneamente chamado de gás, muda de estado físico, passando do estado gasoso para líquido e do líquido para o gasoso, de acordo com as condições de pressão e temperatura do sistema. Atualmente, utiliza-se o fluido refrigerante R134-A tido como ecológico por não afetar a camada de ozônio, em substituição ao fluido R12.

    Para que o fluido circule pelo sistema é necessário utilizar um compressor. Esse dispositivo está fixado por um suporte ao lado do motor e ligado a ele através de um sistema de polia e correia. Uma vez acionado, o compressor gera uma diferença de pressão no sistema aspirando e comprimindo o fluido constantemente, elevando sua temperatura e pressão.

    Após a compressão, o fluido ainda no estado gasoso, é direcionado através de tubulações de alumínio para o Condensador que é uma espécie de trocador de calor localizado na dianteira do veículo, à frente do radiador do motor. Essa posição privilegiada permite uma eficaz troca térmica com o ar, retirando calor do fluido refrigerante, baixando assim sua temperatura.

    Ao sair do Condensador o fluido agora no estado líquido, mas ainda sob elevada pressão, passa por um filtro chamado de “Filtro secador” cuja função é reter partículas de impureza, impedindo que as mesmas danifiquem outros componentes do sistema, além de absorver a umidade presente no fluido.

    Uma vez limpo, o fluido, ainda líquido, é direcionado para a válvula de expansão onde ocorre uma brusca variação de pressão e conseqüente queda de temperatura. Essa condição, conhecida como expansão, transforma o fluido em gotículas microscópicas semelhante a névoa de perfume exalada por um desodorante spray.

    Dentro do evaporador essa névoa de fluido circula por um caminho tortuoso, formado por pequenos tubos de alumínio curvado. Nesse momento o ventilador do painel do veículo lança uma massa de ar que foi retirada do habitáculo ou do ambiente externo. O ar, por estar mais quente que o fluido, sede parte do seu calor e umidade, transformando o fluido novamente em gás.

    É essa massa de ar, que ao fornecer calor ao fluido, sai dos dutos de ventilação, refrigerando o interior do veículo.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Redução da quantidade de gás do sistema é indício de vazamento.
    • Verifique o sistema de Ar Condicionado ao menos uma vez ao ano.
    • Falta de fluido refrigerante ou excesso prejudica a eficiência do sistema.
    Para saber mais sobre o assunto:

    segunda-feira, 29 de setembro de 2008

    O QUE É FADING?


    Imagine-se dirigindo seu carro numa descida de uma serra, repleta de curvas. O carro está carregado, com malas e cinco passageiros a bordo. Quanto mais você pressiona o pedal de freio para conter o carro, mais o pé afunda...Isso é indício de que está ocorrendo Fading.

    Fading, lêe-se feiding, é um termo em inglês que significa Fadiga. E é utilizado na indústria automobilística para identificar o fenômeno de perda da eficiência de frenagem devido ao excesso de calor.

    Esse calor é gerado pelo próprio sistema de freios, através do contato entre os discos e as pastilhas. É que para parar um veículo é preciso transformar a energia cinética acumulada durante o movimento em energia térmica, ou seja, calor. Traduzindo, quanto mais calor gerado pelo sistema de freios mais eficiente será a frenagem.

    Mas isso tem um limite. E quando esse limite é atingido ocorre o Fading. É que tão importante quanto gerar calor é poder dissipá-lo, pois a concentração de calor reduz abruptamente o coeficiente de atrito, reduzindo a capacidade de frenagem do veículo.

    Esse superaquecimento do sistema de freios pode ser ocasionado por sobrepeso, velocidade excessiva ou ausência do freio motor em descidas. Por isso, reduza a velocidade em uma descida, sempre utilizando o freio motor de modo a otimizar a frenagem. Respeite ainda o limite de carga do seu carro, além de evitar manter velocidades elevadas. E, é claro, não esqueça de manter o sistema de freios com a manutenção em dia.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço


    • A velocidade na descida deve ser a mesma caso fosse subir.

    • Substitua as pastilhas de freio ao menos a cada 40.000 Km.

    • Em uma descida utilize sempre o freio motor.

    segunda-feira, 22 de setembro de 2008

    COMO FUNCIONA A PARTIDA A FRIO NO CARRO FLEX – PARTE I


    Quem teve carro à Álcool deve lembrar, ou pelo menos tentou esquecer, da dificuldade de partida com o motor frio. Cada motorista tinha uma receita caseira. “ Pisa no acelerador três vezes antes de ligar”, uns diziam. “Puxa o afogador até a metade” outros afirmavam.

    Fiquei sabendo até de um caso curioso em que do dono do carro mantinha uma extensão elétrica com uma lâmpada de 100W no vão do motor durante a noite toda com o objetivo de facilitar a partida no dia seguinte. Uma espécie de “chocadeira automotiva”. O mais interessante é que funcionava !!

    Mas afinal de contas, porque o motor à álcool possui essa dificuldade de partida a frio? Bem, o problema não está no motor, mas sim no combustível. É que o Álcool exige temperaturas elevadas para mudar de estado físico, ao contrário da Gasolina que evapora rapidamente. Daí a necessidade de se utilizar um sistema paralelo para ajudar na partida.

    Esse sistema auxiliar consiste em um pequeno reservatório contendo gasolina ligado ao coletor de admissão através de uma tubulação flexível. Uma pequena eletroválvula se encarrega de controlar a quantidade de combustível injetado. Essas injeções de gasolina ocorrem segundos antes da injeção de álcool, facilitando a partida do motor.
    Os veículos Flex por serem descendentes diretos dos veículos movidos à Álcool da década de 80 herdaram também o sistema de partida a frio. Nesse caso, o sistema entra em funcionamento nos primeiros instantes de funcionamento quando há um grande percentual de álcool no tanque.

    Nos próximos Posts falaremos um pouco mais sobre o Sistema de partida a frio.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Evite acelerar durante a partida do motor.
    • Não é preciso esperar o motor aquecer para sair rodando.
    • Adicionar um pouco de gasolina ao tanque de álcool ajuda na partida.

    domingo, 21 de setembro de 2008

    DIMINUIR A VELOCIDADE DO AR CONDICIONADO REDUZ O CONSUMO?


    O tema do Post de hoje pode não parecer tão interessante, mas experimente levantar o assunto numa roda de amigos para surgirem as mais diversas teorias. Digo isso porque tenho percebido a algum tempo que muitos motoristas dirigem seus carros, mesmo em dias quentes, com o seletor do ar condicionado na posição “ 1 “ ou “ 2 “. - “É pra economizar combustível” – diz a maioria!!

    Nós motoristas sempre associarmos velocidade a consumo. Quanto mais rápido o carro anda, maior será o consumo de combustível. Até aí tudo bem, mas não há relação direta da velocidade do ar condicionado com o consumo. Para o motor é indiferente se você mantém o botão na posição “4” ou na posição “ 1 “.

    Explicando melhor, o seletor de velocidade do ar condicionado define apenas a rotação do ventilador da caixa de ar, ou seja, quanto maior a velocidade do ventilador maior o fluxo de ar saindo pelas aletas de ventilação. Portanto, a velocidade do ventilador em nada interfere no consumo.

    O aumento do consumo de combustível está diretamente relacionado ao acionamento do compressor do ar condicionado. Uma vez ligado, o sistema aumenta um pouco o consumo de combustível por exigir um esforço maior do motor.

    Algumas pessoas defendem a afirmação de que quanto maior a velocidade do ventilador maior a corrente elétrica gerada pelo alternador. Daí o aumento no consumo de combustível. Devo admitir que o raciocínio está correto, mas temos que levar em consideração que o aumento do consumo de corrente elétrica para acionar o ventilador é tão pequeno que pode ser considerada desprezível, não influenciando em nada no consumo.

    Até o próximo Post

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • A velocidade do ventilador não interfere no consumo.
    • Utilizar o ar condiconado na velocidade "1" aumenta o rendimento.
    • Ao entrar no veículo, abra os vidros e ligue o ar na posição "4 " apenas para retirar o ar quente do habitáculo.

    quarta-feira, 17 de setembro de 2008

    TUDO SOBRE ÓLEO DO MOTOR – NORMA SAE




    No Post anterior sobre óleo do motor ( Tudo sobre óleo – Norma API ) vimos a classificação do lubrificante em função de seu nível tecnológico. Hoje, vamos entender a classificação em função da viscosidade, seguindo a Norma SAE ( Sociedade dos Engenheiros Automotivos ).


    Primeiramente, é preciso entender que Viscosidade é uma característica típica de fluidos, e determina a resistência que uma substancia oferece ao escoamento. Isso que dizer que quanto mais viscoso um líquido, mais “grosso” ele é.

    Em um motor, seja ele a gasolina, ou mesmo a Diesel, é imperativo que o óleo circule com grande facilidade por entre os dutos de lubrificação no momento da partida, já que, é nos primeiros segundos de funcionamento que ocorre o maior desgaste do motor. Daí a necessidade do óleo ter baixa viscosidade com o motor frio. Já em altas temperaturas, o óleo deve ser mais viscoso, mantendo sua liga e garantindo o filme lubrificante.

    Óleos que variam sua viscosidade em função da temperatura são chamados de Multiviscosos e são classificados por dois números, intercalado por uma letra. Veja o exemplo:
    SAE SJ 20 W 50.

    Nesse caso, a legenda acima indica que a viscosidade do óleo varia de 20 a 50 durante o funcionamento do motor. A letra “W” refere-se a winter, inverno em inglês, indicando a presença de um aditivo que evita o congelamento do óleo em baixas temperaturas, o que seria fatal para o motor.

    Na próxima semana iremos falar sobre aditivos no óleo.

    Até o próximo Post

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Combustível de má qualidade altera a viscosida de do óleo.
    • Troque o óleo a cada 5.000km ou 6 meses.
    • Respeite a especificação do óleo do motor prescrita no manual do prioprietário.

    quinta-feira, 11 de setembro de 2008

    O QUE SIGNIFICA A SIGLA DOT 3 PRESENTE NO FLUIDO DE FREIO?


    O sistema de freios de um automóvel utiliza um fluido cuja função é transmitir o movimento do pedal às pinças de freio, além de ampliar a força aplicada pelo motorista. Esse fluido é incorretamente chamado de óleo, já que sua composição química, à base de Etilenoglicol, torna-o mais próximo de um álcool.

    Parte do calor gerado pelo sistema de freios é transferido ao fluido, elevando sua temperatura. Por isso, é muito Importante evitar que o fluido atinja uma temperatura limite acima do qual ocorre a mudança de estado físico, formando bolhas. Em condições de frenagens bruscas, as bolhas implodem, resultando na perda da capacidade de frenagem.

    Esse tipo de fluido é regulamentado pela Norma internacional do Departamento de Transportes
    Americano, ou Department of Trasnportation, daí o termo DOT. Essa sigla é acompanhada por uma numeração, que nos veículos atuais, varia de 3 a 5, classificando o fluido em função da temperatura de ebulição. Dessa forma, um fluido de freio classificado como DOT 3 apresenta uma temperatura de ebulição de 205° C, enquanto que o DOT suporta até 230° C. O fluido DOT5 recorre ao uso de silicone de modo a suportar temperaturas superiores a 250°C.

    É importante respeitar a classificação do fluido de acordo com o especificado no Manual do proprietário. É possível utilizar um fluido com classificação DOT superior, mas nunca inferior. Ou seja, pode-se utilizar um fluido DOT 4 em um veículo que utiliza DOT 3. Porém, utilizar um DOT 3 onde é exigido o de classificação DOT 4 torna-se perigoso por comprometer a segurança.

    Até o próximo Post

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • O Fluido de freio absorve umidade. Por isso, mantenha o reservatório sempre bem fechado.
    • Substitua o Fluido de freio ao menos 01 vez por ano.
    • Respeite classificação DOT do fluido de freio.

    terça-feira, 9 de setembro de 2008

    POSSO COLOCAR UM VEÍCULO COM INJEÇÃO ELETRÔNICA PARA “PEGAR NO TRANCO”?


    Imagine que ao tentar sair de casa seu carro não funciona. Você gira a chave na ignição e percebe algum sinal do motor. Talvez se desse um empurrãozinho...

    O problema em fazer o carro pegar através do empurrão não está relacionado ao sistema de injeção eletrônica, mas sim ao catalisador. O que ocorre é que, durante a partida, partículas de combustível não queimadas serão lançadas pelo Sistema de alimentação através do escapamento do veículo, atingindo o Catalisador.
    Até aí, nada de preocupante, não fosse a temperatura interna de trabalho do Catalisador que muitas vezes supera os 700° C, suficiente para provocar a queima do combustível. O calor gerado é tão intenso que funde o material cerâmico, danificando sua Colméia interna. Com o passar do tempo, ocasiona seu entupimento, reduzindo a vida útil do equipamento.

    Portanto, em caso de dificuldade de partida, o mais correto é utilizar um cabo de bateria ou solicitar ajuda através de um Socorro mecânico.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Se a suspeita é de bateria descarregada utilize um cabo tipo “ Chupeta “.
    • Não force o motor de partida dando solos muito longos.
    • Caso motor não funcione, evite empurrar o carro para pegar no tranco.

    segunda-feira, 8 de setembro de 2008

    O QUE É AQUAPLANAGEM?


    A Aquaplanagem ou Aquaplaning é o resultado da formação de uma película de água sobre a superfície da pista, localizando-se entre o pneu e o solo. A água, por ser um fluido incompressível, mantém uma fina camada sob o pneu, reduzindo o contato do veículo com a pista.


    A Aquaplanagem é percebida quando as marcas dos pneus sobre a película de água desaparecem, indicando que o que o veículo não está em contato com o solo. Neste momento, o recomendado é retirar levemente o pé do acelerador e segurar o volante firmemente, sem realizar mudanças bruscas de direção, evitando ainda, pisar no freio. Qualquer mudança de trajetória pode levar à perda de controle do veículo.

    Os principais fatores para a ocorrência da aquaplanagem são a velocidade do veículo e o estado dos pneus. Ou seja, quanto maior a velocidade, maior a dificuldade de drenar a água presente na pista, aumentando a espessura da lâmina d´água sob o pneu.

    E, quanto mais desgastado os pneus, menor o volume de água escoado a cada rotação do pneu. Sendo assim, ao perceber a presença de poças de água á sua frente, reduza a velocidade e mantenha, sempre, os pneus em bom estado, reduzindo assim, a deficiência de eliminação da água pelos sulcos do pneu.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Mantenha os pneus com no mínimo 1,6mm de profundidade dos sulcos.
    • Reduza a velocidade antes de atravessar um trecho alagado.
    • Durante uma chuva olhe pelo retrovisor. O rastro dos pneus deve estar visível.

    sábado, 6 de setembro de 2008

    EM UM CARRO FLEX POSSO MISTURAR DOIS COMBUSTÍVEIS?


    Conceitualmente, um carro dotado da tecnologia Bi-combustível permite o uso de 100% de gasolina, 100% de álcool ou a mistura dos dois combustíveis, em qualquer proporção. Não há qualquer restrição quanto ao combustível utilizado. Mesmo assim, muitos motoristas optam pelo uso de um único combustível.

    Talvez esses motoristas ainda estejam tomados por uma “monocultura” onde um único combustível tem espaço no tanque. Lembre-se que o que motivou o desenvolvimento dos motores Flex foi garantir ao motorista o direito de escolher o combustível da maneira que mais lhe convém. Se por exemplo, o Álcool está no período da entressafra, e o preço não ajuda muito, opte pela Gasolina. Se por sua vez, a Gasolina está pela hora da morte, utilize o combustível “verde”. Esse é o raciocínio do carro Flex.

    O fato de misturar combustível no tanque em nada prejudica o sistema de injeção. Apenas não ficam tão evidentes as características dos dois combustíveis, como o melhor desempenho no álcool ou a maior autonomia da Gasolina. Por outro lado, misturar os combustíveis pode trazer alguns benefícios, como por exemplo, adicionar Gasolina ao Álcool com o objetivo de facilitar a partida a frio.

    O software instalado na Central de injeção é tão sofisticado que é capaz de “aprender” o combustível presente no tanque, mesmo em caso de mistura, ajustando os parâmetros de funcionamento do motor. Isso corre de forma tão rápida e precisa que a transição entre combustíveis se torna imperceptível.

    Lembre-se, o que danifica o motor Flex, não é a mistura de combustíveis, mais sim, o uso Gasolina ou Álcool fora dos padrões de qualidade.

    Até o Próximo Post

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Adicionar um pouco de Álcool a Gasolina minimiza o acúmulo de resíduos no motor.

    • Utilize sempre combustíveis de procedência e qualidade comprovada.

    • Adicionar Gasolina ao Álcool facilita a partida a frio.

    terça-feira, 2 de setembro de 2008

    É PRECISO ESPERAR A LUZ DA INJEÇÃO APAGAR PARA DAR A PARTIDA?


    Ao girar a chave no contato da ignição, percebemos o acendimento de diversas luzes no painel de instrumentos. Cada uma dessas luzes ou leds é responsável por uma função específica no veículo. Essas luzes indicam um procedimento chamado de “Check”, que é a verificação do correto funcionamento dos sistemas do veículo.

    Dentre todas as luzes de advertência uma das mais importantes é, sem dúvida, a luz espia da injeção eletrônica. Sempre que se gira a chave na ignição a luz espia acende, permanecendo acesa por cerca de um a dois segundos, que é o tempo da verificação do sistema, apagando em seguida. Durante esse tempo, a bomba de combustível é acionada de modo a pressurizar a linha de combustível e facilitar a partida.

    Daí surge uma dúvida muito comum – “É preciso esperar a luz espia apagar para dar a partida no motor ?” Digo que não, pois o acendimento da luz espia no momento da partida apenas serve para indicar que está sendo realizada uma verificação do sistema de injeção, não impedindo a partida do motor, pois a checagem permanecerá sendo realizada mesmo após o funcionamento do carro. Caso haja um defeito elétrico no sistema de injeção a luz permanecerá acesa, indicando a falha ao motorista.

    Portanto, não espere a luz apagar. Entre no carro, gire a chave na ignição, dê a partida e saia dirigindo. Simples assim !!

    Até o próximo Post

    Alexandre

    Dicas AutoServiço



    • Não precisa esperar a luz espia da injeção apagar para dar a partida

    • Se o motor só funciona após a luz espia apagar é porque pode haver problemas com o regulador de pressão ou bomba de combustível.

    • Caso haja um defeito elétrico a luz permanecerá acesa, indicando a falha.