sábado, 29 de agosto de 2009

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE EXAUSTÃO – PARTE II


Dando continuidade ao Post Como funciona o sistema de exaustão – Parte I, iremos agora conhecer cada uma das peças que compõem o sistema, assim como esclarecer sua função.

Começamos pelo Coletor de escape que representa uma das extremidades do sistema, sendo a ligação entre o motor e a tubulação de escapamento. Devido à alta temperatura dos gases na saída do motor este componente é construído normalmente em ferro fundido.

Em seguida temos o intermediário, que, assim como o nome está dizendo, está localizado na metade do sistema, sendo responsável pela ligação entre o coletor de escape e o silencioso. Este componente normalmente serve como suporte para o catalisador.

O catalisador vem em seguida, e é uma espécie de marmita metálica cuja função é acelerar a reação química dos gases provenientes da queima do combustível, tornando-os menos nocivos. Nos carros Flex, o catalisador está instalado na saída do coletor de escape, antes do intermediário a fim de aumentar sua eficiência com o motor frio.

O silencioso, também conhecido como bojo, está posicionado na seção final da tubulação de escape, antes da ponteira. Sua função é reduzir o ruído provocado pela exaustão dos gases funcionando como uma espécie de caixa de ressonância, reduzindo os pulsos provocados pelo movimento alternado dos pistões e o ruído da queima do combustível.

A ponteira constitui a outra extremidade da tubulação, sendo possível perceber sua presença pela posição fora da carroceria. Na maioria dos veículos forma uma peça única com o Silencioso. E, normalmente assume mais uma função estética que funcional.

Nos próximos Posts falaremos mais sobre o sistema de exaustão.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

domingo, 23 de agosto de 2009

USAR SOMENTE ÁLCOOL NO CARRO FLEX PREJUDICA O MOTOR?


Recebi vários e-mails na semana passada de leitores que questionam o uso de 100% de álcool no tanque de um carro Flex. Alguns argumentam que o uso exclusivo do álcool deve ser evitado, sendo recomendado o uso de gasolina em intervalos regulares.

Até entendo essa preocupação. Desde que o Etanol passou a ser utilizado como combustível, há cerca de 30 anos, que os danos causados por ele são conhecidos. Oxidação, entupimento das tubulações e desgaste do motor pela deficiência de lubrificação eram alguns dos problemas enfrentados pelos engenheiros e mecânicos da época.

Tudo isso pelo simples fato do Etanol ser um combustível hidratado, ou seja, com 5% de água em sua composição. Isso significa que as peças metálicas com as quais tem contato podem ser atingidas por oxidação. Mas o maior problema do álcool não reside na água, mas sim no seu nível de acidez que é muito elevado, provocando corrosão.

E, é justamente pelo fato do Etanol ser muito ácido que na era dos finados carros carburados todos os modelos movidos a álcool utilizavam tratamentos químicos com níquel ou cromo, a fim de suportar o combustível “verde”. Quem viveu essa época lembra bem disso.

Hoje em dia, na era dos motores Flex, a preocupação com o uso do álcool continua, mas a tecnologia permite o uso exclusivo de álcool hidratado sem problemas ao motor. Todas as peças que têm contato direto com o combustível são tratadas quimicamente. Mangueiras, dutos, válvulas de admissão e escape, bomba de combustível e anéis dos pistões recebem um banho químico, protegendo-os dos efeitos da oxidação.

Mas existe ainda um problema. As sedes e guias de válvulas são pequenos componentes que apóiam as válvulas do motor permitindo que as mesmas abram e fechem corretamente. Ocorre que essas peças são lubrificadas pelo próprio combustível ao ser injetado no interior da câmara de combustão, e não pelo óleo do motor. O álcool, diferentemente da gasolina, não possui propriedades lubrificantes, ocasionando desgaste prematuro e perda de compressão do motor. A solução encontrada foi modificar o tipo de material utilizado nessas peças, adotando um metal mais resistente.

Portanto não há motivo para preocupação. Abasteça seu carro Flex com álcool, coloque gasolina aditivada no reservatório de partida a frio e seja feliz!!!

Por isso afirmo! Álcool e direção combinam !! Desde que o álcool esteja no tanque !!!

Até próximo Post.

Alexandre

sábado, 22 de agosto de 2009

TUDO SOBRE PINTURA AUTOMOTIVA - PARTE I


Recebi um e-mail de um leitor que me perguntava qual a melhor maneira de cuidar da pintura sólida do seu carro. Bem, e-mail respondido, surgiu a idéia de elaborar uma série especial de Posts sobre a pintura Automotiva, desvendando o complexo universo das cores.

Mas para isso vou suar a camisa para explicar conceitos como a refração da luz e ótica. É que para entender a pintura do seu carro iremos precisamos entender que a luz é composta de vários espectros coloridos que variam entre os tons Vermelho, laranja, amarelo,verde, ciano, azul e violeta. E para que possamos perceber um determinado tom, é preciso suprimir os demais. Isso quer dizer que os pigmentos que compõem a tinta automotiva absorvem a luz, refletindo apenas aquela cor específica.

Tá complicado demais? Vou tentar explicar melhor através de um exemplo. Quando nossos olhos enxergam um carro vermelho, é porque todo o espectro de luz foi absorvido pela pintura, sendo refletido apenas o tom vermelho. É isso que nos dá a percepção de cor. Entendeu agora?

Esse fenômeno ótico é explicado por uma ciência muito complexa chamada de Colorimetria, e é a base da pintura automotiva. A Colorimetria classifica uma cor conforme três características distintas que são o tom, a saturação e a intensidade.

O tom é a característica que torna possível a percepção de uma cor específica. É através do tom que diferenciamos uma cor amarela de uma cor verde, por exemplo. Já a saturação de uma cor indica seu grau de pureza, ou seja, a cor será mais ou menos saturada quanto menor for o seu conteúdo de branco ou cinza. ( Experimente mexer nesse ajuste no controle remoto de sua televisão e entenderá melhor o que estou dizendo). Quanto a intensidade, podemos defini-la como a luminosidade de uma cor, ou seja, é essa característica que torna possível diferenciar uma cor mais clara de uma mais escura.

Nos próximos Posts daremos continuidade a essa série sobre Pintura Automotiva.
Alexandre Costa

domingo, 9 de agosto de 2009

OQUE É RECALL? PARTE II


O Recall é uma coisa muito séria, tão séria que é regido por normas rígidas que tem como objetivo garantir a integridade física do consumidor, assim como reduzir prejuízos de ordem material. O cumprimento dessas regras estão definidas no Artigo 10 do Código de Defesa do Consumidor ( CDC ), que responsabiliza o Fabricante pelo reparo.

Só que realizar um Recall é muito caro e dispendicioso para qualquer Montadora. Não só pelos elevados custos com divulgação maciça na mídia, mas também pelo custo de retrabalho com a realização do serviço de reparo, substituição ou modificação da peça defeituosa.

Mas, mesmo com a divulgação na Mídia, o Consumidor não é obrigado a atender a convocação. Bem, obrigado não é, mas como o objetivo principal é garantir sua própria segurança, evitando possíveis acidentes, é interessante que não só atenda ao chamado, como efetivamente acompanhe os reparos e exija uma Ordem de Serviços que ateste a participação no Recall.

Quanto ao prazo para atender a convocação, posso afirmar que não existe um período determinado para realização do serviço, pois a Lei determina que, enquanto houver no mercado produtos com vício de fabricação que comprometa a segurança do usuário, o fabricante deverá se responsabilizar pela correção do problema.

Esses reparos não devem trazer nenhum custo ao Consumidor, devendo ser gratuito, estando todos os custos cobertos pela Montadora. O único inconveniente é ficar sem o carro enquanto o serviço é realizado. A Lei não determina a locação de veículos para o Cliente nesses casos.
E se você é proprietário de um veículo semi-novo, não se preocupe. O Recall não é válido apenas para veículos novos, ou dentro do prazo de garantia. Portanto, se você comprou um carro usado que se enquadra no lote de veículos convocados para reparos você também tem os mesmos direitos.


E, para finalizar, caso você já tenha sido vitima de um problema que tenha colocado sua segurança e a dos ocupantes do veículo, mesmo que tal componente não seja alvo de uma Recall, você pode exigir seus direitos, desde que comprove que a falha da peça é resultante de um defeito de fabricação.

Para orientar melhor os Clientes, no Site do Ministério da Justiça (
www.mj.gov.br/Recall) é possível vizualizar quais veículos estão passando por um Recall.
Até o Próximo Post.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

sábado, 8 de agosto de 2009

LIBERAÇÃO DO DIESEL PARA VEICULOS DE PASSEIO. VOCÊ CONCORDA?


No último dia 5 de agosto, a Comissão de Constituição e justiça do Senado deu parecer favorável a um projeto que visa a liberação da venda de veículos de passeio movidos a Diesel o País. Por enquanto é apenas um projeto, que passará por uma avaliação na Comissão de Assuntos Econômicos, mas o assunto levanta muita polêmica.

A proibição do uso de diesel em carros de passeio é bem antiga, e data de antes do meu nascimento!! Para ser mais preciso, desde 1976 a venda, e não a produção, de veículos Diesel está limitada no País a veículo com capacidade de carga acima de uma tonelada. Ou seja, apenas ônibus, caminhões, utilitários e veículos off-road poderiam adotar o Diesel como combustível.

O objetivo na época era reduzir a dependência do petróleo, que era importado, mas mesmo hoje, tendo alcançado a auto-suficiência de petróleo desde 2006, a liberação para veículos de passeio causaria um desequilíbrio no fornecimento do combustível, exigindo novamente sua importação. Digo isso porque temos hoje uma das maiores frotas de veículos comerciais do mundo, e compartilhar esse combustível com automóveis leves só aumentaria a demanda pelo Diesel.

O problema todo está ligado a decisões tomadas no passado, onde o Governo brasileiro optou por construir estradas em vez de ferrovias, o que resultou na dependência do transporte rodoviário de carga, hoje o maior consumidor do Diesel no País.

Portanto, tal projeto já esbarra na limitada oferta do combustível no País. E, para aqueles que acham que o Bio Diesel pode resolver a questão, aí vai uma informação importante: o objetivo do Bio Diesel é reduzir o consumo de petróleo no País através da adoção de 5% de óleo vegetal, reduzindo também o consumo e a emissão de poluentes, mas não seria suficiente para compensar

Você acha que investir em um novo tipo de motorização em um País que é líder mundial em Tecnologia Flex, e no uso de etanol como Combustível compensa? Deixe o seu comentário.

Até o próximo Post.

Alexandre

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O QUE É RECALL? PARTE I


Nos últimos anos temos ouvido falar de um termo muito utilizado no exterior – o Recall. Essa palavra em inglês, cuja tradução ao pé da letra significa “chamar de volta”, é uma estratégia utilizada por fabricantes de todo o mundo para convocar Clientes cujos produtos apresentam algum vício de fabricação que comprometa a segurança. Isso vale para brinquedos, equipamentos, remédios e, principalmente, automóveis.

E, quando tratamos de automóveis, todo o processo do Recall começa através de uma verificação de qualidade que algum fornecedor da Montadora realiza em seus produtos. Quando um lote defeituoso de peças é identificado, a substituição é realizada ainda na linha de produção. Até aí, tudo bem. O problema começa quando se constata que um determinado número de peças do lote defeituoso está equipando veículos que já foram vendidos para os Clientes. Aí sim, temos um grande problema.


Sem perder tempo, a Montadora, juntamente com o Fornecedor da peças, realiza um minucioso levantamento com o objetivo de relacionar exatamente quais veículos, dentre os fabricados naquele período, utilizam a peça defeituosa. Assim, é determinada uma “ilha de chassi” que é uma sequência de números de chassi que correspondem aos carros comprometidos com o problema.

De posse dessa relação de números de chassi a Montadora utiliza todos os recursos de mídia ( digital, impressa e televisiva ) com o objetivo de convocar todos os Clientes que compraram esse modelo de veículo a realizarem a substituição do item em questão, em uma Concessionária, sem ônus nenhum para o proprietário.

Se o seu carro estiver numa lista de convocação para um Recall não há necessidade para pânico, muito menos para descrença na qualidade da Montadora. As peças reprovadas pelo controle de qualidade não necessariamente vão apresentar um defeito, tendo sua substituição um caráter preventivo. Mesmo assim, é importante não bobear e ir logo a Concessionária mais próxima.

Nos próximos Posts falaremos sobre os aspectos legais do Recall.

Alexandre

sexta-feira, 31 de julho de 2009

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE EXAUSTÃO – PARTE I


É comum ouvir alguém chamar o sistema de exaustão de um carro de tubo de descarga. Algo um tanto quanto depreciativo para um trabalho tão digno quanto expelir os gases resultantes da queima do combustível.

Esses gases precisam ser rapidamente eliminados, cedendo espaço a nova mistura ar-combustível a ser admitida no motor. Para tanto, o sistema de escapamento deve orientar o fluxo dos gases facilitando sua saída. Sua eficiência é determinada pelo formato e disposição, estando intimamente relacionado às características de cada motor.

É mais ou menos como nosso sistema respiratório, uma espécie de via de mão dupla que nos permite aspirar o oxigênio presente no ar atmosférico e no momento seguinte expulsar os gases tóxicos. Nossa capacidade respiratória é definida, não só pelo volume de ar que aspiramos, mas também pela capacidade de eliminar todos os gases nocivos presentes em nossos pulmões.

Por isso, a importância de manter sempre o Sistema de escapamento em bom estado. Furos ou amassões alteram o fluxo dos gases, levando conseqüentemente à perda de rendimento do motor. Algumas pessoas, seguindo este raciocínio, retiram o catalisador para beneficiar o motor. Isto representa um pensamento distorcido, já que a restrição causada pelo catalisador está prevista em projeto e, portanto, sua remoção em nada trará benefícios para o desempenho do veículo.

Mas, se o sistema de escape fosse constituído por um único tubo reto, saindo diretamente do motor para a traseira do veículo, isso não facilitaria a saída dos gases? A resposta é simples: o escapamento é a última coisa a ser instalada por baixo do veículo. Sendo assim, deve desviar das peças montadas anteriormente, por isso, seu formato tortuoso. Alterar essa disposição ocasiona perda de velocidade na saída dos gases, prejudicando o rendimento do motor. Além do que, para facilitar a montagem e substituição, o sistema de exaustão é composto por vários componentes como coletor, intermediário, silencioso e ponteira, que unidos, formam o sistema de escapamento.

No próximo Post falaremos de cada um desses componentes.

Alexandre
Saiba mais sobre o assunto

sexta-feira, 24 de julho de 2009

VALE A PENA COMPRAR UM CARRO 1.0?


Quando o carro popular foi lançado, em 1991, a idéia era oferecer um veículo de baixo custo, beneficiado pela redução de imposto para motores de menor capacidade. Criou-se então a categoria dos Carros Populares.

Se você fosse desapegado a itens de conforto, ou tivesse feito voto de pobreza, aquele era o carro ideal. Lembro bem que as montadoras na época aproveitavam modelos de linha e literalmente retiravam todo e qualquer item que pudesse causar no motorista alguma sensação de conforto ou bem-estar. Os carros saiam apenas com retrovisor do lado esquerdo, motor, pneus e rodas, e é claro, estepe, por ser obrigatório. Encosto de cabeça dianteiro? Isso era um luxo digno da categoria dos opcionais!!!

Ainda bem que passados os anos a cenário mudou. O mercado tornou-se mais exigente e os Clientes priorizaram as marcas que ofereciam mais itens de conforto e conveniência. Mas uma coisa ficou – o motor 1.0 !! Criado para atender ao mercado dos populares devido ao imposto, criou raizes e passou a fazer parte da cultura do carro nacional, representando hoje cerca de 60% das vendas. Somos o País dos motores de baixa cilindrada !!!

Mas o que há de mal nisso? Afinal de contas esse motorzinho equipa atualmente hatches compactos, pequenos sedans e já carregou até peruas !!! A questão é que com os motores 1.4, os “Mil” perderam um pouco o sentido. Tem até montadora que não produz mais essa motorização.

Vamos analisar os Fatos:

  • O custo de manutenção de um motor 1.4 é praticamente o mesmo de um 1.0, não exigindo cuidados adicionais ou peças de reposição caras.
  • A capacidade volumétrica 40% maior do motor 1.4 produz mais potência e o mais importante, Torque mais abundante, o que explica o item abaixo.
  • O consumo de combustível é muito próximo, chegando em alguns casos a ser mais favorável no caso do 1.4. E que em relação ao 1.0 esse motor tem mais força, evitando que o motorista precise acelerar mais ou reduzir marchas constantemente.
  • O preço final do veículo é bem próximo do 1.0, tendo ainda a vantagem de oferecer de série, itens que no modelo 1.0 são opcionais.
  • E, ao comprar um 1.4 você sai da categoria dos populares, ganhando um pouco mais de status !!
Portanto, não tenha dúvida !!! Gaste um pouquinho mais e leve o motor 1.4. Vale a pena !!!

Até o próximo Post.

Alexandre

domingo, 19 de julho de 2009

VALE A PENA USAR GASOLINA ADITIVADA? POST N° 100 !!!


Mesmo em tempos de Carros Flex, com o Álcool em evidência, muita gente se pergunta se é vantagem usar Gasolina Aditivada? Antes de responder a essa pergunta é importante entendermos qual a diferença básica entre a Gasolina Comum e a Aditivada, já que a base químicas das Gasolinas é a mesma.

O que diferencia a Gasolina Comum da Aditivada é, como o nome já diz, a presença de agentes químicos que adicionados ao combustível resulta em um a ação detergente, tipo sabão em pó “tira manchas”, removendo resíduos e impurezas.

Esses resíduos, conhecidos como “Goma” são resultantes do próprio processo de fabricação do combustível estando presente tanto na gasolina comum quanto na aditivada. A Goma, quando expostas as elevadas temperaturas da câmara de combustão transforma-se em uma espécie de borra que se acumula no sistema de combustível, causando a obstrução dos dutos de alimentação.

Até aí, tudo bem, não fosse um simples fato – a Gasolina Aditivada limpa os resíduos gerados por ela mesma !!! É algo como ar um banho no seu filho e mandá-lo brincar no parque. Não seria mais fácil, em vez de limpar, evitar sujar ??? Bem, é por isso que afirmo que não é vantagem utilizar Gasolina aditivada, pois o valor a mais pago não compensa os benefícios por ela gerado.

Concluindo. No dia-a-dia utilize Gasolina aditivada no reservatório de partida a frio do carro Flex, pois possui maior tempo de vida útil. No tanque, utilize a Gasolina Comum. Se seu carro for Flex, abasteça com Álcool, e acabe com essa dúvida !!!

Até o próximo Post !

Alexandre

quarta-feira, 15 de julho de 2009

TUDO SOBRE RODAS ESPORTIVAS - PARTE I


“O Mundo é uma roda” – diz o sábio. “Mas de que adianta uma roda se ela não é de liga leve?“– complementa o tunneiro. Pois é, mesmo após 5.500 anos, a maior invenção da história continua despertando paixões. Desde os mesopotâmeos até os dias de hoje, a roda evoluiu, se modernizou, passando da madeira ao aço, chegando as ligas metálicas atuais.

A escolha por materiais cada vez mais leves tem um objetivo muito mais nobre que a simples estética. O conceito é reduzir ao máximo o peso do conjunto pneu/roda, otimizando assim o trabalho da suspensão. É que quanto mais leve a roda, menor o esforço realizado pela suspensão para manter os pneus sempre em contato com o solo, favorecendo a dirigibilidade.

Mas não é só a suspensão que é beneficiada, o sistema de freios também é favorecido pela utilização de metais nobres. É que esse tipo de material dissipa melhor o calor gerado durante uma frenagem, aumentando a eficiência dos freios.

Mas, assim como as modelos de passarela, a magreza tem um preço. Rodas muito leves tornam-se frágeis e quebradiças. Por isso, não são utilizadas rodas compostas de um único metal, mas sim, faz-se uso de um metal base, como alumínio, associado a alguns metais que garantam propriedades que o metal base não possui, como boa resistência a impactos, por exemplo. Para isso, são utilizados materiais como cromo, níquel, molibidênio e magnésio que adicionados ao metal base forma uma liga metálica leve, resistente e durável.

Mas a busca por rodas mais leves, quase anoréxicas, não pára por aí. A forma como são produzidas garantem resistência associado ao baixo peso. O processo mecânico que tem sido bastante utilizado é a forja, que associa calor e pressão na confecção das jantes de liga leve. A vantagem em relação as rodas fundidas, no qual o metal é liquefeito e depois é resfriado numa forma, é que a forja elimina bolhas internas, tornando a estrutura mais densa e resistente. Por isso, se suas economias permitirem, compre a roda forjada.

Mas não pense que para desfrutar de todos os benefícios apresentado aqui nesse Post é só chegar numa loja de acessórios e comprar o melhor jogo de rodas esportivas que sua conta bancária pode pagar. Existe critério na hora da escolha. E é isso que veremos nos próximos Posts.

Até lá !

Alexandre

domingo, 5 de julho de 2009

TUDO SOBRE O PAINEL DE INSTRUMENTOS – PARTE III

Hoje vamos falar da mais importante das luzes espia – a lâmpada de emergência do óleo do motor.

Como identificar a luz espia
Essa luz de emergência é a principal dentre todas as demais luzes espia, pois assegura que o motor está em condições de funcionar. A simbologia utilizada para essa luz espia não varia muito de montadora para montadora, assumindo a coloração vermelha para chamar atenção do motorista, e o formato de uma motolia, que mais parece com lâmpada onde mora o Gênio de Aladin, com uma pequena gotinha na ponta.

Como Funciona
A luz de emergência do óleo do motor está ligada diretamente a um pequeno sensor instalado na parte superior do motor. Quando se dá partida no carro, o óleo que está depositado no cárter é bombeado para o cabeçote, garantindo a lubrificação dos componentes interno do motor. A pressão do óleo abre o contato elétrico do sensor, apagando a luz no painel. Se o nível de óleo do motor está baixo, não há pressão suficiente para acionar o sensor, mantendo a luz espia acesa permanentemente no painel.

O que fazer
Caso a luz de emergência do nível de óleo do motor acenda no painel com o veículo em funcionamento, encoste o carro em um local seguro e desligue o motor de imediato. Espere alguns minutos e verifique o nível do óleo com a vareta. Verifique também se há vazamento de óleo por baixo do carro. Caso o nível de óleo esteja baixo evite funcionar o motor e se possível transporte o carro em um reboque até uma Concessionária ou Oficina de confiança.

Resumindo. É bom acreditar nessa luz espia, pois isso pode economizar algumas centenas de reais da sua conta corrente !!

Até o próximo Post.

Alexandre

O QUE É TROPICALIZAÇÃO?


Todo veículo, quando em desenvolvimento, é exigido nas mais adversas condições de clima e solo. Seja sob o calor escaldante do deserto, seja no frio cortante do círculo polar ártico. Este teste ou prova de resistência, é conhecido como “Road Test”, e tem a finalidade de aperfeiçoar os componentes do veículo, monitorando, através de computadores, o nível de desgaste das peças e seu comportamento.

Costumo dizer que o verdadeiro teste é rodar nas estradas brasileiras. Isso sim é que é teste de durabilidade.!! E, para que um veículo produzido no exterior, onde as estradas são lisas como uma mesa de bilhar, possa “sobreviver” as rodovias nacionais é preciso passar por adequações. Este tratamento é conhecido no Brasil como Tropicalização e é um item obrigatório para carros importados para nosso País.

A Tropicalização é caracterizada, principalmente, pelas alterações realizadas no sistema de alimentação de combustível, buscando adequar o motor do veículo à gasolina como 26% de álcool, garantindo sua vida útil e o nível de emissão de poluentes. Neste caso, é realizada a substituição das mangueiras e tubulações, além do tratamento da bomba de combustível e modificações no gerenciamento eletrônico do motor. Estas alterações resultam em uma pequena perda de potência, algo em torno de 5%.

Porém, a Tropicalização não se limita apenas a adequação ao combustível. A suspensão do veículo recebe reforços nas buchas e articulações, tendo as molas e amortecedores sua carga redimensionada para suportar a buraqueira do dia-a-dia. São adotados também, pneus com perfil mais alto preparando o veículo para as condições de rodagem no País.

Por fim, é realizada ainda a melhoria das vedações e guarnições dos vidros e das portas, com o objetivo de impedir a entrada de poeira no habitáculo. Esse trabalho de reengenharia é tão bem feito que, em muitos casos, as alterações realizadas passam a constar nos carros novos na linha de produção.

Até o próximo Post.

Alexandre

segunda-feira, 29 de junho de 2009

COMO FUNCIONA O SENSOR DE CHUVA ?


Cada vez mais os carros vêm recheados de dispositivos e acessórios para tornar a vida a bordo mais agradável. São os chamados itens de conforto e conveniência, que são o supra-sumo em termos da lei do menor esforço.

O Sensor de Chuva é um claro exemplo de dispositivo cuja função é reduzir ao mínimo o esforço do motorista, mesmo que esse esforço seja algo simples como acionar a haste do limpador de pára-brisas. Esse item de conforto nada mais é que um dispositivo eletrônico cujo funcionamento baseia-se na emissão e recepção de luz. Parece complicado? No primeiro instante sim, mas vou procurar explicar da maneira mais fácil possível.

Na base do retrovisor interno está montado o sensor cuja função é medir a intensidade da luminosidade refletida no parabrisa. Para isso, conta com um diodo emissor de luz, que libera um pequeno feixe luminoso que é refletido sobre a superfície do vidro e recebido por um fotodiodo-receptor que funciona dependendo da intensidade da luz por ele absorvida.

Com o pára-brisa seco, toda a luminosidade emitida pelo diodo é recebida pelo fotodiodo do sensor sem desvios, pois o feixe luminoso que incide sobre o para brisa é refletido diretamente para o sensor. Em caso de chuva, as gotículas depositadas sobre a superfície do vidro desviam parte da luz emitida pelo diodo, diminuindo a incidência de luz sobre o sensor. Desta forma, quanto maior for o volume de água, menor será o feixe de luz recebido pelo fotodiodo.

Em função da quantidade de água sobre a superfície do vidro é gerado um sinal elétrico para o relé do temporizador do limpador de pára-brisa, ajustando sua velocidade de acordo com o volume de chuva. Simples, não?

Bem, agora que você já sabe como funciona o sensor de chuva, corra pra concessionária mais próxima e encomende seu carro novo com esse opcional. Vale a pena !!!

Até o próximo Post.

Alexandre

quinta-feira, 25 de junho de 2009

PORQUE O ESCAPAMENTO FURA?


O objetivo desse post é desvendar o motivo pelo qual um escapamento fura, ajudando a esclarecer a causas reais desse fenômeno.

Bem, para aqueles que acham que furo é tudo igual, aí vai um esclarecimento – o furo pode ser de dentro pra fora ou de fora pra dentro. Parece brincadeira, mas é verdade !! Quando o furo é de fora pra dentro concluímos que houve a ação de algum agente externo, como maresia, por exemplo. Já, quando o furo é de dentro pra fora, temos um caso claro de acúmulo de água no interior do escapamento.

Para aqueles que acham que a palavra “furo” não se encaixa em um blog de conhecimento técnico como esse, podemos usar um termo mais elaborado como “corrosão perfurativa”. Mas, seja furo ou corrosão, o que importa é que os dois são o resultado do ataque químico à camada protetora do escapamento, e as causas podem ser as mais diversas.

Dentre tantos, podemos eleger o agente corrosivo responsável pala maioria dos casos de perfuração – a água. Isso mesmo, o acúmulo de água no interior do escape é o maior causador de furos, ( Oh, perdão ), corrosão perfurativa em um sistema de exaustão.

Mas de onde vem essa água toda? A resposta é simples – do combustível que seu motor queima. Isto ocorre porque além dos gases provenientes da queima do combustível, são eliminados também vapores de água saturados. Estes vapores, ao entrarem em contato com a superfície mais fria do escapamento, condensam, acumulando-se no interior da tubulação.

Ou seja, qualquer motor expele vapor de água pelo escapamento, mas somente aqueles veículos com baixa quilometragem diária que apresentam maior incidência de formação de pontos de corrosão, pois, o menor tempo de uso do motor impede a eliminação dos vapores de água, acumulando no interior da tubulação, acelerando ainda mais o processo de degradação do escapamento.

Traduzindo em poucas palavras, quanto menos você anda, e quanto menos você acelera, mais água se acumula no escapamento, e consequentemente maior quantidade de perfurações surgirá.

Até o próximo Post.

Alexandre

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A EVOLUÇÃO DO AIR BAG


O Air Bag é, sem dúvida, um dos mais importantes dispositivos de segurança passiva, e já faz parte do cotidiano daqueles que podem pagar pelo equipamento. Para aqueles que não dispõem de tal quantia, o consolo é aguardar até 2014, ano no qual o item se tornará obrigatório em todos os carros novos.

Tamanha a importância do Air Bag que seu desenvolvimento corre a passos largos, de modo a torna-los cada vez mais eficientes. É o caso do Air Bag de segunda geração. Este novo modelo permite o enchimento da Bolsa em dois estágios, baseado na intensidade da colisão e velocidade do veículo, tornando-o ainda mais seguro.

Neste caso, existe a opção de desligamento do Air Bag do lado do passageiro – o do motorista, logicamente, nunca poderá ser desligado! Este sistema se utiliza de uma chave específica com a função de desabilitar o acionamento da bolsa, possibilitando assim, o transporte de crianças no banco a frente. Alguns modelos possuem sensores sob o assento do banco do passageiro, que utilizando um conjunto de resistências elétricas, permite identificar a presença de crianças, peso inferior a 12kg, desabilitando automaticamente a bolsa de ar.

Mas não foi apenas o Air Bag convencional que foi otimizado. Ocorreram mudanças também na sua forma e função, gerando bolsas de ar com aplicações específicas. É o caso do Side Bag, Window Bag ou Bolsa Tubular, cujo formato assemelhasse a uma lingüiça. Essas bolsas cumprem a nobre função de minimizar os riscos de lesão grave em acidentes laterais, estando instalado na própria estrutura lateral do encosto dos bancos dianteiros ou localizado no forro das portas, próximo ao descanso de braço.

Existe ainda o Air Bag tipo Cortina Inflável que forma uma proteção lateral cobre que cobre toda a extensão da janela do motorista e do passageiro. A diferença em relação ao Side Bag é que a Cortina Inflável evita o choque dos ocupantes do veículo contra os vidros das janelas. Alguns modelos mais avançados adotam cortinas que cobrem toda a extensão do habitáculo do veículo, do motorista aos passageiros do banco de trás.

Alguns carros estão tão sofisticados que oferecem até Bolsas para proteção para os joelhos abaixo do painel !!! Isso mostra que dentro do veículo estaremos relativamente seguros, mas e quanto aos pedestres? Bem, pode até parecer uma brincadeira, mas o projeto já existe e a previsão é entrar no mercado nos próximos cinco anos.

Pois é, daqui a um tempo estaremos muito mais seguros, seja dentro ou fora do carro.

Até o próximo Post.

Alexandre
Saiba mais sobre o assunto:

sábado, 6 de junho de 2009

PARA QUE SERVE O CÁRTER DO MOTOR?


Esse Post foi elaborado para esclarecer a dúvida de duas leitoras do Blog sobre o Cárter e a viscosidade do óleo. Então, vamos lá.

O Cárter é a parte inferior do motor, e nada mais é que um recipiente metálico onde fica acumulado o óleo lubrificante. Sua função é manter um certo nível de óleo de modo a garantir a lubrificação do motor. Com o carro desligado, o óleo que circulou pelo motor escorre por gravidade até o Cárter onde fica acumulado para a próxima vez em quem o motor for ligado. Esse reservatório ajuda também a resfriar o óleo.

O volume do Cárter varia de acordo com cada motor e veículo, acumulando normalmente algo como quatro litros de óleo em seu interior. Para verificarmos se o nível está correto utilizamos uma vareta que fica parcialmente imersa no lubrificante. Ao verificar o nível, devemos estar com o motor desligado e frio. Assim, garantimos que todo o óleo estará acumulado no Carter. Retire a vareta e limpe sua extremidade, colocando-a no lugar, e esperando alguns segundos. Em seguida retire-a visualizando se o nível do óleo encontra-se entre a marcação de mínimo e máximo.

Lembre-se de que, com o motor frio, a viscosidade do óleo aumenta e o volume ocupado por ele diminui. Logo, o nível tende a ser mais baixo. Já durante o funcionamento, o óleo recebe parte do calor gerado pela queima do combustível, auxiliando na refrigeração do motor. O calor faz com que o volume do óleo aumente, resultando em um nível mais elevado.

O importante é que o nível do óleo esteja entre as marcas de “Mínimo” e ‘Máximo” da vareta, com o motor frio. Se completarmos o óleo até a marca de “Maximo”, com o aquecimento, o volume de óleo irá aumentar, podendo prejudicar o motor.

A viscosidade do óleo também é importante. Quando novo, o óleo apresenta coloração no tom caramelo, com a consistência próxima do mel de abelha. O escurecimento do óleo indica que ele está cumprindo uma de suas funções que é limpar os resíduos do motor – o que é um bom sinal. O que não pode é o óleo tornar-se muito grosso, formando uma pasta escura, semelhante a graxa de sapato. Isso é indício de que ocorreu contaminação do óleo. E, a menos que você tenha algumas centenas de reais disponíveis na conta, é bom substituir o óleo de imediato, sob o risco de danos permanentes ao motor.

Até o próximo Post.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

terça-feira, 2 de junho de 2009

QUAL A FUNÇÃO DO ÓLEO NO SISTEMA DE AR CONDICIONADO?


Pouca gente sabe, mas o sistema de ar condicionado de um veículo também precisa de óleo lubrificante. Isso mesmo, óleo.

Mas não é qualquer óleo. Na verdade chamar de óleo chega a ser até uma ofensa. É que esse lubrificante possui características tão especiais que o fazem único. Só para se ter uma idéia, esse lubrificante possui baixíssima viscosidade, permitindo uma lubrificação adequada. Uma propriedade interessante é a capacidade de se associar ao fluido refrigerante, sem reagir quimicamente. Isso permite que o óleo circule de forma mais eficiente por todo o sistema de refrigeração. Outra característica importante é o fato de não congelar, mesmo em baixas temperaturas. E por último, sua composição química evita reações químicas com os anéis de vedação de borracha. Há, tem mais uma - o lubrificante forma uma película protetora nos dutos internos de alumínio evitando a oxidação, e consequentemente furos que venham a provocar vazamentos.

Depois desse parágrafo você deve ter ficado de boca aberta, tantas são as qualidades desse lubrificante. Mas para que serve mesmo? Bem, no sistema de climatização veicular, o Compressor é o único componente dotado de peças móveis. Internamente é composto por pistões e válvulas que comprimem o fluido refrigerante, aumentando sua pressão e temperatura. Esses componentes, para evitar desgaste, precisam de lubrificação. E é aí, literalmente, onde entra o lubrificante.

Mas existe um lubrificante para cada tipo de sistema. O Sistema R12, por exemplo, utiliza lubrificantes de base mineral, enquanto o sistema que o adota o gás HFC R134 faz uso de óleos de base sintética. Esses lubrificantes, devido a propriedades distintas, não devem ser misturados, ou mesmo terem suas aplicações invertidas, sob o custo de danos irreparáveis ao compressor.

E esse óleo precisa ser trocado?

Aí é assunto para um próximo Post.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

sábado, 30 de maio de 2009

TUDO SOBRE O PAINEL DE INSTRUMENTOS – PARTE III

Esse é o terceiro Post da série que desvenda as funções do Painel de instrumentos. Hoje falaremos da luz de emergência do sistema de freios ABS.

Como identificar a luz espia
A luz espia do ABS, assim como a da injeção eletrônica é uma lâmpada de anomalia. Isto quer dizer que na ocorrência de algum defeito no sistema o led acenderá no painel informando o condutor sobre o problema. Normalmente, essa lâmpada é um círculo vermelho ou laranja, ladeado por duas barras laterais, constando a sigla ABS no centro.

Como Funciona
O Sistema de freios ABS é composto por sensores que medem a velocidade das rodas, informando a central através de pulsos elétricos. Baseado na informação desses sensores a central aciona eletroválvulas que controlam o fluxo de fluido de freio nas rodas, evitando seu travamento. Continuamente a Central eletrônica monitora o funcionamento dos sensores e válvulas, a procura de sinais incoerentes ou mesmo ausência deles, que venha a caracterizar um defeito. Qualquer anomalia identificada resulta no acendimento da luz espia no painel.

O que fazer
Em caso de falha no sistema a estratégia da central eletrônica é inibir o seu funcionamento. Assim, o motorista passa a contar com o sistema convencional de freios, só que sem a assistência eletrônica. Mas não se iluda com isso, pois nem o Jason Button consegue frear melhor que um carro com ABS. Portanto, o recomendado é levar a uma oficina ou concessionária para realizar os reparos, que, normalmente, é identificado como uma falha em alguns dos sensores de roda ou mal contato nos conectores.

Até o próximo Post

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

sábado, 23 de maio de 2009

PORQUE A CARROCERIA DE UM CARRO DEFORMA TANTO EM UMA COLISÃO?


Muita gente se espanta ao ver o estrago causado por uma simples colisão entre dois veículos. Os próprios ocupantes, muitas vezes ilesos, olham perplexos para as chapas de metal retorcidas como finas folhas de papel alumínio.

“Bons eram os carros de antigamente que eram feitos para aguentar um impacto sem se desmanchar”- comentam. Bem, se você viveu a uma colisão naquela época, e está aqui para contar, com certeza não terá nenhuma saudade daqueles tempos.

Digo isso porque, a mais de trinta anos atrás, o conceito era de que a carroceria de um veículo deveria oferecer proteção aos seus ocupantes, resistindo bravamente a uma colisão. Para tanto eram utilizadas chapas de aço, grossas como um muro de arrimo, ostentando para-choques dignos do nome. E essa pesada armadura oferecia realmente uma eficiente proteção. Só que para os componentes mecânicos, que permaneciam muitas vezes intactos. Mas o mesmo não se podia dizer dos passageiros.

Esqueça um pouco dos modernos dispositivos de segurança atuais, e concentre-se na capacidade que a carroceria de um veículo tem de proteger seus ocupantes. Essa sim, pode salvar sua vida. Daí advém o termo “célula de sobrevivência “.

A lógica por trás desse conceito define que a carroceria tem a função de absorver a energia do impacto, distribuindo ao logo de toda a estrutura, preservando apenas o habitáculo. Ou seja, quanto mais a carroceria se deforma, mais energia é absorvida pela estrutura metálica, fazendo com que os passageiros tenham mais tempo para desacelerar.

Para facilitar o entendimento vamos considerar que quando um veículo colide a apenas 40km/h, os passageiros em seu interior também estão a 40Km/h !!! E, em uma fração de segundos, essa velocidade é reduzida a zero, fazendo que seus corpos seja submetidos a esforços equivalentes a várias vezes seu próprio peso devido aos efeitos da desaceleração.

Os carros atuais são feitos, sim, para desmancharem em uma colisão, só que utilizam finas chapas de aço que deformam de maneira programada, em pontos específicos da carroceria. E, é essa elevada capacidade de absorver a energia do impacto que faz com que os passageiros tenham mais tempo para desacelerar, reduzindo a fatalidade dos acidentes.

Apenas par que você tenha uma noção da quantidade de energia envolvida em uma colisão, é só reparar no estado do pára-lamas do seu carro após uma batida, simplesmente dobrado como uma lata de refrigerante amassada. Pois é, toda essa energia que deformou esse paralamas poderia ter sido direcionada para seu corpo. Pense nisso.

Até o próximo Post.

Alexandre

sábado, 16 de maio de 2009

TUDO SOBRE O PAINEL DE INSTRUMENTOS – PARTE II

Dando continuidade a série sobre o Painel de instrumentos, falaremos hoje da mais importante de todas as luzes espia – a do sistema de injeção eletrônica.

Como identificar a luz espia ...

A Luz espia do sistema de injeção eletrônica, conhecida como luz de anomalia, é caracterizada pela cor laranja ou vermelha, e normalmente apresenta a forma de um motor, raio ou um triangulo, estando localizada numa região de destaque no painel.

Como Funciona...

Sempre que giramos a chave na ignição, sem ligar o motor, percebemos um pequeno zumbido, que dura breves segundos. Esse ruído é o funcionamento da bomba de combustível no interior do tanque, pressurizando o combustível. Enquanto a bomba funciona, a Central de injeção eletrônica realiza o Check, procedimento onde é verificada a continuidade elétrica de todos os sensores e atuadores do sistema.

Caso haja algum defeito, a luz espia permanece acesa no painel, e o inconveniente é registrado em uma memória permanente dentro da central, chamada de Memory Fault ou memória de Falhas. Isso irá permitir que um técnico, utilizando um scanner, tenha acesso aos principais defeitos apresentados pelo veículo, facilitando o diagnóstico.
E nem tente desligar a bateria, pois isso não apaga o erro registrado na memória da Central !!!

O que fazer...

Durante a condução, caso a luz espia acenda é preciso ter cautela, pois é indício de falha no sistema de injeção. Normalmente, o acendimento da luz espia é acompanhado por uma falha de funcionamento. Caso isso ocorra, o mais indicado é procurar um local seguro e desligar o carro. Após alguns instantes, funcione o motor e veja se o problema persiste. Em muitos casos o problema é intermitente, aparecendo em outra ocasião. Sendo um defeito permanente ou não, para nossa sorte, o sistema de injeção possui estratégias para manter o motor em funcionamento, mesmo com falhas, de modo que você possa procurar uma oficina.

O que pode ocorrer se nada for feito...

A menos que você tenha dinheiro sobrando para gastar com manutenção, o recomendado é levar o carro a uma concessionária ou oficina, afim de evitar que os danos se estendam ao motor ou outros componentes do sistema. E lembre-se, a luz espia apenas irá apagar se o defeito for solucionado e a peça danificada substituida.
Até o Próximo Post

Alexandre