quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É CORRETO DIRIGIR USANDO O 1-3-5?


Esse Post foi criado para esclarecer a dúvida de um leitor, que utiliza o método conhecido como 1-3-5 para dirigir, usando somente as marchas ímpares, evitando engatar, a segunda e quarta marchas. Mas será que isso compensa?


Antes de responder a questão devemos esclarecer a função das marchas. A caixa de marchas existe, seja ela automática ou manual, para multiplicar o torque produzido pelo motor permitindo que o carro vença a inércia e possa acelerar.


A quantidade de marchas depende do tipo de veículo e do ouso ao qual se destina. Por exemplo, um dragster, carro de corrida de curta distância, tem que despejar toda sua potencia, um percurso de 400 metros, em linha reta, no menor tempo possível. Como o traçado da pista é curto o câmbio tem no máximo duas velocidades. A primeira para fazer o veículo arrancar, e a segunda marcha para permitir a aceleração do carro. Já um Fórmula 1 usa uma caixa de sete marchas, mais adequada ao tipo de traçado das pistas que exigem reduções de velocidade bruscas e acelerações imediatas. Isso só é possível utilizando uma caixa de marchas que permita que o motor trabalhe sempre na rotação ideal.


No dia-a-dia, usamos as marchas para arrancar com o carro e gradativamente ganhar velocidade. Quanto maior o número de marchas melhor, pois temos mais condição de manter o motor no regime de rotação correto.


Ao usar a estratégia do 1-3-5, estamos saindo da marcha de maior força, que é a primeira, para uma macha de força intermediária, que é a terceira. Isso faz com que a rotação do motor caia. E aí o que você faz para manter a rotação? Acelera ainda mais. E aí é claro, o consumo aumenta exponecialmente !!


Essa estratégia pode até ser usada em motores de grande cilindrada, como os V8 americanos, pois o elevado torque produzido compensa a perda de rotação. Mas tentar repetir isso em um carro 1.0 é suicídio !!! Quer saber por quê?


Simplesmente porque nessas condições o motor irá trabalhar com rotações muito baixas, exigindo que se pise mais no acelerador, injetando mais combustível no motor. A combinação de pouca rotação com excesso de combustível é igual a motor carbonizado no futuro. Pode ficar certo disso.


Até o próximo Post.


Alexandre


Saiba mais sobre o assunto:


Entenda a transmissão mecânica.

Ruido ao engrenar a ré é normal?

domingo, 17 de janeiro de 2010

MESMO MAIS CARO, AINDA VALE A PENA ABASTECER COM ÁLCOOL?


Sempre que o álcool entra na entresafra, período que vai de dezembro a março de cada ano, notícias sobre o aumento do preço nos postos de abastecimento tomam espaço nas manchetes dos jornais e sites de notícia.

Para mim, não há nenhuma surpresa. Isso ocorre há 30 anos !!! Ou seja, desde o final da década de 1970, quando o governo optou pelo uso do Etano derivado de cana de açúcar, que isso se repete, ano a ano. Isso acontece pelo fato do combustível ser derivado de uma planta, e como em qualquer produção agrícola ocorre o aumento de preço no momento da entresafra. Na safra, que vai de abril a novembro, o preço normaliza.

Portanto, retire a palavra economia do seu vocabulário quando falamos de álcool combustível, e esqueça as oscilações de preço provocados pela entresafra. O que torna o Etanol amigável não é sua capacidade de fazer o dinheiro render mais no seu bolso, mais sim os benefícios ao motor e ao meio ambiente.

A explicação para isso está na Química. A molécula do álcool é mais simples que a da Gasolina. Ao ser queimado, esse combustível não libera resíduos de carbono, o que impede que o motor fique carbonizado. A câmara de combustão permanece limpa, assim como as velas de ignição e válvulas do motor. A médio e longo prazo isso é uma grande vantagem, pois reduz a manutenção do motor.

Ao optar pelo Álcool não é apenas o motor que é beneficiado. O óleo mantém sua capacidade lubrificante por um período um pouco maior, pois ao contrário da gasolina, a degradação de sua película lubrificante torna-se menor.

Algumas pessoas dizem que a álcool limpa o motor, mas isso é incorreto. Ele não retira a impureza do motor, pois não é sabão em pó. O álcool apenas evita que impurezas sejam acumuladas.

Não podemos esquecer, é claro, das emissões de gás carbônico. A liberação de carbono na atmosfera é até 40% menor quando optamos pelo Álcool. Só pra ter uma idéia, ao abastecer seu carro flex com quatro tanques por mês, você deixa de emitir 440 Kg de CO2!!!

Então, esqueça um pouco o preço e valorize mais os benefícios do álcool.

Até o próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

domingo, 10 de janeiro de 2010

QUAL O LIMITE PARA ULTRAPASSAR UMA RUA ALAGADA?


O vídeo abaixo me foi enviado por um leitor que também tem um Blog, (htttp://quilometroporhora.blogspot.com ) e mostra uma cena interessante transmitida ao vivo por um canal de televisão...Um carro Off Road ultrapassando uma rua alagada...não, inundada... tem uma rua ali? Sei lá, só sei que não é uma ação de marketing da Montadora, o cara que tá dirigindo é realmente maluco!!! Agora esse vídeo mostra duas coisas importantes.

Primeiro que em algumas cidades brasileiras quando chove muito está ficando cada vez mais complicado de transitar. Só tendo um Off Road mesmo !! Segundo que só é possível fazer o que é mostrado no vídeo com um carro a Diesel e dotado de Snorkel. Quer saber por quê? Vou explicar...

Nos motores a Diesel a ignição é por compressão, ou seja, o combustível é injetado no motor e comprimido juntamente com o ar sob altíssima pressão, provocando sua queima. Ou seja, nesse tipo de motor não há necessidade de vela de ignição, cabos ou muito menos bobina, já que a ignição ocorre por compressão, isso elimina muitos componentes elétricos que poderiam provocar a falha e até a parada do motor quando em contato com a água.

Outro fator que permite atravessar áreas alagadas é a instalação de um Snorkel. O nome é esse mesmo, pois o princípio é o mesmo daquele canudo curvado que os mergulhadores usam em águas rasas...Com o Snorkel instalado a aspiração do ar para o motor é feita em uma posição mais elevada, no caso do carro do vídeo, a extremidade do tubo está acima do teto. Isso permite cruzar trechos alagados sem o risco de o motor aspirar água, o que seria fatal.

Só para se ter uma idéia, num carro normal, a admissão de ar está normalmente na altura dos faróis dianteiros, a uns 50 ou 60 cm do solo, que é uma região onde se pode captar ar mais frio para o motor, mas isso limita sua capacidade de transpor áreas alagadas.

Deixo bem claro que não é recomendado atravessar trechos alagados com mais de 80 cm de água, mesmo num off road...(estou falando sério!!!) e se seu carro ainda for a gasolina..desista...

Até próximo Post

Alexandre

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O AR CONDICIONADO AUTOMATICO E O MANUAL?


Recebi um e-mail de um leitor que me perguntava qual a diferença entre um ar condicionado automático para um convencional do tipo manual. Bem, posso afirmar que não há diferença em termos de rendimento térmico, já que o compressor, condensador e evaporador são semelhantes. O que difere na realidade é que no sistema automático, há um controle mais afinado da temperatura do habitáculo.

Isso é possível graças a um pequeno sensor que mede a temperatura do ar externo, e compara com a temperatura no interior do veículo. Com base nessas informações uma central eletrônica aumenta ou diminui a velocidade do ventilador do painel, variando o fluxo de ar para o habitáculo. Somado a isso, um conjunto de motores elétricos aciona as portinholas por onde passa o ar no painel, misturando o ar mais quente ao ar mais frio, num processo conhecido como mix. Assim, é possível controlar a temperatura do ambiente.

Ou seja, a principal vantagem do sistema automático é que basta selecionar a temperatura desejada e esperar que o ar condicionado faz o resto. Portanto, esqueça aquele mexe-mexe nos botões do sistema manual. O sistema automático oferece muito mais comodidade, além, é claro, de deixar o carro com um “ar” mais sofisticado, não é verdade?

Então, se a grana tiver um pouco mais folgada no fim do mês, e você puder optar por um modelo com ar condicionado automático, nem pense duas vezes, vale a pena. Principalmente se for daqueles que tem ajuste de temperatura individual, para motorista e passageiro, aí sim, vale ainda mais a pena, pois acabam as brigas com a patroa, já que as mulheres sentem mais frio que os homens.

Mas lembre-se que o fato de ar automático em nada altera o valor do carro no momento da venda. Nos próximos Posts veremos como esse engenhoso sistema funciona.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

PNEUS NOVOS DEVEM SER COLOCADOS NA TRASEIRA OU NA DIANTEIRA?


Assisti a um vídeo enviado por uma amiga que fala sobre a importância de se colocar pneus novos na traseira do carro. Tudo que foi mostrado e comprovado no vídeo está certo...com pneus novos na traseira, caso o carro desgarre em uma curva é mais fácil controlar o veículo...mas a situação mostrada é muito específica...usam uma curva, em uma velocidade média mais elevada, com piso alagado...ou seja, uma condição que você encontra em uma estrada...No dia a dia do trânsito da cidade, a coisa muda de figura... Vou explicar por que...


Os pneus que desgastam primeiro são os dianteiros ou os traseiros? São os dianteiros, mas por quê? Bem, simplesmente porque durante uma frenagem 70% do esforço se concentra no eixo dianteiro, devido a transferência de peso para a frente do veículo. Então, se eles se desgastam primeiro, devem ser substituídos primeiro, não concorda?

É importante lembrar que a única parte do carro em contato com o solo são os pneus, e que não só tem função de garantir a estabilidade do carro, como mostrado no video, mas também garantir a frenagem. Então, imagine colocar pneus novos na traseira e manter pneus mais desgastados na dianteira...agora experimente frear bruscamente...é batida na certa...

O ideal, na verdade, é que você tenha no veículo pneus com mesma quilometragem. Isso só será possível trocando os quatro pneus de uma vez. Portanto, na hora de trocar os pneus, vale mais a pena pedir um desconto adicional ou um prazo maior e levar os quatro...Sai um pouco mais caro, mais é o ideal...

Se o dinheiro tá curto, e só é possível levar dois pneus, considere o tipo de percurso que você faz diariamente. Se roda mais na cidade, opte por colocar os pneus novos na dianteira, sem dúvida. Se anda mais na estrada, e sua região chove muito, não pense duas vezes e coloque os pneus novos na traseira...

Há, outra coisa a ser considerada no video, é que se os pneus traseiros estão dentro do limite de desgaste a perda de controle em uma curva não irá acontecer...( dependendo da velocidade, é claro ).

Até o próximo Post.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

domingo, 27 de dezembro de 2009

PORQUE O ÁLCOOL POLUI MENOS QUE A GASOLINA? PARTE II

Na área automotiva, quando falamos em emissões, estamos no referindo normalmente aos gases poluentes emitidos pela queima de um determinado combustível. E, seja qual for o combustível utilizado sempre haverá a liberação de gases poluentes compostos por Hidrocarbonetos ( HC ), Dióxido de Carbono ( CO2 ), Monóxido de Carbono ( CO ) e Óxidos de Nitrogênio ( NOX ). O que diferencia um combustível do outro é a proporção de cada um desses poluentes. E aí está a vantagem do Álcool em relação à Gasolina.

Se considerarmos apenas um desses poluentes, por exemplo, o Dióxido de Carbono, também conhecido como Gás Carbônico, a vantagem do Álcool é percebida. É que parte do dióxido de carbono emitido durante sua queima será “absorvido” pelo meio ambiente durante seu processo de produção, criando uma espécie de compensação nas emissões.

Não entendeu? Vou explicar melhor. O Etanol é um combustível de fonte renovável, ou seja, obtido através do plantio da cana-de-açúcar. A Cana, durante seu crescimento, retira o gás carbônico da atmosfera, para juntamente com a luz do Sol, realizar o processo de fotossíntese. E é aí onde está o “pulo do gato” !l. Durante o cultivo, a própria plantação retira o CO2 da atmosfera, devolvendo apenas o oxigênio !!

Isso quer dizer que quando você usa álcool no seu carro Flex uma parte do CO2 emitido durante a queima do combustível será retido pela natureza durante o cultivo da cana de açucar, reduzindo assim, a quantidade de dióxido de Carbono na atmosfera. Ou seja, ao optar pelo álcool você está contribuindo com uma maneira simples e eficiente para a redução dos níveis de Gás Carbônico na atmosfera.

Eu uso álcool no meu carro Flex, e com isso estou dando minha contribuição. E você?

Até o próximo Post.

Alexandre

sábado, 19 de dezembro de 2009

PORQUE O ÁLCOOL POLUI MENOS QUE A GASOLINA? PARTE I

Há alguns meses atrás se divulgou na mídia que o Àlcool polui mais que a Gasolina. Confesso que fiquei espantado ao ler as matérias. Tal conteúdo pode criar uma certa confusão na cabeça de quem leu os artigos. Pensando em esclarecer tudo isso, estou publicando uma série de Posts especiais voltados ao álcool combustível e seus efeitos sobre o meio ambiente.

Mas por onde começar? Bem, porque não começar com um estudo realizado pela Embrapa ? Essa pesquisa levou em consideração toda a emissão de Gás Carbônico ( CO2 ) no processo de plantio, cultivo, colheita, processamento, fabricação e o transporte do Etanol ao Posto, assim como o consumo de um veículo realizando um percurso de 100 km. Esses dados foram comparados aos níveis de emissão de gás carbônico da Gasolina, desde o processo de extração do petróleo, passando por todas as etapas de obtenção da gasolina, a entrega do combustível a rede distribuidora e a queima do combustível no veículo.

E você sabe qual foi o resultado? Se considerarmos todas as etapas do processo de produção, distribuição e consumo dos combustíveis temos que o Etanol obtido da cana de açúcar reduz em até 73% as emissões de Gás Carbônico, quando comparado à Gasolina. Isso mesmo, 73 % menos CO2 deixa de ser lançado na atmosfera apenas pela substituição da Gasolina pelo Etanol !!!! Agora imagine isso no período de 10 anos o quanto poderíamos estar contribuindo para a redução do aquecimento Global?

Apenas para comparação, se usarmos como base uma veículo movido à Diesel, essa diferença cai para 68%. Mas ainda sim é uma redução bastante significativa.

Agora, se o processo de queima da cana-de-açúcar fosse substituído por um processo mecanizado, a redução na emissão de CO2 chegaria a 82%.

Mas porque tamanha diferença na emissão de dióxido de Carbono em relação à Gasolina?

Bem, aí só lendo o próximo Post.

Alexandre

domingo, 13 de dezembro de 2009

SELO CONPET AJUDA O CONSUMIDOR A ESCOLHER CARRO MAIS ECONÔMICO.


Quem acompanha o Blog deve se lembrar da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Esse Selo faz parte do CONPET, Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural é o resultado de uma parceria entre o Inmetro e a Petrobrás e tem como objetivo orientar o consumidor na hora da compra, indicando os produtos com maior eficiência energética através de uma classificação que varia de A, para o mais econômico, a E, o menos econômico.

Esse Selo indica o consumo de combustível no ciclo urbano e rodoviário, em Km/l para álcool e gasolina, ou Km/m3 para carros GNV. A novidade é que essa semana foi divulgado uma nova tabela com mais 35 veículos, em 67 versões diferentes, distribuidos em oito categorias.

Posso dizer que o resultado do trabalho realizado pelo Inmetro é muito sério e bastante próximo da realidade, podendo ser usado como referência na hora de escolher o carro novo. São números reais e não distantes do resultado encontrado por você ao dirigir. Isso derruba por terra alguns anúncios otimistas onde se vende a idéia de carros excepcionalmente econômicos.

Só para se ter uma idéia, o carro Flex mais econômico da lista, que recebe a classificação “A” em consumo faz apenas 8,8 Km/l de álcool na cidade !!! Isso mesmo, menos de 9 Km/l em percurso urbano!! Esses números passam para 9,9 quilômetros por litro de álcool quando em percurso rodoviário. Usando Gasolina, o campeão de economia faz 12,4 Km/l na cidade e quase 15 Km/l na estrada. Não mais do que isso.

Portanto, se você pensa em mudar de carro ou que saber o consumo real do seu modelo atual, consulte a Tabela do Conpet, clicando aqui.

Até o próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

Por que o carro Flex não é econômico – Parte I
Por que o carro Flex não é econômico – Parte II
Selo Procel para Carros

domingo, 6 de dezembro de 2009

AO PASSAR POR UMA LOMBADA EM ALTA VELOCIDADE O AIR BAG PODE ACIONAR?



Sempre ouvimos histórias envolvendo Air Bags. Casos em que as bolsas não foram acionadas e até situações onde os airbags disparam espontaneamente. Um das questões que vamos analisar hoje é se um Air Bag pode ser acionado quando passamos, ou melhor, “decolamos” em uma lombada.

Bem, como já sabemos, o Air Bag é o mais eficiente dispositivo de segurança passiva já criado, sendo basicamente constituído por uma bolsa de ar inflada através da expansão de um gás. Um propelente sólido localizado na base do volante entra em ignição através da passagem de uma corrente elétrica gerando um gás a abs de azoto de sódio, que, ao expandir, infla a bolsa em um tempo inferior a 1 segundo, afastando os passageiros do painel e volante, reduzindo assim os riscos de lesão grave.

Mas, para que a Bolsa seja acionada é necessário gerar um elevado valor de desaceleração. O impacto causado pela passagem em um buraco ou lombada, mesmo em alta velocidade, não é o suficiente para acionar o Air Bag, pois a desaceleração deve ser superior a 2g, o que equivale a duas vezes a aceleração da gravidade!! É como se o motorista fosse submetido a uma força equivalente a duas vezes o seu próprio peso. Este nível de desaceleração apenas é obtido no caso de uma colisão.

Além disso, por um motivo de segurança, este dispositivo conta com dois sensores, um inercial e outro eletrônico, no qual a central de comando apenas determina o acionamento da bolsa caso receba a informação dos dois sensores simultaneamente, evitando assim, seu acionamento ao passa por qualquer tipo de irregularidade do solo.

Isso quer dizer que a decolagem em uma lombada não é suficiente para acionar as bolsas de ar. Pode ficar tranqüilo.

Até o próximo Post.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto

domingo, 29 de novembro de 2009

DICAS PARA SABER SE O SERVIÇO DE RETÍFICA DO MOTOR FOI BEM FEITO.


Você está trocando de carro. Passando para um pouco mais novo. Finalmente você encontra aquele carro que esperava...o ano, modelo, opcionais...até a cor que você desejava...tudo isso no preçinho que cabe no seu bolso. Mas, analisando um pouco mais, você descobre que o motor passou por uma retífica. E aí?

Na verdade, ninguém gosta de comprar um carro sabendo que o motor foi aberto. Isso diminui um pouco a confiança no conjunto mecânico, não é verdade? Nesse momento, a única certeza que temos é que o serviço do motor já foi feito. Resta agora saber se foi bem feito.

Posso afirmar que hoje em dia, os serviços de retífica são bem precisos e confiáveis. Mas um pouco de cautela sempre é bem vinda. Para ficar tranquilo, siga as dicas apresentadas nesse Post:

a) Procure saber o motivo que levou o motor a "bater"... Se foi por falta de lubrificação ou superaquecimento. Se foi por problema de lubrificação os itens mais atingidos são pistões, anéis de segmento, tuchos, árvore de manivelas ( virabrequim )...Se foi por superaquecimento pode ter ocorrido o empeno do cabeçote.

b) Peça a retífica que realizou o serviço ou a loja que está vendendo o carro uma relação com a descrição do serviço e das peças substituídas, para poder ter uma dimensão do problema. Se por exemplo, foi feita uma retífica no virabrequim, é por que o desgaste foi profundo, e o problema foi bem sério!!

c) Com o capô aberto, verifique o estado geral do motor. O mesmo tem que estar seco, sem presença de vazamento de óleo ou água pelas juntas e conexões.

d) Ligue o motor. Verifique se funciona bem em todas as faixas de rotação, sem falhas ou trancos, principalmente em marcha lenta. Perceba também se há ruídos e barulhos estranhos vindos do motor.

e) Dê uma olhada se sai fumaça pelo escapamento, principalmente com o motor frio. Se sair fumaça branca o motor possui alguma trinca no cabeçote ou bloco que está permitindo a entrada de água no motor. Se a fumaça for preta, é sinal de queima excessiva de óleo, que pode ser provocada pelo mal ajuste dos anéis do pistão no interior do cilindro, ou vazamento pelos retentores de válvulas.

f) Verifique o consumo de óleo do motor. Para isso, meça o nível de óleo, e rode 1.000km com o carro. Depois repita a medição. O nível de óleo não pode baixar muito.Verifique no manual qual o consumo de óleo aceitável.

Se após essas verificações estiver tudo OK, vá curtir o carango...

Até o próximo Post

Alexandre

domingo, 22 de novembro de 2009

É VERDADE QUE UM CARRO ACOSTUMADO A RODAR NA ESTRADA ANDA MAIS?


Imagine a seguinte situação. Seu vizinho vive se gabando que o carro que ele usa, além de disposto, é extremamente econômico. Tal conversa não passaria de lorota do morador da casa ao lado, não fosse um pequeno detalhe – o carro sobre o qual ele descarrega elogios é exatamente igual ao que você encosta diariamente na garagem, e que, você vive reclamando do elevado consumo e do péssimo desempenho.

O assunto pode até virar motivo de intriga entre vizinhos, mas será que tem um fundo de verdade? Bem, se o seu vizinho utiliza o carro em viagens constantes a trabalho, enquanto você se arrasta pelo caótico trânsito das cidades, então temos a explicação para o impasse.

Num circuito urbano, o anda-e-pára do trânsito faz com que o motor trabalhe em condições pouco favoráveis, fazendo-o funcionar em baixas rotações, com pouca circulação de ar, e em marchas curtas como a primeira ou segunda. Para manter o motor funcionando nessas condições a quantidade de combustível é elevada, consumindo mais e formando depósitos de carbono no interior do motor. A bomba de óleo trabalha com baixa circulação de óleo e a circulação de líquido de arrefecimento está em baixa.

Já, em uma estrada, o motor trabalha em um regime de funcionamento constante, com marchas altas como quarta e quinta, com ventilação garantida pelo movimento do carro. As rotações mais elevadas do motor favorecem a queima do combustível, reduzindo o consumo e evitando a carbonização do motor.

Daí o motivo pelo qual o carro do vizinho parece mais ágil e econômico. Com o passar do tempo, a condição de rotações elevadas, combinado com velocidade constante na estrada diminui o acúmulo de carbono no interior do motor, fato que não podemos evitar no trânsito lento da cidade.

Resumindo. Quanto mais tempo você passa no engarrafamento, mais carbonizado fica o motor. E, a cada dia que passa, o motor do seu carro ficará ainda mais carbonizado, aumentando o consumo de combustível, e reduzindo, na mesma proporção, o desempenho.

Portanto, uma coisa é certa – o seu vizinho está com toda razão!!!

Até o próximo Post.

Alexandre

domingo, 15 de novembro de 2009

PORQUE O CARRO FLEX NÃO É ECONÔMICO? PARTE II


Muita gente reclama que os carros Flex tem um padrão de consumo similar aos carros carburados à álcool da década de 1980. E isso não é mentira. Um carro Flex,que no ciclo urbano faz cerca de 7,5 quilômetros com um litro de álcool, está no mesmo patamar de consumo dos carros de 20 anos atrás.

Daí vem a pergunta: em vinte anos, apesar de todo o desenvolvimento tecnológico, os engenheiros não conseguiram melhorar o consumo no álcool? A resposta está na química. Para queimar uma fração de álcool, precisamos em média de oito frações e meia de ar. Comparando com a gasolina que precisa aproximadamente de treze frações de ar para uma de combustível, no caso do álcool precisamos, proporcionalmente, de mais combustível para termos uma queima eficiente.

Resumindo, quando usamos álcool o consumo será sempre, eu disse sempre, maior que no caso do uso da gasolina. Não há como mudar isso!! É a Química!! Portanto, se você quer culpar alguém, culpe a Mãe Natureza !!!

Tudo bem, tudo bem, isso explica, mas não justifica. Pois, não é possível que conseguimos mandar o Homem à Lua e não conseguimos tornar uma carro movido a Álcool econômico!!

Bem, você pode estar certo de que os engenheiros automotivos estão tão dedicados a esse assunto quanto qualquer engenheiro da NASA!!! Qual Montadora não quer oferecer um veículo que possa rodar com um combustível pouco poluente e de fonte renovável como o álcool, e ainda assim, ser extremamente econômico? Seria algo como redescobrir a roda !!!

Várias modificações técnicas são necessária para tornar possível o uso do álcool e gasolina em um único motor, conciliando desempenho, consumo e emissão de poluentes. E é sobre isso que falaremos nos próximos Posts.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

domingo, 8 de novembro de 2009

SE UM MOTOR TRABALHA PRÓXIMO DE 100°C, PORQUE A ÁGUA DO RADIADOR NÃO FERVE? - PARTE II

Como já falei anteriormente, todo carro fabricado hoje em dia utiliza a solução de água mais aditivo para arrefecer o motor. Mas, para garantir a eficiência do sistema é importante manter a água no estado líquido. E como isso é feito?


Bem, no Post anterior vimos a importância do uso do aditivo no controle da ebulição da água. Mas o aditivo não faz tudo sozinho. Existe outro fator, ainda mais importante – a pressão. E é a pressão o principal fator no controle da mudança de estado físico.

Para tornar mais fácil o entendimento da relação entre a pressão e a temperatura de ebulição da água, basta voltarmos um pouco aos conceitos aprendidos no ensino fundamental. Lá aprendemos que a água muda de líquido para vapor a 100 °C, só que isso ocorre a pressão atmosférica.

Se aumentarmos a pressão sobre a superfície da água, será necessário aumentar também a temperatura, fazendo com que a água vença a pressão adicional e mude de estado físico. Isso quer dizer que quanto maior a pressão, maior a temperatura de ebulição. Entendeu agora?

O mais interessante é que esse conceito físico é aplicado tanto em utensílios domésticos, como uma panela de pressão, que você usa para cozinhar mais rápido, quanto no sistema de arrefecimento do seu carro.

Nesse caso, o sistema de arrefecimento é pressurizado. O reservatório por onde é adicionado o líquido de arrefecimento possui uma tampa, que faz a função de válvula de controle da pressão, assim como a válvula da panela de pressão. O segredo do sistema é manter a água sempre sob uma pressão maior que a atmosférica, assim, mesma à temperatura de 100°C a água permanecerá no estado líquido.

Até o próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

VOCÊ CONHECE O RECALL BRANCO?

Esse Post começa com uma pergunta – você conhece o Recall Branco? Não? Bem, pra ser sincero, até escrever esse Post eu não fazia a menor idéia do que se tratava!!

O Recall, como já sabemos, é uma estratégia utilizada por fabricantes para convocar Clientes cujos produtos apresentam algum defeito de fabricação que comprometa a segurança. Já, o Recall Branco, como está sendo divulgado, é quando um produto apresenta um defeito mais não compromete a segurança do usuário. Sendo assim, não há a necessidade de convocação dos proprietários dos veículos em grandes mídias, como exige o Código de Defesa do Consumidor para o caso de Recall. Talvez o termo mais correto fosse “Recall Silencioso” já que os custos com mídia e divulgação é bastante reduzido, assim como não é feito alarde sobre o problema.

A expressão "Recall Branco" parece suavizar a importância desse tipo de ação para o consumidor, mas não se trata de uma ação ilegal, pelo contrário, está totalmente acobertada judicialmente, pois assim como um Recall convencional, é acompanhado de perto pelo Departamento de Proteção e Defesa ao Consumidor, entidade ligada ao Ministério Público Federal, que tem autoridade para instaurar um processo judicial contra o Fabricante caso suas exigências não sejam cumpridas. Trata-se portanto, de uma coisa muito séria.

O termo se tornou mais conhecido, pois recentemente uma grande montadora anunciou o que seria um dos maiores Recalls Brancos do País !!! Isso mesmo, estima-se que mais de 400 mil veículos, fabricados desde 2008 passarão por reparos nas concessionárias da Marca. Tudo isso por conta das especificações do óleo lubrificante utilizado no motor.

Caso fosse lançado um Recall de verdade, o valor do prejuízo, com divulgação na mídia, reparo dos veículos, logística das peças e mão de obra, iria girar em torno de R$ 1 bilhão !!! Mesmo com o susto, a Montadora assumiu a responsabilidade e está convocando os clientes que reclamam de um ruído no motor para fazer os devidos reparos, assim como substituição do lubrificante, e aumento da garantia do motor três para quatro anos.

Portanto, não importa se o Recall é Branco ou não. O direito do Consumidor estará garantido. Isso é o que importa!!

Até o próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto:

domingo, 1 de novembro de 2009

O FUTURO É DOS AUTOMATIZADOS.

Certa vez, participando de um grupo de discussões em um fórum sobre mecânica na web, onde o tema era transmissão automática, fui crucificado por diversos participantes ao defender o câmbio automatizado em relação aos automáticos convencionais !!!

Assim como me justifiquei no Fórum, não estava apenas defendendo o novo tipo de câmbio, mais sim afirmando que na Europa, era mais que uma tendência, sendo, portanto, o câmbio do futuro!! E eu não estava errado. Muito pelo contrário. Na época da discussão, apenas um único modelo no Brasil oferecia o câmbio. Atualmente, nove modelos fabricados no país já adotam o equipamento!!!

O câmbio automatizado ou robotizado utiliza a caixa de câmbio manual convencional, com engrenagens e disco de embreagem. O que o diferencia é a ausência do trambulador, aquele conjunto de articulações que liga a alavanca de marchas ao câmbio, sendo substituído por um conjunto eletrohidráulico com válvulas responsáveis pelo engate das marchas e acionamento da embreagem.

A principal vantagem do novo sistema é o custo. É que em relação ao câmbio automático, que possui um complexo conjunto hidráulico, e uma peça conhecida como conversor de torque, o automatizado usa, exatamente, a mesma caixa de marchas do carro manual, incluindo apenas o conjunto eletrohidráulico e uma central eletrônica.

Apenas para termos uma idéia da redução dos custos, o valor médio de um câmbio automático é de $ 4.000,00, enquanto que o automatizado acrescenta apenas $ 2.400,00 no valor do veículo. Essa redução considerável nos custos tem levado as montadoras a investirem nesse tipo de câmbio, seja num esportivo, com dupla embreagem, ou mesmo em um modelo popular.

Mas e como funciona esse tipo de câmbio? Bem, isso veremos nos próximos Posts.

Alexandre

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SE UM MOTOR TRABALHA PRÓXIMO DE 100°C, PORQUE A ÁGUA DO RADIADOR NÃO FERVE? - PARTE I


Certa vez me questionaram sobre o motivo pela qual a água do radiador não ferve mesmo o motor estando a mais de 100°C. É no mínimo uma dúvida com bom fundamento.

A água é um recurso natural abundante e há muito tempo é utilizada como fluido de arrefecimento por ser eficiente no transporte do calor do motor para o radiador, mas o controle de seu ponto de ebulição sempre foi um grande tormento para os projetistas. Apenas para se ter uma idéia, o carro mais vendido do mundo durante metade do século XX utilizava um motor arrefecido a ar, por ser mais simples.

Atualmente, todos os veículos fabricados no mundo, digo todos mesmo, utilizam a água como elemento para arrefecer o motor, por ser mais eficiente, termicamente falando, quando comparada ao ar. Mas utilizar somente a água não garante a eficiência do sistema de arrefecimento. É aí que entra o Aditivo.

O Aditivo adicionado à água do radiador possui uma composição à base de um composto chamado Etilenoglicol. Esta substância, além de agregar características específicas a água, tem como função alterar seu ponto de ebulição e congelamento. Logo, quando adicionamos o Aditivo à água formamos uma mistura, conhecida como líquido de arrefecimento, cuja principal característica é o ponto de ebulição superior a 100°C, e ponto de congelamento abaixo de 0°C.

Isso quer dizer que, mesmo que a temperatura do motor atinja mais de 100°C, a água presente no fluido de arrefecimento permanecerá no estado líquido. Isso é sensacional !!! Mas para que esse controle da temperatura seja eficiente, é preciso atender a proporção entre água e aditivo que é de 30% de aditivo para 70% de água.

Até o próximo Post.

Alexandre

domingo, 18 de outubro de 2009

PORQUE O CARRO FLEX NÃO É ECONÔMICO? PARTE I


Quando o primeiro carro Flex foi lançado em 2003, vendeu-se a idéia de que o motorista sentiria a economia já mo momento do abastecimento. Até concordo, se você considerar que os R$ 80,00 cobrados por um tanque de álcool afeta muito menos o bolso que os R$ 120,00 necessários para encher com Gasolina.

Nossa, estou economizando muito – você pode pensar!!. Mas, sem querer ser chato, isso é pura ilusão. O fato é que rodando com álcool o carro irá consumir muito, muito mais. Ou seja, toda aquela economia na hora de passar um cheque irá se refletir, na verdade, em alguns tanques a mais de álcool. Então pode se preparar para ficar amigo do frentista.

Não. Não estou aqui criticando o álcool. Muito pelo contrário, sou um ferrenho defensor do combustível verde. Quem acompanha o Blog sabe disso. Apenas me sinto na obrigação de esclarecer aos meus leitores que quando comprarem um carro Flex, não pensem em economia. Nesse tipo de carro isso é um fator secundário.

A economia advém justamente do fato de você escolher o combustível que mais lhe convém naquele momento. E isso é o mais importante no carro Flex.

Mas porque então comprar um carro bi-combustível? A resposta é simples: utilizar a tecnologia a seu favor. Isso quer dizer que quando a gasolina estiver mais cara você pode optar pelo álcool, assim como no período da entressafra da cana-de-açucar, quando o preço do álcool aumenta muito, você pode recorrer ao combustível fóssil.

Eu, particularmente, uso 100% de álcool, não me preocupando muito com o consumo. Mas, para aqueles que querem fazer render alguns reais, opte sempre pela gasolina se o valor do álcool for equivalente a mais de 70% do seu preço.

Ou seja. Multiplique o valor da gasolina por 0,7. Se o preço do álcool estiver acima do valor calculado, abasteça com a velha e boa gasolina. Agora, se o preço do álcool estiver abaixo do valor encontrado, encha o tanque com o combustível “verde“ e vá ser feliz !!!

Nos próximos Posts falaremos um pouco mais sobre o consumo dos carros Flex.

Alexandre
Saiba mais sobre o assunto:

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

VALE A PENA COMPRAR UM CARRO COM MAIS DE UM ANO DE GARANTIA?

Analisando um pouquinho o mercado, comecei a reparar no período de garantia oferecido pelas montadoras. Um, dois, três, cinco anos... Seguindo o conceito de que quanto mais, melhor, as Montadoras lançam modelos com o maior período de garantia possível para atestar a qualidade de seus produtos diante do consumidor. Mas, será que vale realmente a pena comprar um carro com mais de um ano de Garantia?


Bem, Garantia, segundo o código de defesa do consumidor, é um direito que o consumidor tem de ter o seu veículo reparado em caso de defeito de fabricação. Isso quer dizer que se seu carro der um prego dentro desse período, a Montadora assume os custos.

Durante os testes de desenvolvimento de um novo carro, as montadoras fazem um levantamento para determinar quais componentes poderão apresentar algum defeito, e juntamente com o pessoal do departamento comercial, determinam o período de garantia.

Uma curiosidade - das trinta e nove Montadoras e importadoras instaladas no País, ninguém oferece quatro anos de Garantia. Porque será ??? Será que o número quatro dá azar???

Mas, voltando ao assunto, nem todos os componentes de um veículo são cobertos pela Garantia. É o caso dos chamados itens de desgaste natural, como embreagem, pneus, palhetas do limpador, pastilhas e discos de freio, lonas de freio... Esses itens apresentam desgaste pelo uso e possuem intervalo periódico para a troca. Apenas serão repostos em garantia se o desgaste for prematuro.

Durante o período da Garantia, a Montadora exige que todos os Serviços sejam realizados na Concessionária, utilizando peças originais. Até aí tudo bem, não fosse o elevado preço de peças e mão de obra cobrado pelas Concessionárias.

Isso quer dizer que você ficará ligado a Concessionária por um cordão umbilical durante todo o período da Garantia, sob o risco de perder a cobertura caso recorra ao mercado de reposição. Uma simples troca de óleo pode sair bem cara.

Com base nessas informações, e analisando friamente a questão, durante o período de garantia, se tudo correr bem, o que você irá trocar são justamente esses itens de desgaste natural, mais lubrificantes e componentes nas Revisões periódicas. Então, se seu carro for um modelo de grande venda, com boa disponibilidade de peças no Mercado, fique tranqüilo, um ano de garantia é o suficiente.

Agora, se o modelo do seu carro é recente no mercado, ou é importado, prazos de garantia mais longos são uma boa pedida. E se você não pagar a mais por isso, vale!!

Até o próximo Post.

Alexandre

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CUIDADOS CONTRA A FERRUGEM – PARTE II


A Ferrugem sempre foi um dos maiores temores dos proprietários de veículos em todos os tempos. Um fenômeno físico-químico que tem se alastrado com grande vigor, durante anos e anos, de gerações em gerações, causando verdadeiro pavor entre os Fabricantes de veículos e motoristas cuidadosos.

Sabendo disso, Fabricantes de todo o Mundo se utilizam de diversos processos anti-corrosivos de forma a reduzir, ou mesmo eliminar tal Fenômeno. Estes tratamentos, realizados sempre a base de produtos químicos, constituem a maior proteção das chapas indefesas e pinturas desprotegidas.

O primeiro passo para a Proteção da Carroceria é o tratamento da chapa através de um processo de Galvanização, que pode ser feita a quente ou eletrolíticamente. Em seguida, a Carroceria é desengraxada e limpa, recebendo uma proteção a base de Fosfato de Zinco. Este processo permite a formação de uma camada cristalina sobre a superfície metálica, preparando a chapa para a aplicação do Primer nas áreas externas da carroceria.

Após este processo, a Carroceria é imersa em um tanque para remoção do excesso de fosfato, estando agora pronta para receber a aplicação do Primer anticorrosivo que garantirá a aderência da pintura. Após dois ou mais estágios de limpeza e secagem, a Carroceria recebe a aplicação do Material de Vedação nas costuras das soldas e na parte inferior, funcionando como isolamento de temperatura e ruído.

É então aplicado um Primer com a função de nivelar a superfície da carroceria eliminando irregularidades, sendo seco a 150° C. Após seu lixamento, são aplicados, através de pulverização automática, os pigmentos que definirão a cor e de efeito metálico ou perolizado do veículo, seguido da aplicação de uma camada transparente de um verniz protetor.

É interessante observar que além do aspecto atrativo, a Pintura garante também a proteção da carroceria contra corrosão, sendo utilizados diversos tratamentos anticorrosivos. Mas não é apenas durante o processo de produção que os Fabricantes se preocupam com a proteção da Carroceria. Em muitos casos torna-se necessário recorrer a novos métodos e materiais alternativos.

É o caso da utilização de Ceras especiais para Proteção de veículos quando expostos por muito tempo em locais desprotegidos e pátios descobertos. Dessa forma é possível evitar processos de corrosão biológica, causados por excrementos de aves e larvas de insetos, os quais provocam manchas e danos irreversíveis à pintura, assim como ataque a chapa.

Até o próximo Post.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto:

sábado, 26 de setembro de 2009

CUIDADOS CONTRA A FERRUGEM – PARTE I


Ferrugem é um nome popular dado a um fenômeno químico bastante comum – a oxidação. Esse fenômeno nada mais é que o processo de reação com o próprio oxigênio. E, como a atmosfera é rica em oxigênio, podemos dizer que tudo em nosso Mundo oxida.


Vou dar um exemplo bem simples. Quando cortamos uma maça ao meio, e comemos uma parte, a outra parte que ficou no prato rapidamente escurece a poupa, ficando amarelada. Isso nada mais é que oxidação. Ao envelhecermos também estamos oxidando, pois a formação de rugas em nossa pele nada mais é que o resultado da ação de nossa epiderme ao oxigênio.

A verdade é que alguns materiais oxidam mais facilmente que outros. É o caso dos metais. Mas, para que isso ocorra é preciso de um eletrólito, ou seja, de uma substância que auxilia na condução de elétrons entre dois elementos. Nesse caso, eletrólito é a água.

O que conhecemos como ferrugem, aquele pozinho alaranjado sobre uma superfície metálica,é na verdade óxido de ferro, ou seja, é o resultado da combinação do ferro da chapa com o oxigênio. Mas para que o Ferro torne-se Óxido de ferro, é preciso que ocorra a reação química entre três elementos – a água, o ferro e o oxigênio.

Quando esses elementos se encontram, como acúmulo de água no escapamento ou no interior paralamas criamos uma condição ideal para a formação de ferrugem. É um processo químico simples que vamos explicar passo a passo.

Primeiramente, a água acumulada se combina com o dióxido de carbono ( CO2) presente na atmosfera e que também é liberado pelo próprio escapamento do carro, para formar uma substância ácida, chamado de ácido carbônico. À medida que esse ácido vai se formando, vai ocorrendo o ataque à superfície metálica. Essa reação química separa o Ferro da liga metálica, além de liberar Hidrogênio e Oxigênio. E, é esse oxigênio que se combina com o Ferro, formando o Óxido de ferro. Simples, não?

É, simples e prejudicial. Pois a oxidação é sinal de que a superfície metálica está comprometida, e por tratar-se de um processo contínuo, e que quando iniciado não pode ser interrompido, tem-se o próximo passo que é a corrosão, ou perda significativa de material provocado pela oxidação. Daí, meu amigo, a coisa fica feia...

O que fazer então para evitar a oxidação? Bem, o primeiro passo é ler o próximo Post.

Alexandre

Saiba mais sobre o assunto: