quinta-feira, 24 de março de 2016

DICAS DE MANUTENÇÃO ANTES DE VIAJAR. NÃO PEGUE A ESTRADA ANTES DE LER ESSE POST.



Em todo feriado, é comum reunir a família e por o pé na estrada. Tanque cheio, porta malas lotado é hora de viajar. Mas será que você tomou os devidos cuidados? Saiba que os pneus são a única parte do veículo em contato com o solo. Portanto, cuide deles!!! Então, se você pretende fazer um passeio tranquilo, leia com atenção as dicas abaixo, e boa viagem!!!

DESGASTE
O aspecto geral dos pneus é o primeiro ponto ao observar. Olhe atentamente para eles.  Procure por bolhas, deformações ou rasgos na borracha. Não se limite só a olhar. Passe as mãos na superfície de borracha. Sinta as imperfeições. Verifique se a banda de rodagem apresenta desgaste irregular. Isso é indicio de falta de alinhamento ou problemas na suspensão. Nesse caso é bom levar a uma oficina para verificar as buchas, terminais de direção, pivôs, molas e amortecedores. Outro ponto que você não pode esquecer é a profundidade dos sulcos. Procure pelo TWI. Pela legislação, não deve ser inferior a 1,6mm. Uma dica é pôr a ponta da chave do carro nos sulcos e comparar o nível de desgaste de cada pneu. Assim você passa a ter uma referencia. Se o desgaste tiver acima do recomendado, não titubei, troque os pneus!

PRESSÃO
Agora, vamos verificar a pressão. Os pneus modernos não utilizam câmara de ar. é a própria pressão do ar que ajuda a manter a estrutura do pneu e dá forma ao conjunto. Portanto mantenha os pneus com a calibragem indicada pelo fabricante. Essa informação está no Manual do veículo, na coluna da porta ou até na tampa de abastecimento de combustível. Se o carro estiver muito carregado, calibre com uma ou duas libras a mais para compensar o peso adicional. E não se esqueça do estepe. Ele pode ser muito útil na sua viagem. Lembre-se que a baixa pressão dos pneus contribui para o aumento do consumo, eleva o peso do volante e diminui a capacidade dos pneus de absorver impacto.

ALINHAMENTO
Mesmo que você não tenha identificado desgaste irregular nos pneus é recomendado fazer o alinhamento das rodas. Esse serviço mecânico ajusta o conjunto pneu/roda na posição correta em relação a suspensão e direção. Tudo realizado seguindo parâmetros informados pelo fabricante. Além do baixo custo, o alinhamento proporciona grandes benefícios como maior estabilidade direcional e retorno do volante, ou seja, o veículo mantem a tendência de seguir em linha reta, facilitando a condução, além de permitir o giro natural do volante após uma curva. Esses fatores têm relação direta com o conforto e segurança ao dirigir. Principalmente na estrada.

BALANCEAMENTO
Se for feito o alinhamento, a oficina obrigatoriamente deve realizar o balanceamento dos pneus. Muita gente acredita que o balanceamento serve apenas em caso de instalação de um pneu novo. Não, muito pelo contrário! Ele deve ser realizado sempre junto com o serviço de alinhamento. O balanceamento evita vibrações no volante em velocidades mais altas, pois o conjunto pneu/roda está com o peso distribuído corretamente. Além disso, elimina vibrações indesejadas no conjunto mecânico que pode vir a ocasionar desgaste prematuro dos componentes da direção e suspensão.

RODIZIO
E por último, e não menos importante é o rodízio dos pneus. Esse serviço inverte a posição dos pneus, passado do eixo dianteiro ao traseiro, e vice versa, para distribuir o desgaste e aumentar a vida útil do pneus. É importante seguir uma sequencia de acordo com o tipo de tração do seu carro, pois para modelos com tração dianteira, traseira ou nas quatro rodas existe uma sequencia especifica a ser seguida e uma boa oficina saberá como realizar.

domingo, 20 de março de 2016

CAMBIO AUTOMÁTICO. QUANTO MAIS MARCHAS MELHOR?




Para quem viveu os anos oitenta como eu, onde carro bom tinha duas portas, porque era mais “seguro” para as crianças e cambio bom era o manual porque permitia o controle do carro pelo motorista, ver o crescimento do cambio automático entre os consumidores é algo que me chama muita atenção. Há trinta anos atrás poucos carros eram equipados com esse sistema, como o Ford landau com seu modelo de três marchas, e alavanca na coluna de direção. Nos dias de hoje, ainda é possível ouvir algumas pessoas chamando o sistema de “hidramático”, que na verdade não é um tipo de transmissão, mas sim uma alusão ao fabricante americano Hydramatic.

Nas décadas seguintes, mesmo com a abertura da importação, a transmissão automática se restringia aos mais sofisticados veículos, limitando o acesso ao sistema pelo grande público. Mas na segunda década dos anos 2000 a comodidade gerada pelo sistema foi ganhando adepto em todas as montadoras e hoje no País, ate mesmo modelos urbanos, com motores pequenos, são equipados com o sistema.

Quanto ao número de marchas as opções são grandes. Quatro, Cinco, seis, sete, oito, nove marchas!!! Há uma diversidade de opções no mercado, para todos os tipos de gostos e bolsos. E justamente essa grande diversidade de sistemas é que causa dúvida entre os consumidores que se perguntam se quanto mais marchas melhor?

Sim, sem sombra de dúvida! Se seu orçamento permitir, opte sempre pelo maior número de marchas, não importando o segmento em que seu carro está inserido. Entenda que, em relação à transmissão automática, mais é sempre melhor.

Quanto maior o número de marchas, melhor o aproveitamento do torque do motor em todas as faixas de rotação. As marchas mais baixas, de primeira a quarta por terem relações mais próximas aproveitarão melhor o torque do motor, melhorando o desempenho na cidade. Já as  marchas altas, ou acima da quinta, possuem relação de transmissão alongada, permitem que o motor trabalhe em rotações mais baixas, beneficiando o consumo e reduzindo o nível de ruído e vibração, principalmente em viagens. Só para efeito de comparação, um cambio com cinco marchas, a 120Km/h o motor estará a 3.000 rpm. No de seis, na mesma velocidade, a rotação se aproxima de 2.700 rpm. Ou seja, desempenho na cidade, economia e conforto na estrada.
Portanto, fuja das Montadoras que insistem em vender modelos com versão automática de quatro marchas.  É uma volta ao passado!!! Além de antiquado o sistema com quatro marchas limita o desempenho, influencia no consumo e prejudica a dirigibilidade. O curioso é que até mesmo os de cinco marchas estão ficando raros. Os melhores resultados são entregues pelos de seis marchas ou mais.

Nesse momento você pode se perguntar se há um limite para o número de marchas? Bem, alguns fabricante afirmam que dez marchas seria a última fronteira tecnologia para o  sistema onde não valeria a pena investir mais em pesquisa. Segundo eles, os benefícios seriam muito pequenos para o montante de dinheiro necessário para seu desenvolvimento. Nesse caso valeria mais a pena apostar na transmissão CVT. Mas isso é assunto para um próximo Post. Até lá.

sábado, 8 de maio de 2010

VOCÊ COMPRARIA UM CARRO CHINÊS?



Lendo alguns jornais e revistas especializados, observei que há um certo receito quanto aos carros chineses. Até entendo, pois é um produto com pouca tradição no mercado nacional, e a fama de baixa qualidade assombra os interessados. Mas isso não está associado apenas aos Chineses.

Quem for um pouco mais velho vai lembrar que comprar um equipamento eletrônico japonês na década de 1980 era adquirir produto de qualidade duvidosa. Já, quando seus carros chegaram ao País após a abertura das importações em 1991, esse conceito foi por água abaixo, pois os modelos vendidos por aqui caíram no gosto do consumidor pela eficiência e confiabilidade mecânica.

E carro coreano nos anos 90? Não passavam de carros com nomes esquisitos, design antiquado, e acabamento duvidoso. Agora, passados quase vinte anos, quem não quer um belo utilitário esportivo coreano? Ou um compacto? São carros modernos, que oferecem mais que a concorrência, por preços bem competitivos.

Mas e os chineses? Há ainda quem confunda os povos, achando que todos são iguais por conta dos olhos puxados, mas são povos com tradições e culturas distintas, e isso se reflete nos carros. Apesar da fama de produzir produtos piratas ou cópias baratas, a China é atualmente a maior potencia industrial do Planeta. Até hoje, alguns veículos produzidos no País, por algumas das mais de 120 montadoras instaladas ( !!! ), são muitas vezes clonagens mal sucedidas de veículos vendidos ao redor do mundo.

Quer um exemplo? Dê uma olhada na imagem acima. O carro da foto não é aquele britânico que você estava pensando, mas sim, um “legítimo” chinês. Essa estratégia de criar “gêmeos” tem o objetivo de atribuir ao automóvel um certo glamour e prestígio que as montadoras de lá ainda não possuem.

Mas sossegue. Esses carros não devem chegar ao mercado nacional. O que veremos aqui são algumas das melhores montadoras chinesas, trazendo carros modernos, e design com um look europeu.

Portanto, coloque de alado o preconceito, e assim como qualquer carro importado, analise bem a rede de concessionárias, a disponibilidade de peças para reposição, o nível de acabamento e os equipamentos de segurança disponíveis. O valor de revenda? Difícil prever. Isso só o tempo dirá !!

Até o próximo Post.

Alexandre

domingo, 14 de março de 2010

VOCÊ COMPRARIA UM CARRO BRANCO?


De uns tempos pra cá, tenho percebido um aumento no número de carros de cor branca. Não, não estou falando dos populares. Me refiro principalmente aos importados, esportivos ou carros de alto luxo, rodando pelas ruas.É uma cor bastante apreciada pelos Xeiques árabes acostumados a dirigir superesportivos, carrões de luxos, e utilitários esportivos pintados na cor branca, o que combina muito com o clima desértico de cidades como Dubai ou Bahrein.
Nos modelos de luxo, a cor pode até custar mais caro, devido a um processo especial de camadas de tinta que podem chegar a sete demãos!!! Talvez aí o interesse pela cor – o processo mais caro torna o carro ainda mais exclusivo.


No Brasil, carro branco em sua maioria ou é carro de frota ou é táxi. Há também aquele comprador de carro popular que opta pela cor no intuito de economizar alguns trocados. Além do estigma de carro de frotista, o carro branco tem fama de ser mal negócio na hora da revenda, que suja com facilidade e que mostrar riscos na pintura.


O branco faz parte dos extremos da escala de cores. Na outra extremidade está o preto, ou a ausência total de cores. Quando parados sob o sol a diferença de temperatura do habitáculo pode chegar a até 10 graus !!!! Isso mesmo, a principal vantagem desse tom é a capacidade de refletir a luz, reduzindo o calor no interior do carro. Outra vantagem é tornar-se visível à noite, perdendo apenas, nesse quesito, para o amarelo.

O pigmento responsável pela percepção da cor branca é o dióxido de titânio. Esse pigmento é utilizado como corante na industria. Praticamente tudo que é produzido na cor branca leva o dióxido de tiânio como pigmento – tintas, papel, plásticos e até comida !!!

Na cultura ocidental, a cor branca sempre esteve associada à Paz, a ordem a limpeza.....Já no oriente, algumas culturas relacionam o branco a tristeza, e até o luto. No Brasil, as pessoas que compram carros brancos são interpretados como espirituais, com grande tendência à limpeza, pacíficas e por vezes monótonas.

Mas uma coisa é certa. Gostando ou não de carros brancos, o carrão na imagem acima está demais !!!

Até o próximo Post

Alexandre

COMO FUNCIONA UMA BATERIA?




Um dos principais componentes do sistema elétrico de qualquer veículo, a Bateria é muitas vezes renegada ao segundo plano, e apenas nos lembramos dela quando ficamos na mão. Mas para que você faça as pazes com esse importante componente vamos ajuda-lo a entender melhor como funciona uma bateria, e o que fazer para aumentar sua vida útil.

A primeira dúvida que cerca a bateria é a respeito de sua classificação. Uma Bateria pode ser considerada autopeça? Eu diria que não, pois uma bateria está sujeita a reações químicas e, portanto, deve ser tratada com os cuidados que um elemento químico exige.

Vou explicar melhor. Uma bateria é, por definição, um acumulador de energia química e não de energia elétrica. Apenas quando ligada a um circuito é que fornece a corrente elétrica necessária ao sistema do veículo. Mas isso não acontece por acaso. Há um principio químico por trás disso.

Esse princípio define que quando dois metais distintos encontram-se em um meio ácido ocorrerá troca de elétrons, pois um cederá elétrons enquanto outro receberá, gerando a corrente elétrica. E uma bateria nada mais é que a aplicação prática desse princípio.

Uma bateria automotiva é composta por uma caixa plástica, preenchida com uma solução ácida, na qual se encontram imersas placas de metais distintos. Esses metais são o chumbo, que formam as placas positivas, e o peróxido de chumbo, que são as placas negativas. Externamente a bateria possui dois contatos, um positivo e um negativo, que estão ligados as suas respectivas placas.

Esse conjunto de placas é armazenado em células, que são divisões internas da bateria. Totalizando seis, essas células são responsáveis por produzir aproximadamente 2 volts cada. Se somarmos cada uma das células teremos 12 volts que é a tensão nominal da Bateria.

Interessante, não? Agora que você já tem uma visão de como funciona a Bateria, podermos explicar como elas são classificadas.

Até o próximo Post.

Alexandre

sábado, 20 de fevereiro de 2010

ANDAR COM OS VIDROS ABERTOS ECONOMIZA COMBUSTÍVEL?




Uma dúvida enviada por um leitor do Blog questionava se andar com os vidros abertos economiza mais do que andar com o ar condicionado ligado? Bem, depende. Digo isso porque existem aí duas variáveis: o arrasto causado pelos vidros abertos e o consumo extra gerado pelo próprio ar condicionado.

Imagine que você está rodando em uma estrada. A velocidade do carro é elevada, logo andar com os vidros abertos nessas condições provocará uma forte turbulência que aumentará o arrasto aerodinâmico. Os vidros abertos permitirão a entrada do ar, mas não o deixarão sair, agindo como um grande pára-quedas, gerando uma grande força atuante no sentido contrário ao movimento do carro. Isso resulta em mais combustível consumido pelo motor.

Se você viveu a década de 1980 como eu, vai lembrar das janelas basculantes que os carros tinham nos vidros traseiros. Como naquela época boa parte dos veículos não possuía ar condicionado nem como opcional, sua função era permitir a saída do ar com as janelas abertas reduzindo a turbulência e buscando um pouco mais de economia.

Você não sabia disso? Pois é tudo num carro tem uma função específica. Mas voltando ao assunto, estudos mostram que ao rodar acima de 80Km/h o arrasto é tão grande de não compensa manter os vidros abertos. Nessas condições o consumo pode aumentar entre 10 a 12% !!

Hoje em dia, como quase 70% da frota nacional já sai de fábrica com ar condicionado, a coisa mudou de figura, pois andar com os vidros abertos perdeu um pouco o sentido.... Com o ar condicionado ligado, além do conforto térmico, você tem um menor nível de ruído causado pela vedação à passagem do vento. Isso melhora a aerodinâmica em velocidade, reduzindo o consumo.

Mas, com o carro na cidade, no transito lento, a velocidade do ar pouco irá influenciar no consumo, enquanto que o funcionamento do ar condicionado irá exigir do motor em torno de 10% mais de combustível. Nessa condição vale a pena abrir os vidros e desligar o ar condicionado para economizar?

Quer que eu seja sincero? Mantenha o ar ligado, na cidade ou na estrada !!! O consumo causado pelo sistema de ar condicionado é compensado pelo conforto gerado, além é claro, pelo fato de ser mais seguro andar com as janelas fechadas na cidade!!!

Até o próximo Post.

Alexandre

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

TUDO SOBRE RODAS ESPORTIVAS – PARTE II




Bem, utilizar um Jogo de rodas é uma prática bastante comum entre os apaixonados por carros, pois as rodas de liga leve, assim como os pneus de perfil baixo, ajudam a compor o visual. Mas, será que tais modificações trazem benefícios proporcionais ao investimento realizado? Ou será que estas alterações possuem apenas o caráter de maquiar o veículo com um ar mais esportivo?

É bom ficar esperto, pois antes de oferecer um toque de esportividade, a substituição das rodas pode alterar o comportamento dinâmico do carro, comprometer a estabilidade em curvas, e até mesmo aumentar o consumo de combustível. Por isso é bom prestar bastante atenção nas dimensões, Off-Set, furação e tipo de pneu utilizado.

Quando trocamos as rodas originais do carro, optamos normalmente por aros maiores, o que dá um efeito mais esportivo por preencher melhor o arco do paralamas. Passamos de aro de 14 ou 15 polegadas para mediadas de 17, 18 ou até 19 polegadas. Mas posso garantir que os benefícios são puramente estéticos.

O real motivo que leva um carro esportivo a utilizar rodas de liga leve de grandes dimensões é a possibilidade de utilização de discos de freios maiores, o que ajuda na dissipação de calor, elevando assim, a capacidade de frenagem do carro. O mesmo efeito, porém não será percebido em um carro de rua.

Rodas maiores são com certeza mais bonitas, mas os benefícios, como vimos, praticamente inexistem. Quando montados com pneus de perfil baixo garantem uma melhora na dirigibilidade do carro, ainda que sob o custo de um pouco de desconforto.

Então, se você gosta de personalizar seus carros com rodas esportivas, tudo bem, muitas vezes até podem valorizar o carro. Mas não espere mais das rodas grandes que um ar um pouco mais esportivo.

Nos próximos Posts entenderemos a importância do off set e das furações da rodas esportivas.

Alexandre


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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

É CORRETO DIRIGIR USANDO O 1-3-5?


Esse Post foi criado para esclarecer a dúvida de um leitor, que utiliza o método conhecido como 1-3-5 para dirigir, usando somente as marchas ímpares, evitando engatar, a segunda e quarta marchas. Mas será que isso compensa?


Antes de responder a questão devemos esclarecer a função das marchas. A caixa de marchas existe, seja ela automática ou manual, para multiplicar o torque produzido pelo motor permitindo que o carro vença a inércia e possa acelerar.


A quantidade de marchas depende do tipo de veículo e do ouso ao qual se destina. Por exemplo, um dragster, carro de corrida de curta distância, tem que despejar toda sua potencia, um percurso de 400 metros, em linha reta, no menor tempo possível. Como o traçado da pista é curto o câmbio tem no máximo duas velocidades. A primeira para fazer o veículo arrancar, e a segunda marcha para permitir a aceleração do carro. Já um Fórmula 1 usa uma caixa de sete marchas, mais adequada ao tipo de traçado das pistas que exigem reduções de velocidade bruscas e acelerações imediatas. Isso só é possível utilizando uma caixa de marchas que permita que o motor trabalhe sempre na rotação ideal.


No dia-a-dia, usamos as marchas para arrancar com o carro e gradativamente ganhar velocidade. Quanto maior o número de marchas melhor, pois temos mais condição de manter o motor no regime de rotação correto.


Ao usar a estratégia do 1-3-5, estamos saindo da marcha de maior força, que é a primeira, para uma macha de força intermediária, que é a terceira. Isso faz com que a rotação do motor caia. E aí o que você faz para manter a rotação? Acelera ainda mais. E aí é claro, o consumo aumenta exponecialmente !!


Essa estratégia pode até ser usada em motores de grande cilindrada, como os V8 americanos, pois o elevado torque produzido compensa a perda de rotação. Mas tentar repetir isso em um carro 1.0 é suicídio !!! Quer saber por quê?


Simplesmente porque nessas condições o motor irá trabalhar com rotações muito baixas, exigindo que se pise mais no acelerador, injetando mais combustível no motor. A combinação de pouca rotação com excesso de combustível é igual a motor carbonizado no futuro. Pode ficar certo disso.


Até o próximo Post.


Alexandre


Saiba mais sobre o assunto:


Entenda a transmissão mecânica.

Ruido ao engrenar a ré é normal?

domingo, 17 de janeiro de 2010

MESMO MAIS CARO, AINDA VALE A PENA ABASTECER COM ÁLCOOL?


Sempre que o álcool entra na entresafra, período que vai de dezembro a março de cada ano, notícias sobre o aumento do preço nos postos de abastecimento tomam espaço nas manchetes dos jornais e sites de notícia.

Para mim, não há nenhuma surpresa. Isso ocorre há 30 anos !!! Ou seja, desde o final da década de 1970, quando o governo optou pelo uso do Etano derivado de cana de açúcar, que isso se repete, ano a ano. Isso acontece pelo fato do combustível ser derivado de uma planta, e como em qualquer produção agrícola ocorre o aumento de preço no momento da entresafra. Na safra, que vai de abril a novembro, o preço normaliza.

Portanto, retire a palavra economia do seu vocabulário quando falamos de álcool combustível, e esqueça as oscilações de preço provocados pela entresafra. O que torna o Etanol amigável não é sua capacidade de fazer o dinheiro render mais no seu bolso, mais sim os benefícios ao motor e ao meio ambiente.

A explicação para isso está na Química. A molécula do álcool é mais simples que a da Gasolina. Ao ser queimado, esse combustível não libera resíduos de carbono, o que impede que o motor fique carbonizado. A câmara de combustão permanece limpa, assim como as velas de ignição e válvulas do motor. A médio e longo prazo isso é uma grande vantagem, pois reduz a manutenção do motor.

Ao optar pelo Álcool não é apenas o motor que é beneficiado. O óleo mantém sua capacidade lubrificante por um período um pouco maior, pois ao contrário da gasolina, a degradação de sua película lubrificante torna-se menor.

Algumas pessoas dizem que a álcool limpa o motor, mas isso é incorreto. Ele não retira a impureza do motor, pois não é sabão em pó. O álcool apenas evita que impurezas sejam acumuladas.

Não podemos esquecer, é claro, das emissões de gás carbônico. A liberação de carbono na atmosfera é até 40% menor quando optamos pelo Álcool. Só pra ter uma idéia, ao abastecer seu carro flex com quatro tanques por mês, você deixa de emitir 440 Kg de CO2!!!

Então, esqueça um pouco o preço e valorize mais os benefícios do álcool.

Até o próximo Post.

Alexandre

Para saber mais sobre o assunto: