quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O QUE SIGNIFICA A SIGLA DOT 3 PRESENTE NO FLUIDO DE FREIO?


O sistema de freios de um automóvel utiliza um fluido cuja função é transmitir o movimento do pedal às pinças de freio, além de ampliar a força aplicada pelo motorista. Esse fluido é incorretamente chamado de óleo, já que sua composição química, à base de Etilenoglicol, torna-o mais próximo de um álcool.

Parte do calor gerado pelo sistema de freios é transferido ao fluido, elevando sua temperatura. Por isso, é muito Importante evitar que o fluido atinja uma temperatura limite acima do qual ocorre a mudança de estado físico, formando bolhas. Em condições de frenagens bruscas, as bolhas implodem, resultando na perda da capacidade de frenagem.

Esse tipo de fluido é regulamentado pela Norma internacional do Departamento de Transportes
Americano, ou Department of Trasnportation, daí o termo DOT. Essa sigla é acompanhada por uma numeração, que nos veículos atuais, varia de 3 a 5, classificando o fluido em função da temperatura de ebulição. Dessa forma, um fluido de freio classificado como DOT 3 apresenta uma temperatura de ebulição de 205° C, enquanto que o DOT suporta até 230° C. O fluido DOT5 recorre ao uso de silicone de modo a suportar temperaturas superiores a 250°C.

É importante respeitar a classificação do fluido de acordo com o especificado no Manual do proprietário. É possível utilizar um fluido com classificação DOT superior, mas nunca inferior. Ou seja, pode-se utilizar um fluido DOT 4 em um veículo que utiliza DOT 3. Porém, utilizar um DOT 3 onde é exigido o de classificação DOT 4 torna-se perigoso por comprometer a segurança.

Até o próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • O Fluido de freio absorve umidade. Por isso, mantenha o reservatório sempre bem fechado.
  • Substitua o Fluido de freio ao menos 01 vez por ano.
  • Respeite classificação DOT do fluido de freio.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

POSSO COLOCAR UM VEÍCULO COM INJEÇÃO ELETRÔNICA PARA “PEGAR NO TRANCO”?


Imagine que ao tentar sair de casa seu carro não funciona. Você gira a chave na ignição e percebe algum sinal do motor. Talvez se desse um empurrãozinho...

O problema em fazer o carro pegar através do empurrão não está relacionado ao sistema de injeção eletrônica, mas sim ao catalisador. O que ocorre é que, durante a partida, partículas de combustível não queimadas serão lançadas pelo Sistema de alimentação através do escapamento do veículo, atingindo o Catalisador.
Até aí, nada de preocupante, não fosse a temperatura interna de trabalho do Catalisador que muitas vezes supera os 700° C, suficiente para provocar a queima do combustível. O calor gerado é tão intenso que funde o material cerâmico, danificando sua Colméia interna. Com o passar do tempo, ocasiona seu entupimento, reduzindo a vida útil do equipamento.

Portanto, em caso de dificuldade de partida, o mais correto é utilizar um cabo de bateria ou solicitar ajuda através de um Socorro mecânico.

Até o próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • Se a suspeita é de bateria descarregada utilize um cabo tipo “ Chupeta “.
  • Não force o motor de partida dando solos muito longos.
  • Caso motor não funcione, evite empurrar o carro para pegar no tranco.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O QUE É AQUAPLANAGEM?


A Aquaplanagem ou Aquaplaning é o resultado da formação de uma película de água sobre a superfície da pista, localizando-se entre o pneu e o solo. A água, por ser um fluido incompressível, mantém uma fina camada sob o pneu, reduzindo o contato do veículo com a pista.


A Aquaplanagem é percebida quando as marcas dos pneus sobre a película de água desaparecem, indicando que o que o veículo não está em contato com o solo. Neste momento, o recomendado é retirar levemente o pé do acelerador e segurar o volante firmemente, sem realizar mudanças bruscas de direção, evitando ainda, pisar no freio. Qualquer mudança de trajetória pode levar à perda de controle do veículo.

Os principais fatores para a ocorrência da aquaplanagem são a velocidade do veículo e o estado dos pneus. Ou seja, quanto maior a velocidade, maior a dificuldade de drenar a água presente na pista, aumentando a espessura da lâmina d´água sob o pneu.

E, quanto mais desgastado os pneus, menor o volume de água escoado a cada rotação do pneu. Sendo assim, ao perceber a presença de poças de água á sua frente, reduza a velocidade e mantenha, sempre, os pneus em bom estado, reduzindo assim, a deficiência de eliminação da água pelos sulcos do pneu.

Até o próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • Mantenha os pneus com no mínimo 1,6mm de profundidade dos sulcos.
  • Reduza a velocidade antes de atravessar um trecho alagado.
  • Durante uma chuva olhe pelo retrovisor. O rastro dos pneus deve estar visível.

sábado, 6 de setembro de 2008

EM UM CARRO FLEX POSSO MISTURAR DOIS COMBUSTÍVEIS?


Conceitualmente, um carro dotado da tecnologia Bi-combustível permite o uso de 100% de gasolina, 100% de álcool ou a mistura dos dois combustíveis, em qualquer proporção. Não há qualquer restrição quanto ao combustível utilizado. Mesmo assim, muitos motoristas optam pelo uso de um único combustível.

Talvez esses motoristas ainda estejam tomados por uma “monocultura” onde um único combustível tem espaço no tanque. Lembre-se que o que motivou o desenvolvimento dos motores Flex foi garantir ao motorista o direito de escolher o combustível da maneira que mais lhe convém. Se por exemplo, o Álcool está no período da entressafra, e o preço não ajuda muito, opte pela Gasolina. Se por sua vez, a Gasolina está pela hora da morte, utilize o combustível “verde”. Esse é o raciocínio do carro Flex.

O fato de misturar combustível no tanque em nada prejudica o sistema de injeção. Apenas não ficam tão evidentes as características dos dois combustíveis, como o melhor desempenho no álcool ou a maior autonomia da Gasolina. Por outro lado, misturar os combustíveis pode trazer alguns benefícios, como por exemplo, adicionar Gasolina ao Álcool com o objetivo de facilitar a partida a frio.

O software instalado na Central de injeção é tão sofisticado que é capaz de “aprender” o combustível presente no tanque, mesmo em caso de mistura, ajustando os parâmetros de funcionamento do motor. Isso corre de forma tão rápida e precisa que a transição entre combustíveis se torna imperceptível.

Lembre-se, o que danifica o motor Flex, não é a mistura de combustíveis, mais sim, o uso Gasolina ou Álcool fora dos padrões de qualidade.

Até o Próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • Adicionar um pouco de Álcool a Gasolina minimiza o acúmulo de resíduos no motor.

  • Utilize sempre combustíveis de procedência e qualidade comprovada.

  • Adicionar Gasolina ao Álcool facilita a partida a frio.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

É PRECISO ESPERAR A LUZ DA INJEÇÃO APAGAR PARA DAR A PARTIDA?


Ao girar a chave no contato da ignição, percebemos o acendimento de diversas luzes no painel de instrumentos. Cada uma dessas luzes ou leds é responsável por uma função específica no veículo. Essas luzes indicam um procedimento chamado de “Check”, que é a verificação do correto funcionamento dos sistemas do veículo.

Dentre todas as luzes de advertência uma das mais importantes é, sem dúvida, a luz espia da injeção eletrônica. Sempre que se gira a chave na ignição a luz espia acende, permanecendo acesa por cerca de um a dois segundos, que é o tempo da verificação do sistema, apagando em seguida. Durante esse tempo, a bomba de combustível é acionada de modo a pressurizar a linha de combustível e facilitar a partida.

Daí surge uma dúvida muito comum – “É preciso esperar a luz espia apagar para dar a partida no motor ?” Digo que não, pois o acendimento da luz espia no momento da partida apenas serve para indicar que está sendo realizada uma verificação do sistema de injeção, não impedindo a partida do motor, pois a checagem permanecerá sendo realizada mesmo após o funcionamento do carro. Caso haja um defeito elétrico no sistema de injeção a luz permanecerá acesa, indicando a falha ao motorista.

Portanto, não espere a luz apagar. Entre no carro, gire a chave na ignição, dê a partida e saia dirigindo. Simples assim !!

Até o próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço



  • Não precisa esperar a luz espia da injeção apagar para dar a partida

  • Se o motor só funciona após a luz espia apagar é porque pode haver problemas com o regulador de pressão ou bomba de combustível.

  • Caso haja um defeito elétrico a luz permanecerá acesa, indicando a falha.

domingo, 31 de agosto de 2008

QUAL O SIGNIFICADO DA INSCRIÇÃO “TUBELESS” NO PNEU?


Se você é um motorista do tipo curioso e atento aos detalhes, já deve ter percebido a inscrição “Tubeless” na borda lateral do pneu do seu carro. Essa expressão refere-se a um dos maiores avanços quando falamos em pneumáticos, que é a eliminação da câmara de ar.

Se voltarmos ao final do século 19, veremos que as primeiras rodas de madeira logo evoluíram para um revestimento em borracha maciça que constituía os primórdios dos Pneus atuais. Com o passar do tempo, foi introduzido um tubo de borracha preenchido com ar, que logo ficou conhecida como câmara de ar, e seu objetivo era manter a pressão de enchimento do pneu, evitando sua deformação e melhorando o conforto ao rodar.

Este Pneu recebeu a denominação “Tube type”, que caracteriza o Pneu com Câmara. Nesse tipo de pneu é a câmara de ar, que quando inflada, dá sustentação a estrutura do pneu.

Os Pneus mais modernos eliminaram as câmaras de ar, passando a contar com uma carcaça reforçada por cordões de aço entrelaçados no sentido do raio, que caracteriza os pneus radiais. Este tipo de Pneu é reconhecido pelo termo “Tubeless”, que em inglês significa “sem tubo”, referindo-se a ausência da câmara de ar. Neste caso, a vedação é feita pela montagem da borda interna do Pneu sobre a superfície da roda.

Por contar com uma carcaça mais reforçada, os pneus tipo Tubeless possuem uma maior capacidade de resistir aos esforços causados por acelerações laterais, ações de compressão e centrifugação percebidas durante o movimento do veículo, melhorando a dirigibilidade.

Até o próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço


  • Realize o alinhamento e balanceamento de rodas a cada 10.000Km.

  • Rodar com o pneus abaixo da pressão aumenta consideravelmente o consumo de combustível.

  • O ideal é calibrar os Pneus uma vez por semana.



quinta-feira, 28 de agosto de 2008

SE DESLIGARMOS A BATERIA O DEFEITO DA INJEÇÃO ELETRÔNICA DESAPARECE?


Resolvi fazer esse Post para esclarecer a dúvida de um leitor que me enviou um e-mail essa semana. Ele me perguntou se “Resetar” a central, ou seja, desligar a bateria, torna o carro mais econômico? Respondi que, em relação ao consumo, nada irá mudar, mas, o simples fato de se desligar a Bateria pode até resolver algumas falhas do sistema de injeção.

É que a Central de Injeção Eletrônica possui uma memória de falhas, chamada “Default Memory” ou Memória de erros, que registra todas as anomalias ocorridas durante o funcionamento do motor. Ao detectar qualquer tipo de falha a Central eletrônica armazena a informação em uma memória e aciona a luz espia no painel de instrumentos.

Em alguns modelos as falhas apresentadas pelo Sistema são registradas em uma memória do tipo volátil, ou seja, que depende da alimentação da bateria para manter o registro das informações. Neste caso, ao se desligar a bateria todas as informações sobre as falhas são perdidas, eliminando o problema. Mas isso é válido apenas para sistemas de injeção mais antigos, ou seja, anteriores ao ano de 2000.

Nos sistema de injeção mais atuais, as falhas são armazenadas em uma memória permanente de erros, com o objetivo de armazenar todas as falhas apresentadas pelo motor facilitando o diagnóstico. Neste caso apenas é possível apagar as falhas através de um equipamento de diagnóstico conhecido como Scanner. Este aparelho identifica o código de erro e o apaga da memória da Central Eletrônica. Ou seja, nos veículos mais novos, mesmo desligando a bateria por um longo período de tempo, o erro registrado na memória da Central permanece.

Observe ainda que, tanto nos sistemas de injeção antigos quanto nos mais recentes, se houver um defeito permanente no sistema, ou seja, um sensor defeituoso, a falha apenas pode ser eliminada após a substituição da peça.

Até o próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • Inverter os cabos da Bateria pode danificar a Central de injeção.

  • Desligar a bateria não soluciona o defeito nos carros mais novos.

  • Alternador gerando em excesso pode danificar a Central de injeção.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

TUDO SOBRE ÓLEO DO MOTOR – NORMA API


Qualquer componente mecânico necessita de uma correta lubrificação de modo a garantir o menor atrito entre as partes móveis, reduzindo assim as perdas mecânicas. Não é diferente em um motor. Em função do grande número de componentes o óleo lubrificante torna-se fundamental para seu funcionamento. Mas não é apenas o uso de um lubrificante que garante a vida útil do motor. É preciso escolher o óleo adequado para cada aplicação. Por isso os óleos lubrificantes são classificados segundo rígidos padrões.


O óleo lubrificante do motor obedece a norma internacional da SAE ( Sociedade dos Engenheiros Automotivos ) e a API ( Instituto de Petróleo Americano ). Essas normas classificam o óleo lubrificante quanto a sua viscosidade e seu nível tecnológico. Para ficar mais claro, vamos utilizar como exemplo, o óleo lubrificante abaixo:

SAE SJ 20 W 50.

A classificação API determina a qualidade do óleo e é representada por duas letras no início do código. Quando a letra “S” é apresentada estamos nos referindo a “Spark”, que em inglês significa centelha, indicando tratar-se de um óleo recomendado para motores que utilizam vela de ignição, como os movidos a gasolina, álcool ou GNV. Algumas literaturas atribuem o significado da letra “S” a Service Station”, ou Estação de Serviço.

No caso dos motores a Diesel a letra inicial é “C” de “Compression”, relativo à ignição por compressão. A letra “ C “ ou Comercial, em função do tipo de utilização desse veículos.
A segunda letra, no caso do exemplo, um “ J” indica o nível tecnológico do óleo, seguindo uma escala crescente. Por exemplo, um óleo SL é mais avançado que um óleo SJ, que por sua vez é mais atual que um SH, e assim por diante.

O primeiro na escala API é o SA, um óleo mineral sem qualquer tipo de aditivação e impensável nos dias de hoje. E, o mais avançado é o de classificação SM, oferecendo melhor rendimento ao motor. É importante compreender que esta classificação é definida em função das condições de trabalho e temperatura, levando em consideração a necessidades de lubrificação de cada motor. Portanto, a utilização de um óleo mais avançado, do tipo SJ, em um motor mais antigo em nada trará benefícios. Neste caso é mais recomendado o óleo do tipo SH, ou mesmo SG. Seguindo o mesmo raciocínio, se utilizarmos um óleo SG em um motor avançado estaremos comprometento
Na próxima semana explico melhor a classificação SAE. Até o Próximo Post.
Alexandre
Dicas AutoServiço
  • Obedeça a classificação API do óleo indicada no manual do proprietário.

  • Troque o óleo a cada 5.000km ou 06 meses.

  • Utilizar um óleo SL em motor que pede SJ não traz benefícios.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Qual é o correto? Deixar a recirculação do ar condicionado ligada ou desligada?


Como já foi explicado no Posts anteriores, o Sistema de Climatização do veículo aspira o ar externo, resfria e o conduz ao interior do habitáculo utilizando um ventilador elétrico montado dentro no painel. Porém, em algumas condições é interessante impedir a entrada do ar externo, trabalhando apenas o ar interno do habitáculo.


Esta é a função do Recírculo, um dispositivo bastante simples, constituído basicamente por uma portinhola montada na entrada de ar do painel, sendo acionada por um botão. Sua função é permitir ou não a passagem do ar externo para o interior do veículo.

Se não existisse o Recirculo teríamos dificuldade em nos manter por muito tempo atrás de um caminhão, ou mesmo em um engarrafamento dentro de um túnel, pois toda a impureza do ar externo seria direcionada para o interior da cabine. Sabendo disso, devemos manter sempre o Recírculo acionado, ou seja, com a portinhola fechada.

Mas, não é apenas como o objetivo de impedir a entrada de poeira e fumaça proveniente de locais mais poluídos que devemos utilizar o recírculo. Se o mantivermos acionado o Ar Condicionado estará trabalhando apenas com o ar interno do habitáculo, o que favorece o rendimento térmico do Sistema.

Recomenda-se, porém, desligar o Recírculo por alguns segundos, uma ou duas vezes ao dia, para promover uma renovação do ar do habitáculo, evitando o ressecamento das vias respiratórias devido à redução da umidade do ar, mas também não é nada que exija uma atenção especial.

Até o próximo Post

Alexandre

Dicas AutoServiço

  • Manter o Recírculo fechado aumenta a eficiência do Ar Condicionado
  • O Recírculo acionado impede a entrada de impuresas no habitáculo.
  • Desligue o recírculo em longas viagens para renovar o ar do habitáculo





domingo, 24 de agosto de 2008

Rodar com o tanque na reserva prejudica a bomba de combustível?


Esse Post é dedicado a um dos assuntos que considero mais polêmicos quanto se trata de manutenção automotiva. Qual cuidado devemos ter com a bomba de combustível? Será que rodar muito tempo com o tanque na reserva é mesmo prejudicial?

Sabemos que a Bomba de combustível é uma peça vital para o funcionamento do veículo, já que supre o motor de todo o combustível necessário. Se bem utilizada, sua vida útil pode chegar até os 100.000 km. Porém, alguns vícios de condução podem reduzir pela metade sua durabilidade. Rodar com o tanque vazio é uma deles.

A falta de combustível é o principal responsável por danos à bomba. É que em veículos dotados de Injeção Eletrônica, a bomba de combustível está imersa no tanque, ou seja, depende de uma quantidade mínima de combustível para funcionar bem. É o próprio combustível que arrefece e lubrifica a bomba.

Rodar por muito tempo com o tanque na reserva expõe a bomba a uma condição de refrigeração deficiente, o que eleva sua temperatura de funcionamento e reduz sua vida útil. A quantidade média de combustível no tanque, quando na reserva, é de 5 litros, quantidade mais que suficiente para garantir a vazão do sistema de alimentação, mas insuficiente para proteger a peça. O aquecimento provocado pela falta de combustível dilata os componentes internos, travando a bomba.

Observe ainda, que além de prejudicar a eletrobomba de combustível, rodar por muito tempo na reserva provoca a aspiração de partículas sólidas e impurezas depositadas no fundo do tanque, resultando em obstruções nas tubulações e filtro do sistema de alimentação.

Por isso, sempre que possível, procure rodar com pelo menos ¼ de combustível no tanque. Isso favorece a bomba e evita problemas no futuro. Até o Próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço
  • Abastecer um carro a gasolina com álcool danifica seriamente a bomba de combustível.

  • Rodar com o tanque na reserva pode reduzir em até 50% a vida útil da bomba.

  • Substitua o filtro de combustível a cada 15.000 Km.

domingo, 17 de agosto de 2008

ENTENDA A TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA


Muitas pessoas me procuram com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre o uso e a manutenção dos câmbios Automáticos. Esse questionamento torna-se cada vez mais comum já esse tipo de transmissão está mais difundida entre os veículos disponíveis no mercado. Nesse Post vamos entender, primeiramente, o significado daquela “sopa de letrinhas” ao lado da alavanca de seleção de marchas no console central. As inscrições “ P “, “R “, “N “, “D “, 1, 2 e 3 representam cada estágio que pode ser selecionado pelo motorista.

O “P “ vem de Park, que em inglês significa Estacionamento. Apenas deve ser utilizado para desligar o veículo. A partida do motor deve ser dada com o câmbio nesta posição e com o pé no freio. Alguns veículos por motivo de segurança apenas liberam o funcionamento do motor nestas condições.

O “R “ de Reverse é indicação de Marcha a Ré invertendo o sentido do deslocamento para trás. Deve se tomar cuidado, pois, no deslocamento da alavanca de “P “ para “D “ sempre passa pela Ré.

O “N “ de Neutral ou Neutro assemelha-se ao ponto morto do Câmbio convencional, permitindo ao motor girar livremente. Apenas deve ser utilizado durante serviços de manutenção ou para deixar o veículo livre.

A Inscrição “D” vem do Inglês “Drive” e significa Dirigir. Esta é a posição mais importante do Câmbio, pois representa a Posição no qual a seleção de marchas é realizada pelo câmbio de forma automática, bastando apenas liberar o pedal de freio e pressionar o acelerador.

Os números 1, 2 e 3 que vem a seguir representam as marchas que podem ser selecionadas pelo motorista em condições de terreno com lama ou neve, ou no transporte de um Trailer, situações nas quais a perícia do motorista pode fazer a diferença.

Até o próximo Post.

Alexandre

Dicas AutoServiço

  • Em um carro com câmbio automático, caso a bateria descarregue, não existe a possibilidade de empurrar o veículo para fazê-lo pegar no “tranco”.



  • Muitos veículos automáticos apenas habilitam a partida quando o motorista pisa no pedal de freio.



  • O desgaste das pastilhas de freio dianteiras é maior em um veículo com transmissão automática.
  • quarta-feira, 13 de agosto de 2008

    Você sabe o que é Telecarregamento?


    Sem dúvida, o componente mais importante de um Sistema de injeção é a Central Eletrônica. Conhecida também como Unidade eletrônica, Central, Módulo, Centralina ou UCE esse dispositivo processa todas as informações referentes ao funcionamento do motor, retirando dele o melhor rendimento com o menor consumo e emissões de poluentes.

    Sendo um componente vital pra o veículo surgem dúvidas quanto a sua manutenção. Para facilitar, vamos fazer um paralelo entre uma central de injeção eletrônica e seu computador pessoal. Nos dois casos, o componente mais importante é um circuito integrado onde existe uma memória. Portanto, assim como qualquer central eletrônica pode surgir um defeito de hardware, ou seja, em um componente físico, ou no software que é o programa instalado.

    Seguindo esse raciocínio, se seu computador “dá pau“ você chama um técnico de informática, que realiza uma verificação do sistema operacional, formata o HD e reinstala todos os programas. Se esse procedimento não resolve, o técnico recomenda a substituição de algum componente danificado, que muitas vezes já traz consigo uma peça nova para reposição. Em um veículo ocorre algo similar, porém, é uma operação muito mais complexa, pois o técnico precisa se certificar que o problema é realmente a central eletrônica antes de condená-la. Toda essa cautela é devido ao valor da unidade que gira em torno R$1.500 a R$ 2.000,00 para um veículo nacional. E, até bem pouco tempo, caso ocorresse um problema em uma Central eletrônica, seja de hardware ou de software, seria necessário substituí-la.

    Imagine agora se fosse possível reparar a Central Eletrônica sem a necessidade de substituí-la, assim como em um PC? Impossível? Não! Pois saiba que isso já é uma realidade em algumas Montadoras. O procedimento, conhecido como Telecarregamento, possibilita a atualização do programa da central eletrônica sem a necessidade de troca da unidade. É mais ou menos como mudar a versão do windows do seu micro, só que com recursos mais avançados. Para tanto, são utilizados equipamentos específicos cuja função é atualizar o programa instalado na Centralina reparando eventuais falhas.

    Apesar de ser um conceito inovador, o Telecarregamento possui limitações. É que ao exigir o uso de equipamentos sofisticados, apenas está disponível em um número limitado de concessionárias, de algumas poucas Montadoras, além de apresentar limitações quanto ao reparo de alguns tipos de inconvenientes apresentados pelo sistema de injeção. Mesmo assim, já é um grande e importante avanço. Pena que não podemos apenas desligar e ligar o carro para “destravar” a central com em um computador Pessoal.

    Até o próximo Post.

    Alexandre

    Dicas AutoServiço

    • Desligar a bateria com o motor funcionando pode ocasionar curto-circuito na central de injeção eletrônica.
    Se resolver lavar o motor proteja componentes eletrônicos como Central e bobinas.

  • Bateria com defeito interfere no funcionamento do sistema de injeção eletrônica.
  • sábado, 9 de agosto de 2008

    Pôr o carro na banguela economiza combustível ?


    Quando publiquei o primeiro enquete do Blog, busquei oferecer aos leitores maior interatividade, já que possibilitei a escolha do tema do próximo Post. Dos assuntos relacionados, o que considero mais polêmico é justamente o que fala sobre consumo de combustível. Era de se esperar, portanto, um grande interesse pelo tema. Cerca de 80% dos votos realizados na enquete elegiam o tema como o assunto a ser abordado.

    Mas, comentar sobre consumo de combustível não é muito fácil, pois é um tema bastante subjetivo, já que diversas variáveis como maneira de dirigir, condição do motor e veículo, e ambiente interferem no resultado.

    Mesmo assim, é notório que velhos hábitos dos tempos dos carros carburados ainda sejam utilizados nos dias de hoje. E um desses hábitos é a “banguela”. Essa velha conhecida dos motoristas brasileiros faz parte da cultura automotiva de nosso País. O termo é tão enraizado que não conheço um termo técnico mais adequado para defini-lo. Ao menos posso descrever que “dar a Banguela” é o ato de desengrenar as marchas, colocando o câmbio em ponto morto aproveitando o deslocamento do veículo. Essa prática teve início junto aos caminhoneiros, que em busca de um menor consumo para os motores Diesel, optavam por descer um declive com o câmbio no Neutro. Prática essa combatida nos dias de hoje já que compromete a segurança por anular o efeito do freio motor em uma descida.

    Mas, aqui no Brasil, é difícil desvincular a “Banguela“, ao ato de dirigir. É quase um ato instintivo. Basta uma leve descida e lá vai o motorista aproveitando o embalo do veículo para por o câmbio em ponto morto. Nessa situação, a rotação do moto cai, e o ruído diminui o que passa a sensação de que o motorista está economizando. Porém o que ocorre é justamente o contrário.

    Em um veículo dotado de injeção eletrônica esse costume deve ser evitado sob a pena de aumentar o consumo de combustível. É que ao desengrenar a marcha, a rotação do motor cai rapidamente, e, como o motorista tira o pé do acelerador a borboleta de aceleração fecha. O sistema de injeção interpreta que o motor está em marcha lenta e aumenta consideravelmente a quantidade de combustível injetado. O correto é retirar o pé do acelerador, mantendo a marcha engrenada ao perceber que o sinal a frente fechou ou em uma descida. Nesse caso, o sistema de injeção corta o envio de combustível por alguns instantes, favorecendo a redução do consumo, e mantendo o freio motor.

    Numa moto o ato de dar a banguela é mais complicado, já que a seqüência de engates é 1-N-2-3-4-5, ou seja, o piloto da moto não consegue por simplesmente o câmbio em ponto morto, já que terá que obrigatoriamente reduzir as marchas. Alguns pilotos, nesse caso, acionam o manete da embreagem, na tentativa de reproduzir a mesma situação. Lembramos que, assim como nos carros, essa prática anula o efeito do freio motor.

    Espero com esse Post estar contribuído para esclarecer esse tema tão polêmico quanto a “Banguela”. E, tenha a certeza que o assunto “Consumo de combustível“ terá sempre um espaço reservado em nosso Blog.

    Até o Próximo Post, e feliz Dia dos Pais !!

    Alexandre

    Post relacionados ao assunto:
    “ Diminuir a velocidade do Ar condicionado reduz o consumo?” – Blog Auto Ar
    http://autoar.blogspot.com/2008/08/diminuir-velocidade-do-ar-condicionado.html

    Dicas AutoServiço


    • Ao perceber que o sinal fechou, apenas retire o pé do acelerador e mantenha o carro engrenado.



  • Substitua a cada 15.000 Km os filtros de combustível e de ar



  • Não utilize a banguela em aclives para não anular o freio motor.
  • domingo, 27 de julho de 2008

    Qual a diferença entre um Farol Halógeno, Parabólico e de superfície complexa?






    Quando uma montadora procura atualizar o visual de carro em produção, busca nos faróis uma forma de dar identidade ao modelo. Mas, muito mais que elementos estéticos os faróis tornaram-se importante itens de segurança ativa. Atualmente, Faróis Halógenos, parabólicos, de superfície complexa ou Xenon já fazem parte da paisagem das grandes cidades.

    Ao classificar um farol como Halógeno estamos na verdade nos referindo ao tipo de Lâmpada utilizada, no caso, uma lâmpada especial que utiliza em seu interior um gás raro da família dos halogênios. Este tipo de lâmpada produz um feixe luminoso superior ao das lâmpadas convencionais incandescentes.

    No caso dos faróis parabólicos, estes são caracterizados pela presença de um refletor cujo formato assemelha-se a curvatura de uma parábola, de modo a ampliar o feixe luminoso, aumentando sua eficiência. Estes Faróis são facilmente reconhecidos pela presença de pequenos frisos sobre a superfície da lente cuja função é orientar e direcionar o feixe de luz.

    Já os faróis de superfície complexa não possuem frisos sobre a superfície da lente. Esta função é englobada pelo refletor, que, devido a sua geometria diferenciada, permite, além de ampliar a luminosidade, direcionar o feixe luminoso. Desta forma a lente torna-se lisa, sendo produzida em materiais mais leves que o vidro, como por exemplo o policarbonato.

    Os Faróis de Xenon que adornam alguns modelos de luxo utilizam reatores de alta descarga elétrica ou HID ( Hid Intensity Discharge ) e uma lâmpada especial cujo bulbo é preenchido com o gás Xenônio. A luminosidade produzida pelo gás é até 3 vezes superior quando comparada ao o sistema Halógeno, com um consumo de corrente 40% inferior. A coloração do feixe luminoso é branco azulado diferentemente do facho amarelado dos faróis convencionais.

    Nos Próximos posts falaremos melhor sobre os Faróis Xenon.

    Alexandre

    Discas AutoServiço

    Em caso de queima de uma lâmpada é recomendado trocar o par.


  • Substitua as lâmpadas pelo menos uma vez a cada dois anos.



  • Uma lâmpada perde até 30% de sua luminosidade nas primeiras 100 horas de uso. Por isso, verifique o estados das lâmpadas a cada 3 meses.
  • sábado, 26 de julho de 2008

    Sobre o Sistema ABS



    Há alguns anos nosso mercado vem sendo inundado por siglas cujo significado identifica uma nova função ou dispositivo. São elas: ESP, ASR, EBD, só para citar alguns exemplos.

    O pioneiro é, sem dúvida, o A.B.S. Do inglês ( Anti-lock Braking System ), ou Sistema Anti Travamento das Rodas, esse dispositivo de segurança ativa a algum tempo deixou de ser um item disponível apenas em veículos de luxo. Atualmente, este importante equipamento de segurança está presente nos veículos mais acessíveis do mercado.

    O Sistema ABS é composto por sensores que lêem a velocidade das rodas identificando condições de patinação, instante no qual a roda perde velocidade rapidamente. Um conjunto de eletroválvulas acionadas por uma central eletrônica libera a roda “travada”, bloqueando-a em seguida. Este ciclo repete-se de 10 15 vezes por segundo, igualando a velocidade com as demais rodas, independente das condições do piso, atuando mesmo sobre lama, neve ou areia.

    Alguns Veículos de carga e caminhonetes utilizam o ABS apenas nas rodas traseiras. Em condições de caçamba vazia a tendência de travamento é maior nas rodas traseiras. Este fato também é percebido em Stations e Peruas. Nestas condições torna-se necessário controlar a pressão nas rodas traseiras pois durante uma frenagem o peso é transferido em maior parte para o eixo dianteiro representando cerca de 70% do esforço de frenagem. As rodas traseiras, quando sem carga, apresentam maior tendência de travamento, pois a pressão hidráulica exercida sobre elas é a mesma das rodas dianteiras. O Corretor de frenagem atua de maneira a diferenciar a pressão nas rodas traseiras em função da carga exercida sobre a suspensão.

    Para retirar todo o potencial do veículo com ABS alguns cuidados devem ser tomados. No caso do acendimento da luz-espia no painel de instrumentos, o sistema de gerenciamento eletrônico do ABS é excluído evitando falhas que poderiam ocasionar travamento das rodas. Nestas condições passa a atuar o sistema de freios convencional.

    Quanto ao fluido de freio utilizado o de especificação DOT 5 é o mais recomendado por sua elevada capacidade de resistir ás altas temperaturas. No momento da troca do fluido a sangria do sistema deve ser realizada partindo da roda mais próxima ao módulo hidráulico para a roda mais distante, formando um “C”. Este procedimento evita que ocorra o acúmulo de bolhas de ar no interior do conjunto hidráulico o que comprometeria a eficiência do Sistema.

    Durante uma frenagem brusca torna-se perceptível uma trepidação no pedal de freio. Isto ocorre devido à formação de pulsos hidráulicos gerados durante os ciclos de bloqueio e desbloqueio das rodas, não devendo ser considerado um problema. Nestas condições muitos motoristas desavisados retiram o pé do pedal de freio. Esta atitude deve ser evitada, pois a pressão do exercida sobre as rodas é determinada pela força exercida sobre o pedal de freio.

    Apesar de toda a sofisticação o Sistema ABS não opera milagres. Um alerta aos “Pilotos de Fim de Semana” é que as condições gerais do veículo e do sistema de freios, assim como o estados dos pneus e rodas tornam-se determinantes em situações de emergência. Por isso a manutenção preventiva continua sendo a melhor atitude quando o assunto é segurança.

    Até o próximo Post

    Alexandre

    Dicas AutoServiço
    • Em carros dotado de freios ABS utilize sempre fluido de freio com especificação DOT 5.
    • Durante a frenagem mantenha o pé sobre o pedal de freio mesmo que perceba uma pequena vibração.
    • O bom funcionamento do ABS depende da condição do sistema de freios, pneus e rodas.

    quarta-feira, 9 de julho de 2008

    Entenda a Transmissão Mecânica


    O Câmbio mecânico tem se mantido firme no Mercado Nacional. Desde o Câmbio Royale, famoso pelo acionamento através de uma alavanca na coluna de direção até os dias atuais, o velho Sistema de Seleção de Marchas continua mantendo seus adeptos, mesmo estando ameaçado pelo também veterano e só agora reconhecido Câmbio Automático.

    A função do Câmbio seja ele Mecânico ou Automático, é multiplicar o Torque produzido pelo motor. Isto ocorre por que a Força produzida pelo motor é insuficiente para colocar o veículo em movimento. Imaginem que o Torque produzido por um motor de média cilindrada é de apenas 10 Kgfm, podendo ser multiplicado para até 35 Kgfm, dependendo da marcha utilizada.

    Isto é possível graças às relações de transmissão determinadas pela combinação de um conjunto de engrenagens, favorecendo o aumento do Torque, no caso das relações de marchas reduzidas como a primeira, segunda e terceira ou o aumento da velocidade, como a quarta e quinta marcha.

    As marchas reduzidas são as mais utilizadas em percursos urbanos. Estas relações de marchas reduzem a rotação que chega às rodas, favorecendo o Torque. Por se tratarem de marchas de Força devem ser utilizadas em acelerações ou situações que exigem maior poder de tração do veículo como em subidas ou transporte de cargas.

    Em condições de velocidade constante ou mais elevada, as relações de transmissão da quarta ou quinta velocidade são as mais recomendadas. Neste caso, a relação de transmissão parece inversa às marchas reduzidas, pois a rotação aumenta resultando em maior velocidade, acompanhado por uma redução na Força transmitida às rodas.

    A marcha ré é considerada um caso à parte. A relação de transmissão utilizada é muito próxima a da primeira marcha, invertendo apenas o sentido da rotação. É considerada, portanto, como uma marcha de força com a mesma capacidade de tração da primeira marcha.

    Passamos então a compreender a importância da seleção da marcha em função da rotação do motor e da velocidade do veículo. Ou seja, o poder de tração transferido para as rodas depende da marcha utilizada. É por este motivo que não conseguimos subir uma ladeira em 5° ou ganhar velocidade em 1° marcha.

    Por se tratar de um sistema manual, todo o processo de acionamento da embreagem e seleção de marchas é realizado pelo motorista, sendo ele o responsável pelo controle sobre o comportamento dinâmico do veículo. Como veremos nos próximos Posts a correta utilização da Caixa de Câmbio permite um maior aproveitamento do rendimento do motor bem como a redução do consumo de combustível.


    Até o próximo Post.

    Alexandre


    Dicas AutoServiço
    • Complete o óleo do Câmbio a cada 60.000 Km
    • Evite repousar a mão sobre a alavanca de marchas
    • Apenas engate a marcha a ré com o veículo parado.

    Tire suas dúvidas sobre o Catalisador.

    Percebo que existem muitas dúvidas sobre o Catalisador. Qual sua função, período de troca, se a água o danifica...?? Pensando em esclarecer melhor essas questões elaborei o Post de hoje.


    Bem,...por definição, um Catalisador é um acelerador de reações químicas. No caso específico de um veículo não podemos considerá-lo um filtro, mas sim, um dispositivo cuja função é converter gases tóxicos expelidos pela tubulação de descarga em gases inofensivos.

    Estes gases tóxicos são o resultado da queima incompleta do combustível, que além de vapor d’água e gás carbônico, libera em grande quantidade Hidrocarbonetos ( HC ), Monóxido de carbono ( CO ) e Óxido de Nitrogênio ( Nox ).

    Estes elementos têm como característica ligações químicas que facilitam a combinação com outros elementos presentes na atmosfera, gerando novas substâncias. Como este processo natural pode levar centenas de anos, o que o catalisador faz é abreviar o fenômeno, através de uma reação química.

    Para realizar esta reação, o Catalisador conta com uma superfície de absorção em forma de colméia, conhecida como manta catalítica. Esta colméia, envolvida por uma carcaça metálica, é formada por uma cerâmica especial, resistente a elevadas temperaturas, composta por materiais nobres como paládio, ródio e platina.

    Este formato de colméia permite boa área de contato sem oferecer grande resistência a saída dos gases. Mesmo assim, um catalisador gera um decréscimo de potência no motor, fato este previsto em projeto. Por isso, é realizado um redimensionamento do sistema de escape de modo a minimizar o problema. A sua remoção, seja por qualquer motivo, não traz benefício algum ao veículo, além de ser proibido por lei.

    Por ser extremamente resistente às mais adversas condições de uso, o Catalisador não exige manutenção periódica, Porém, as constantes reações químicas resultam em uma perda gradativa de sua eficiência, tornando sua substituição necessária a cada 80.000 km.

    Se considerarmos que este prazo é coberto, em média, em um período de quatro anos, o valor do catalisador onera bastante o custo de manutenção quando comparado ao preço final do veículo. Este fato torna crescente o volume de veículos usados que rodam com um catalisador inoperante.

    Mas alguns cuidados podem ser tomados na tentativa de prolongar a vida útil do catalisador. Como por exemplo, evitar desligar os cabos de vela com o motor ligado durante uma manutenção, pois o combustível injetado no cilindro não é queimado, entrando em combustão no interior do catalisador. A temperatura gerada funde a manta catalítica obstruindo a saída dos gases.

    Outro cuidado está relacionado à utilização de alguns produtos químicos para limpeza dos bicos injetores e descarbonização do motor. Estes produtos apenas devem ser utilizados sob recomendação do fabricante do veículo, do contrário, podem acarretar danos à manta catalítica.

    E, ao contrário do que muitos imaginam a água não afeta o Catalisador, pois o material que compõe a manta é capaz de resistir a variações bruscas de temperatura eliminando a possibilidade de trincas causadas por um choque térmico.

    Espero ter esclarecido todas suas dúvidas sobre Catalisador.

    Até o próximo Post.


    Alexandre
    Dicas AutoServiço
    • Evite desligar a vela de ignição com o motor funcionando.
    • O catalisador deve ser substituído a cada 80.000 Km
    • A remoção do Catalisador, além de proibida por Lei, não aumenta a potência do motor.

    terça-feira, 8 de julho de 2008

    A escolha de Pneus Esportivos exige mais critério que se imagina


    Com a onda Tunning, os Pneus ganharam status de acessório. Passaram a ser adquiridos em função da beleza do desenho dos sulcos, complementando a aparência do veículo. Mas um bom pneu não pode apenas ser bonito. Tem que garantir um comportamento dinâmico condizente com o aspecto visual. Para tanto, recebem reforços na carcaça interna e fazem uso de novos compostos de borracha, tudo isso para acompanhar o desenvolvimento dos motores.

    O perfil rebaixado é a principal característica, pois reduz a inclinação da carroceria em curvas, acentuando o caráter esportivo do veículo. Em contrapartida, a suspensão torna-se áspera pela reduzida capacidade de absorção de impactos, afetando o conforto.

    Até concordo que o conforto torna-se um item secundário quando se quer obter mais desempenho. Mas, um fato que não podemos desprezar é que pneus mais largos e de perfil mais baixo tendem a acompanhar as irregularidades do solo, dificultando a condução, exigindo mais “braço” por parte do condutor. Além do que, por serem mais largos, os pneus esportivos estão mais sujeitos a aquaplanagem, aumentando a exposição do carro à deriva. O que, no meu entendimento, é o principal fator de risco, já que para uso urbano, não há opção de escolha entre pneus de chuva ou pista seca como nas corridas.

    Há quem diga ainda que pneus esportivos aumentam o consumo por serem mais largos. Isso não é bem verdade. O que ocorre nesse caso é o aumento da resistência ao rolamento. Explicando melhor, quanto mais largo o pneu, maior será o seu peso, e consequentemente, maior será a potencia consumida pelo motor girá-lo. Daí o aumento expressivo do consumo.

    E para finalizar, não podemos nos esquecer de respeitar o diâmetro total do conjunto pneu/roda original. Quando extrapolamos essa medida somos punidos com perda da capacidade de aceleração e redução da velocidade final.

    Falaremos mais sobre esse assunto em outro Post


    Alexandre